Sarah.— Fica comigo. Seja minha namorada. — As palavras do Henrique me pegaram de surpresa, não vou negar. Passei alguns segundos para digerir o que ele me pedira. Se fosse há dois anos, eu aceitaria sem piscar, mas tantas coisas aconteceram que não sei se é a escolha certa a se fazer.Permaneci calada e dei mais uma rebolada em seu colo antes de me levantar dele e ir ao banheiro de sua sala para me limpar. Henrique permaneceu em silêncio também e se levantou para descartar o preservativo e se limpar. Saí do banheiro, peguei meu vestido do chão e o vesti.— Não vai me responder?— Vamos conversar, Henrique.— Tenho medo do que você vai falar. — Você tem alguma reunião agora?— Não, minha reunião é às 14h, temos tempo.Encostei minha cabeça em seu peito e coloquei as pernas em cima do sofá, quase me deitando em seu colo. Ele começou a fazer carinho em meus cabelos e fechei os olhos por um instante.— Eu não estou pronta para assumir um relacionamento agora, Henrique. Minha vida ness
Sarah.À noite, no mesmo dia.Olhei em volta para conferir se tudo estava em ordem e sorri ao perceber que estava tudo certo. Havia acabado de colocar Cristal no berço e tentava dar um jeito na bagunça que ela havia feito durante as horas que ficou brincando no chão.Eu tenho empregada, mas nunca deixo as coisas muito bagunçadas ou largadas somente porque tenho alguém para me ajudar.Peguei a babá eletrônica, apaguei a luz de seu quarto, deixando o abajur ligado, e saí de seu quarto.Já estava indo para a cozinha conferir o jantar quando ouvi a campainha tocar.— Já vai — gritei para a pessoa que apertava a campainha sem parar.— Quer quebrar? — perguntei assim que abri a porta da minha casa e dei de cara com o cafajeste do pai da minha filha.— Você demorou. — reclamou, passando pela porta e entrando em casa.— Eu estava colocando a Cristal no berço. — falei, revirando os olhos.Ainda estava parada a porta.— Tá, beleza. — disse, passando por mim.— Tá, beleza — o imitei, revirando os
Sarah.Semanas depois...O dia da festa anual da empresa tinha chegado e eu iria como acompanhante do Henrique. Combinei com a babá da minha filha para que ela passasse a noite aqui na minha casa com ela e pagaria um bônus por isso.Eu tinha comprado um vestido no dia em que fui para o shopping com minha cunhada e estava terminando de vesti-lo. Ele é um vestido midi, colado ao corpo, com estampa geométrica na cor preta e branca. Na parte de cima, tem um decote em zíper para regular o tamanho e o tecido tem uma leve transparência, podendo ver-se os detalhes do sutiã.Por baixo do vestido, eu vestia um espartilho com ligas nas coxas. Ele é na cor preta e com detalhes em renda, combinando com a calcinha minúscula da mesma cor e também em renda.Henrique me enviou uma mensagem dizendo que já estava entrando no condomínio onde eu moro e eu saí do meu quarto para encontrá-lo.— Agatha, eu já vou. — Avisei à babá da Cristal.— Certo, senhorita Sarah. Ela já está alimentada e dormindo. — falou
Henrique.— O que você pensa que está fazendo, porra?— Henriquinho... — Henriquinho, porra nenhuma. Quem te deu o direito de se jogar nos meus braços e beijar sempre que tiver vontade? Nós não temos mais nada e eu já deixei isso bem claro a você! — Eu pensei que era só uma fase.— Não é uma fase e a quero bem longe de mim.— É por causa daquela gorda? Ela não é mulher para você. — Lave a sua boca para falar da mãe da minha filha. Sarah é a mulher que eu amo e mil vezes melhor do que você.— Henrique, é melhor resolver isso em outro lugar. — alertou meu irmão ao meu lado, mas a puta da minha ex-foda não se importou e seguiu com o show.— Você não pode me tratar assim por causa dela! — Não só posso, como vou. — Dei-lhe as costas e fui atrás da minha mulher.Porque era isso que Sarah era: minha mulher!— Sarah!— Me deixe em paz e volte para uma de suas amantes. — Ela não é nada minha e não posso deixar quem eu realmente quero em paz. — falei ao chegar até ela. — Você não vai se liv
