Enrico

Enrico Narrando

Me sentei na cadeira de frente para Dante, e ele, com aquele olhar penetrante que sempre me deixa sem jeito, arqueou a sobrancelha e sorriu. Ele já sabia. Sabia que algo estava prestes a ser dito, mas não imaginava o que. Ele não demorou muito a perguntar, com aquele tom brincalhão de sempre.

— Quem é essa mulher que você está conhecendo? eu a conheço?

Respirei fundo. Fui direto ao ponto. Não havia mais como adiar. Olhei nos olhos dele, e minha voz saiu firme, mas tensa.

— Eu e ela não temos culpa. Nossos corações se entrelaçaram nessa história, e eu não queria que fosse assim.

Eu vi os músculos de Dante se contraírem. Ele fechou a expressão e, pela primeira vez, parecia perder a postura calma e controlada.

A tensão era palpável no ar. O sorriso que antes parecia confortável se desfez, e ele se ergueu da cadeira, e sua postura ficou rígida como uma rocha. Ele não queria escutar, e eu podia ver que ele estava tentando entender o que eu acabara de dizer.

Com um olhar
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