Depois de passar quase meia hora tranquilizando a todos os seus funcionários, Eduardo foi para sua sala ansioso, e com muita vontade de agarrar sua esposa. Mesmo sabendo que não é hora e nem lugar, não deixou de pensar que seria uma ideia excepcional. Ao entrar na sala a viu sentada no sofá, com os pés para cima e os olhos fechados. A visão mais linda que já presenciou. Seu coração inflou de felicidade e contentamento. Antes achava que era feliz, mas estava totalmente enganado. Ele não vivia a terça metade da felicidade. Parecia que não existia nada antes dela chegar em sua vida. — Vai ficar me olhando a quanto tempo? — Ela indagou ainda com os olhos fechados, porém com um sorriso maroto. — Nem sei. A verdade é, que não me canso de te olhar. Você é a minha obra de arte preferida. — Que esposo galante eu tenho. — Evelin levantou e foi até ele. — É apenas a verdade, esposa. — A puxou para seus braços com força e tomou seus lábios em um beijo arrebatador, que continha muita saudades
Depois de tomar café com seu mais novo amigo, Rafael, Evelin pediu o contato dele e foi para casa. Chegou quase nove horas, tomou um banho rápido, pegou seus equipamentos e começou o seu trabalho. Ana chegou e abriu a porta. Ela já havia autorizado a entrada dela, e informou que a porta estaria aberta. A programadora experiente olhava a mulher do seu chefe trabalhando, e ficou impressionada, de como ela é rápida e sabe o que está fazendo. Às 13h00 p.m. metade do código estava feito, ela olhou pra moça sorrindo, e muito empolgada. — Você está com fome— Evelin Indagou fechando o notebook. — Para falar a verdade sim, mas não se preocupe com isso, o senhor Schramm já providenciou o nosso almoço, deve está chegando. — Ótimo, pois estou faminta. À noite Eduardo e Evelin jantavam em um silêncio reconfortante, no entanto, ele percebeu uma certa estranheza nela. — Aconteceu algo, minha linda? Me parece tão pensativa. — Terminou olhando-a carinhosamente. Ela pensou em lhe falar
Evelin voltou para seu setor na empresa, o administrativo, uma semana depois. Não que não tenha concluído o trabalho a tempo, mas, pelo fato de ser ela a construir o código, teve que supervisionar tudo de perto. O lançamento foi um sucesso como previsto. Em comemoração, a empresa dará uma festa, todos os funcionários estão convidados. — Bom dia, Evelin! — Sua chefe Alessandra saudou quando ela bateu na porta do escritório. — Bom dia, senhora! — sorriu — Aqui está o relatório que me pediu. — Obrigada. — Fitou curiosa — Sério? Vai me fazer perguntar? — Sobre o quê? — Já conversou com seus colegas? Precisa resolver esse clima chato. — Quem não me dirige a palavra são eles. — bufou — Com todo respeito, Alessandra, mas não sou obrigada a dividir tudo da minha vida com meus colegas de trabalho, assim como eles não fazem, tenho todo direito. Evelin voltou a sua mesa, tentando focar nos papéis em sua mesa, com sua visão periférica conseguia ver Julia Carlos e Huilse a olh
Você já parou para pensar que seus sonhos foram frustrados? Que sua felicidade foi roubada? Que a dor de nunca conseguir realizar algo nos torna meros espectadores das vidas alheias? Ser humano nos dá brechas para esses autos e baixos, no entanto, não nos impedi de procurar nossas melhores versões. De sermos a tampa de nossa panela. Não deposite seus desejos em ninguém, apenas em você mesmo. João Batista Farias disse: “Felicidade roubada. Nunca reclame por não realizar um sonho. E sim, agradeça a Deus por ter o direito de sonhar.” Seja seu próprio incentivador. Assim, Eduardo pensava quando olhava a foto de sua mulher pela quinta vez. Ela está linda, na verdade, é a mulher mais linda do seu mundo. — O que você olha, garoto? — O senhor Thomas indagou curioso. Seu neto não para de olhar para o celular. — A Evelin mandou uma foto. Ela está linda. — Sorriu, mostrando a seu avô. — Sim, realmente, um espetáculo de mulher. Você ganhou na loteria, tem tudo que precisa. — O senhor tem
