O perfume suave de Jane era mais do que agradável, ele era… sedutor! Ao ver o rosto dela tão próximo ao seu, Wayne quis se inclinar só um pouquinho e beijá-la, porém, ele foi despertado pela voz do próprio pai. — Minha nossa, Jane, você está bem? — o idoso perguntou, sem se dar conta de que tinha acabado de atrapalhar o momento entre o filho e a moça. Wayne a soltou lentamente quando teve a certeza de que Jane estava equilibrada. Relutantemente, ele se afastou com um passo, dando passagem ao próprio pai. — E-eu estou bem, senhor Ryan — ela disse e olhou para Wayne. — Obrigada, doutor Ryan. Ollie então percebeu que tinha feito besteira! Jane estava nos braços de Wayne, por favor! “Ai, que mancada!”, o idioso quis se dar um tapa, mas ele disfarçou bem e ofereceu o braço para Jane. — Vamos, minha querida — ele falou e Jane aceitou a oferta e os dois se afastaram. Wayne foi atrás e sorriu. Dali, ele tinha uma excelente visão das costas de Jane. “Controle-se, homem! Ou todos vão sab
Agora, Wayne não sabia o que deveria fazer. Jane e ele não eram próximos, e ele tinha olhado para algo privado, dela. “Quando eu for deixá-la em casa…”, ele disse a si mesmo e viu como Jane ficou nervosa ao guardar o telefone. Ela olhou sem graça para Wayne e percebeu, pelo canto do olho, que já tinha água servia em cima da mesa. Jane pegou a bebida. — A senhorita tem planos para o próximo fim de semana? — Wayne perguntou e Jane engoliu a água que quase foi pelo lugar errado. — Ah, não. Não exatamente. — Ela falou e Wayne podia dizer que a mulher estava incomodada. — Talvez eu assista alguns filmes. — De que tipo de filmes você gosta? Jane achava interessante o esforço de Wayne em manter conversa. — O senhor sabe que não precisa “fazer sala” para mim, não é? — ela perguntou e o médico franziu de leve a testa. — Não entendi. — A conversa. Quer dizer, o senhor está sendo agradável, mas… não é preciso. “Que diabos?” Wayne se perguntou e se endireitou na cadeira. — Senhorita Gor
— Hey! — Eve reclamou ao ver um homem entrando na frente dela, na fila. Ele não se moveu e ela o cutucou nas costas, chamando-lhe a atenção. — Não pode fazer isso. Com licença! O homem se virou e, para Eve, parecia que o tempo se movia em câmera lenta. Por um segundo, ela ficou embasbacada com a visão: alto, olhos verdes, cabelos escuros perfeitamente penteados, traços que ela considerou muito harmoniosos, como uma estrela de Hollywood. Mas o encanto durou apenas até que ele abrisse a boca. — Por que está me cutucando? Qual o seu problema? — A frieza não só na voz, como no olhar, deixaram Eve com ainda mais raiva. O homem claramente era rico, pelo terno feito sob-medida, mas sem um pingo de educação!— Eu quem pergunto! O senhor furou a fila! — Ela olhou para trás, com uma das mãos na cintura, e viu que não tinha mais ninguém além dela. Ao se voltar para a frente, o homem já estava com as costas para ela. Eve ajeitou os óculos no rosto e o cutucou novamente. — O senhor ouviu? Ele
"Ele deve ser o pai da Rose, Archer Galloway!", ela pensou, já que aquele homem tinha os mesmos olhos do bebê que ela cuidaria de agora em diante. "Como eu não me dei conta disso antes?" Eve queria muito dizer uns bons desaforos para aquele homem, porém, se ele era mesmo o pai da criança, poderia demiti-la. E, naquele momento, Eve precisa muito de um emprego. Ela respirou fundo. — Eu sou Everleigh Johnson, senhor. — Ela lançou um sorriso caloroso para ele e ofereceu a mão, mas a carranca dele aumentou.— Está me seguindo, é isso? Como entrou aqui?! — Ele praticamente rosnou. — Quer saber? Eu vou chamar a polícia, agora mesmo! O sangue de Eve congelou nas veias. Polícia? Ela não podia ter problemas com a polícia! — Senhor, eu… Eu sou apenas a…Archer segurou ferozmente o braço de Eve, que choramingou. Ele afrouxou um pouco o aperto, mas não a soltou, arrastando-a para fora do quarto. Eles desceram as escadas e Shannon, que estava antes saltitando de felicidade, murchou assim que v