Sarah.— Está doendo? — Henrique perguntou ao soltar meus braços e tirar a venda dos meus olhos.— Não. — Respondi, me aconchegando em seu peito.— Foi incrível, estou amando essa sua nova versão — falou, rindo, e beliscou o bico do meu peito.Não contive o gemido, eles estavam sensíveis. — Eu andei tendo umas aulas — falei como quem não quer nada só para provocá-lo e, como o esperado, meu agora namorado quase pulou da cama e me encarou com o semblante fechado.— Com quem? Se for um homem, eu irei matá-lo. — Seu rosto já estava tomado pela raiva.— Que mania chata de querer matar todo mundo. --- resmunguei.--- Claro, querem o que é meu. --- retrucou, mal-humorado.Ele e seu jeito possessivo. Revirei os olhos.--- Não é um homem, — falei sem paciência. — é uma sexóloga e ela dá várias dicas de como enlouquecer um homem na cama. — Sorri, safada.— Ufa, — ele suspirou e tornou a se deitar ao meu lado. — Por um momento, senti meu coração parar. — Fez drama e gargalhei.— Você é muito ciu
Sarah.No outro dia...— Agora que você é minha namorada/futura esposa, ainda vai sair com o Michel?— Esposa é? — Rimos. — Não, eu nunca sairia com o Michel, aquilo lá na festa foi só para fazer você sofrer um pouco e se dar conta de que eu posso sair com quem eu quiser.— Eu sei que você pode sair com quem quiser, Sarah! Você é livre para fazer suas escolhas, mas eu fiquei puto com os elogios dele para você, porque eu, mais que ninguém, sei a mulher maravilhosa que você é. Qualquer homem poderia se apaixonar por você e é por justamente eu saber disso que tenho medo de te perder.— Você nunca vai me perder se continuar me amando e demonstrando todo esse amor que sente por mim e nossa filha como vem fazendo todos os dias. Eu só queria ter a certeza de que você continuaria lutando por mim mesmo eu dizendo querer algo casual. Queria ter a certeza de que seu amor é verdadeiro, que você me quer por mim mesma e não só pela nossa filha.— Eu nunca deixaria de lutar por vocês e iria até o inf
Sarah.Já com a bolsa da minha filha pronta, pedi para que Henrique desse banho e a trocasse enquanto eu tomaria meu banho e me arrumaria também. Ele deu comida para ela, a que Agatha já tinha deixado pronta, e depois a arrumou. Duas horas depois, nós já estávamos na casa da Duda.— Oi, princesa linda da dinda — Duda agarra e praticamente amassa minha filha em seus braços. Alan está ao seu lado e começa a brincar com minha filha.— Vai esmagar minha filha, Eduarda — Henrique fala bravo e Duda lhe dá língua.São tão maduros.— Não me enche, garoto.— Só não te mostro o garoto porque eu sou um cara quase casado.— Casado? Que história é essa? — Amely pergunta, se levantando da espreguiçadeira.— Não tem nada de casado ou casamento. Seu cunhado começou com isso de que sou quase sua esposa só porque eu aceitei ser sua namorada.— Isso é só questão de nomenclatura, meu amor, porque você é minha e não pode mais fugir disso — fala, me abraçando por trás.— Parabéns, irmão — Marcos toca em seu
Sarah.Um mês depois...Havia se passado um mês desde que eu aceitara namorar o Henrique e nós estávamos nos dando muito bem. Havíamos nos entendido e estávamos cada vez mais apaixonados um pelo outro. Nesse tempo de convivência, descobrimos termos muita coisa em comum, como: mesmo gênero de filme e série, mesma comida e até a mesma cor.Como prefiro ficar em casa a passar noites e mais noites de noitadas em baladas, Henrique tem trocado suas idas às casas noturnas para ficar comigo e Cristal. Ele já havia me confessado que não estava mais saindo como antes, se sentia sozinho, então preferia estar em casa assistindo ou jogando seu videogame a sair à noite. Henrique praticamente se mudou para minha casa, ele tem estado quase diariamente lá e Cristal tem amado toda a atenção que tem recebido do pai. Eu também não fico atrás com relação a isso e estou amando ter comigo todos os dias. Há uma semana, ele marcou um jantar com alguns de seus amigos e me apresentou oficialmente a eles como