Isabella MorettiAcordei com a luz suave do entardecer entrando pelas frestas das cortinas. Meus olhos piscavam lentamente enquanto eu sentia a leve pressão da minha mão sendo solta. Olhei ao redor e percebi que estava sozinha no quarto. Giovanni... Ele devia ter ficado comigo até eu adormecer. Um calor tomou conta do meu peito ao pensar nele, ao meu lado, em silêncio, enquanto eu chorava minhas dores em seus braços.Mas agora... algo mais urgente me atingiu: fome. Não comia desde cedo e meu estômago roncava como se estivesse querendo me lembrar disso. Resolvi descer, esperando que não houvesse muitas pessoas pela casa, mas ao me aproximar da sala de jantar, percebi risadas e conversas animadas. Quando entrei, todos estavam lá, me esperando.— Ah, finalmente! — Matteo disse com um sorriso travesso. — Já estava prestes a pedir ao Giovanni para acordar a Branca de Neve com um beijo!Eu revirei os olhos, rindo de leve.— E você certamente seria o anão feliz, Matteo. — Brinquei, arrancan
Giovanni Rommano Quando seus lábios se separaram dos meus, senti como se o mundo tivesse retomado o ritmo, e o som ao nosso redor voltou gradualmente a invadir meus sentidos. Por mais que o beijo tenha sido arrebatador, senti um toque de hesitação em Isabella. Seus olhos, ainda intensos, agora pareciam um pouco mais distantes, como se algo estivesse se formando em sua mente. Ela afastou-se levemente, o suficiente para eu perceber que algo a incomodava, mas sua mão ainda permanecia na minha, um fio de conexão que eu não queria soltar. — Giovanni — ela disse, com a voz suave, mas carregada de um peso que eu não esperava. — Eu preciso que a gente vá devagar. Eu... ainda não estou pronta para um relacionamento sério. Eu gosto de você, mas preciso de tempo para entender o que estou sentindo. Aquelas palavras bateram forte em mim, mas não da forma que eu imaginava. Não era rejeição, era honestidade. E era algo que eu respeitava profundamente. Olhei para ela e, por um momento, tentei ab
Giovanni Rommano Eu acordei cedo na manhã seguinte. A casa estava tranquila enquanto eu calçava meus tênis e saía para correr. A brisa fresca me ajudava a organizar os pensamentos. O dia anterior havia sido intenso, e havia algo no olhar de Isabella que me dizia que eu precisava protegê-la do seu passado misterioso. Quando voltei da corrida, fui direto para o chuveiro. A água quente relaxava meus músculos, mas minha mente estava alerta. Vesti-me rapidamente e desci para a sala de estar, onde encontrei meus irmãos, Isabella, Francesca e meu filho Alessandro. O ambiente era leve, mas algo parecia pairar no ar. O assunto logo virou o buquê de flores que Isabella havia recebido mais cedo. Sem cartão, sem remetente. Mas eu sabia que havia sido eu quem pedira à minha secretária para enviá-las, sem deixar qualquer pista. Isabella me olhou de um jeito que me fez pensar que ela sabia. Matteo, sempre com uma brincadeira na ponta da língua, comentou: — Parece que a Isabella está com a
Isabella MorettiApós o café da manhã, todos se levantaram para seguir com suas atividades. Francesca e Matteo tinham compromissos no centro da cidade, e Giovanni precisava se reunir com o Dante e o Vittorio para tratar de alguns assuntos do cassino. Alessandro, animado, insistiu para acompanhar o pai por um tempo antes de ir para a escola.Fiquei na sala, observando cada um sair, e senti uma estranha paz tomar conta de mim. Era como se, por um breve momento, as incertezas que me rodeavam tivessem dado lugar a algo mais tranquilo, quase familiar. Enquanto eu recolhia os pratos da mesa, ainda refletia sobre a conversa com Alessandro. A simplicidade com que ele via as coisas me fez sorrir, mas também me deixou um pouco pensativa. Ele, com toda sua inocência, parecia enxergar o que eu mesma tentava entender.Giovanni voltou à sala por um instante, já pronto para sair. Ele olhou para mim e, por um segundo, achei que fosse dizer algo importante, mas, ao invés disso, ele apenas sorriu e
