Capítulo 3
Olavo atendeu o telefone, interrompendo a reunião imediatamente.

Correu para casa e, ao encontrar Helena quase se afogando na piscina, começou a gritar desesperado:

— Leninha! Não me deixe, não posso viver sem você...

Eu estava lá em cima, observando a cena e só consegui achar tudo muito ridículo.

Helena nem sequer sabe nadar? Por que todo esse drama? Parecia até que ela estava prestes a morrer.

Mas só quando Olavo puxou meus cabelos e me empurrou na piscina, foi que percebi: eles realmente eram loucos um pelo outro.

— Como você pôde ser tão cruel? Jogar a Helena na piscina! Você sabe o que poderia ter acontecido? Quase a perdi, quase morri por dentro. Quase nunca mais a veria!

— Tereza, você é uma mulher maldosa. Quero que saiba: não tem nenhum direito de fazer o que quiser aqui!

— O que Helena passou, você vai pagar em dobro! Se não se arrepender de uma vez, nunca mais sairá dessa piscina!

As críticas dele me chegaram como uma onda.

Até hoje ele ainda achava que tudo aquilo era culpa minha, que eu deveria me desculpar aos prantos, reconhecendo meu erro.

Mas, infelizmente, isso nunca vai acontecer.

— Sr. Olavo... Sra. Tereza... ela... ela parece que não tem mais sinais vitais...

Olavo, que estava tentando dar iogurte para Helena, congelou por um instante.

Eu observava a expressão dele e pensei que, pelo menos, ele sentiria algum arrependimento, medo, ou até um pouco de culpa.

Mas não, nada disso.

Ele deu um sorriso desinteressado, e logo continuou alimentando Helena com iogurte.

— Ela? Morrer? Impossível! Se ela fosse morrer, já teria ido há muito tempo. Avise ela: se continuar fingindo, é só ligar para o funeral e mandar cremar.

O secretário, tremendo de medo, ainda queria dizer alguma coisa.

Mas foi interrompido por Olavo com um tom frio:

— Você tem meia hora. Se ela não se arrumar e pedir desculpas pra Helena, eu não ligo de punir ela de novo.

Com o olhar desesperado e sem saber o que fazer, o secretário viu Olavo pegar um vaso de flores e arremessar na direção dele, gritando com raiva:

— Pra que ficar aí parado? Vai logo lá e avisa ela!

Apavorado, o secretário correu para fora.

Olavo deu um beijo na boca de Helena, onde restava um pouco de iogurte, fazendo com que ela risse, enquanto ele a abraçava com satisfeito, e dizia com carinho:

— Leninha, por favor, não tenha pena. Daqui a pouco, ela vai ter que se ajoelhar e pedir desculpas. Preciso dar uma lição nela. Se não, na próxima vez, ela vai se atrever a fazer de novo.

Helena parecia um pouco desconfortável:

— Mas, Maninho... isso não é demais?

— Demais? Imagina!

Olhei aquela cena e não consegui parar de rir. Eu realmente amava esse homem há anos...

Queria fugir, mas não conseguia. Estava presa a ele, sendo forçada a assistir tudo, sem poder fazer nada.

Só me restava rir de mim mesma.
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