Eve deu um passo para trás e colocou a mão na cabeça da criança, como se a consolasse após ouvir aquelas palavras horríveis. “Esse homem não merece esse neném lindo!”, Eve ficou chorosa. Ela não compreendia como um pai podia falar daquele jeito. — O que você quer dizer com isso? — Shannon questionou. — Tem um apartamento. Roselyn vai ficar lá com a babá, eu as manterei com tudo o que for necessário. — Menos a sua presença. — Shannon parecia chorar. — Eu não posso, ok? Ainda não consigo digerir isso.— Se não saísse por aí com mulheres aleatórias, em vez de se casar de uma vez, isso não teria acontecido!”— Não vou discutir! — Archer falou e o som dele se afastando foi ouvido por Eve.Eve retornou para dentro do quarto e fez a criança dormir. Quando já estava para sair, Shannon estava na sala, esperando por ela. — Você nem jantou! — Ela disse. — Não tem problema. Vou comer em casa. — Eve respondeu e sorriu fraco. — Até amanhã, sra. Ballilis.— Eve… Eu tenho que te dizer uma cois
Archer se virou com calma. Ele não queria ter parado em loja nenhuma porque se alguém o reconhecesse… — Quem é você? — Ele perguntou, franzindo a testa. Aquela pessoa não lhe era estranha. O homem, de cabelos curtos e óculos, com uma barba cheia, sorriu, estendendo a mão. — Eu sou David Thomas! — Ele se apresentou e Archer inspirou fundo. Aquele era o "repórter perigo". O homem que sempre entregava os maiores furos das celebridades. "Mas que inferno!", Archer praguejou mentalmente. Ninguém sabia da existência de Rose. Ele não havia informado ao público, ainda mais que a mãe da criança havia simplesmente a abandonado na porta da casa dele e sumido! Eve se aproximou, Rose no colo e o bebê-conforto na outra mão. — Prontinho — Ela falou, esticando o cartão Black para Archer. — Quem é essa? — David perguntou, sorridente. — E que criança mais linda! — Não vê que é a filha deles? — A senhora idosa, que não havia se afastado, respondeu. Archer apertou os lábios, pensando que
— O senhor vai descontar do meu salário? — Ela perguntou calmamente. Archer pensou inicialmente que Eve estivesse se fazendo de boba, até perceber no olhar dela que não, ela realmente não havia compreendido a malícia nas palavras dele. Ele apenas engoliu em seco. — Vou.A expressão de Eve murchou e ela olhou para baixo, tristonha. — Eu compreendo. Perdão, novamente. — Eve disse, derrotada. Antes de Archer falar qualquer coisa, ouviu-se um barulho alto, um ronco. Eve, com o rosto vermelho de vergonha, levou a mão à barriga e olhou de esguelha para Archer.— Isso…— ele começou a perguntar. Eve se levantou rápido, o rosto queimando. — Isso daí foi a sua barriga roncando? — Archer perguntou e Eve o olhou, mas logo desviou o olhar. — Se está com fome, por que não vai comer? Ela apertou os lábios e se virou para Archer. — Eu comeria, mas não tem nada, aqui. O que tinha eu usei para alimentar Rose. — Ela inspirou fundo, enquanto Archer parecia não compreender o que ela falava. — Pr
— Oh! — Eve soltou, enquanto quase abraçava Archer. Ele passou os braços por reflexo em volta dela. Eve levantou o rosto.Archer notou que havia lágrimas nos olhos dela e levantou uma das mãos, passando o polegar pela gota que escorria. A expressão de Eve fez ele querer consolá-la e então, ele se inclinou na direção dela, mas percebeu o que estava fazendo e a soltou abruptamente, dando dois passos para trás. — Ai! — O que houve? — Ele perguntou sem muita emoção. Eve, que tinha tropeçado quando ele a soltou e quase caiu, o olhou ressentida. — Eu preciso buscar as minhas coisas, senhor Galloway. Rose ainda dorme. — Eve enxugou as lágrimas. — O senhor só precisa ficar aqui rapidinho. Eu voltarei logo. — Ficar… — Archer compreender e balançou a cabeça. — Nem pensar! — Ela está dormindo. E qualquer coisa, o leite dela… — Não! — Archer gritou e depois, silêncio. — Eu não… Olha, se fosse pra cuidar dela, eu não teria contratado você. “Não foi você quem me contratou, seu nojento!” Ev