Isabella Moretti Assim que cheguei ao cassino, a atmosfera vibrante e iluminada me envolveu. Encontrei Dante rapidamente, que me esperava com um sorriso. Entreguei os documentos e ele agradeceu, parecendo aliviado.— Você não deveria ter vindo de táxi — disse ele, puxando um chaveiro do bolso e me entregando as chaves do seu carro. — Aqui, pegue isso. O carro está no estacionamento dos fundos.Agradeci e segui em direção ao estacionamento. Enquanto caminhava, meu celular vibrou. Era Giovanni. Atendi, um sorriso involuntário surgindo nos meus lábios.— Oi, onde você está? — perguntou ele, sua voz ecoando com preocupação.— Já estou voltando, Giovanni. Acabei de entregar uns documentos que Dante pediu. — respondi, tentando manter a leveza na voz.— Cheguei em casa e estou te esperando para sairmos para jantar. Giovanna e Alberto já foram, e Matteo vai cuidar do Alessandro.— Eu já estou indo, um beijo belo — disse, sentindo uma onda de felicidade ao chamá-lo assim.— Repete! — ele in
Giovanni Rommano Eu fiquei ali, observando-a dormir por um tempo, sentindo o calor do corpo dela contra o meu. O quarto estava em silêncio, e a respiração dela, tranquila, me trazia uma paz que eu não sabia que precisava. Tudo que importava naquele momento era estar com ela. Depois de algum tempo, Isabella começou a se mexer, os olhos lentamente se abrindo. Quando nossos olhares se encontraram, algo mudou no ar. Não havia mais a tensão de antes, apenas um desejo silencioso que tomava conta de nós. Eu sorri, acariciando o rosto dela suavemente. — Você está bem? — perguntei, preocupado com o que ela estava sentindo. — Agora, estou — ela respondeu, a voz baixa, mas firme. A proximidade entre nós era eletrizante. Sentir o toque da sua pele, o calor que emanava do corpo dela, me deixou em um estado de alerta que eu não conseguia mais controlar. Isabella se aproximou um pouco mais, seus dedos deslizando pelo meu peito, enquanto seus olhos buscavam os meus, cheios de um desejo sile
Isabella Moretti Acordei com a luz suave do amanhecer entrando pelas cortinas. O quarto estava em silêncio, o ar fresco e leve, como se o mundo estivesse em paz, apenas esperando que nós dois despertássemos. Eu ainda estava deitada, envolta nos braços de Giovanni, meu corpo colado ao dele. Por um momento, fiquei ali, ouvindo sua respiração tranquila, sentindo o calor de seu corpo, e um sorriso involuntário surgiu em meus lábios. Ele parecia tão calmo enquanto dormia, quase vulnerável, como se a tensão e a intensidade que sempre vi nele tivessem desaparecido. Eu queria levantar, sair da cama antes que ele acordasse, talvez ir até o banheiro e organizar meus pensamentos. Mas ao tentar me mover lentamente para não acordá-lo, senti a mão de Giovanni segurar a minha com firmeza, seus dedos entrelaçando-se aos meus. Olhei para ele, surpresa, e lá estava aquele sorriso preguiçoso e encantador em seu rosto. — Onde você pensa que vai? — Ele murmurou, a voz rouca e sonolenta, fazendo m
Giovanni Rommano A água quente escorria pelo meu corpo, e senti Isabella me puxar pela mão, me conduzindo para dentro do box. Não havia pressa, apenas o desejo de prolongar o momento de intimidade que havíamos compartilhado. O vapor nos envolvia, e seus olhos encontraram os meus, com aquele brilho que sempre me prendia. — Está gostando? — Ela perguntou, com um sorriso leve, enquanto a água molhava seu rosto. — Eu gosto de tudo com você — respondi, passando as mãos por seus ombros molhados, descendo pelas costas. A proximidade entre nós era algo que eu começava a desejar cada vez mais. Ela riu suavemente, como se tentasse manter uma distância emocional, mas seu corpo me entregava algo diferente. Puxei-a para perto, e nossos corpos se colaram sob a água quente. Seus lábios tocaram os meus devagar, e logo se tornaram beijos mais intensos, enquanto minhas mãos percorriam seu corpo molhado, aproveitando cada detalhe dela. Nos movíamos com uma sincronia que parecia natural, como se es