Mesmo sabendo que um dia a vida acaba, nós nunca estamos preparados para perder alguém. _ Nicholas Sparks O que sentir quando se perde alguém? Quando você não tem a chance de amar essa pessoa incondicionalmente? Não há palavras que consolem, assim como não há dor que não amenize. Aurilene Damaceno disse: Só o tempo é capaz de amenizar a dor de perder alguém que amamos. A saudade e as lembranças são eternas, permanecem vivas, florescem e, como o amor, jamais morrem. No entanto, no momento, você não consegue pensar em nada, mas na dor. O tempo é a resposta. Evelin não sabe ainda, pois a dor está lhe consumindo com uma erva daninha. — Perdi nosso bebê, perdi… — Balbuciava sem parar. — Calma, Evelin, calma… — Eduardo pedia preocupado com ela. — NÃO, EU MATEI NOSSO FILHO, EU… — Começou a se debater, tentando se levantar, contudo, foi impedida pelo médico. Uma enfermeira entrou com uma seringa e aplicou no soro dela. — Senhor Schramm é apenas um sedativo leve, ela está muito
— Vinha, acabei de passar por seu esposo, e a cara dele não estava nada boa. — Louis comentou ao entrar no quarto. Quando parou na face de sua prima, notou que ela chorava.— O que foi? Por que está chorando?— Está doendo, Louis, está doendo e a culpa é dele. — Choramingou, bate só no peito.— Como a culpa é do seu marido? Sei que não gosto dele, que não aceitei esse relacionamento no início, mas, agora, você está sendo irracional.— Eu não me importo, eu fui emoção a minha vida toda. Cuidei das pessoas, ouvir coisas que nem o meu pior inimigo merece ouvir, fui pisada igual a um inseto. ESTOU CANSADA. — Terminou sem forças.— Entendo Evelin, mas não seja injusta, não seja como quem te feriu. — Louis aconselhou abraçando sua prima. Poucas horas depois, o médico informou sua alta. Louis avisou a Eduardo, dizendo que ele a levaria para casa. Quando chegaram ao apartamento, eles foram recebidos pelo silêncio. Seu marido não está em casa.— Ele não está aqui, Louis! — Disse, agora um po
— Acha engraçado o meu ciúme? — O que achou engraçado é que você saiu há duas semanas e, agora, volta como se nada tivesse acontecido. — Foi um erro, não deveria ter lhe deixado sozinha. — Disse, subindo na cama e abrindo as pernas de sua mulher. Eduardo a massageou por cima da calcinha, lhe arrancando um gemido gostoso que viajou até o seu membro rijo.— O que está fazendo? — Perguntou ofegante.— Estou tocando na minha mulher. Quer que eu pare?— Não, eu não quero que pare. — Com o sim dela, Eduardo afastou a calcinha e tocou diretamente no nervo sensível. Ela pegou, tremeu de antecipação. Quando introduziu um dedo, Evelin gritou. Enfiou o segundo.— Eduardo! — Murmurou manhosa, incendiada.— Isso, esse é o nome de seu homem, do único que pode te tocar dessa forma, te dar prazer… — Falou, aumentando as investidas. Tomou os lábios dela em um beijo apaixonado, sedento. Isso foi o fim. Evelin gozou forte, duro. Sem aviso, Eduardo desceu até a fonte e bebeu só néctar, prolongando o fa
Vivemos em plena cultura da aparência: o contrato de casamento importa mais que o amor, o funeral mais que o morto, as roupas mais do que o corpo e a missa mais do que Deus._ Eduardo GaleanoPerder alguém é um sentimento obscuro, há um desamparo em nossa alma que não conseguimos lidar. Se para um adulto não é fácil, imagina para uma criança? Passar pelos cinco estágios do luto é um suplício.É assim que Evelin Ferreira se sente. Há um mês perdeu seus pais em um acidente de carro, em um dia estavam planejando uma viagem em família, no outro a polícia batia em sua porta lhe contando o que aconteceu.Sem ter a chance de lidar com sua perda repentina, foi empurrada para seus avós. As pessoas que ela nunca teve contato, seus pais nunca lhe trouxeram para eles e muito menos lhe disseram o porquê. Para quem morava no Subúrbio Ferroviário de Salvador e lançada para área nobre da Pituba, fora uma mudança e tanto.Seus avós Carlos e Joana Ferreira não ficaram muito felizes, mas aceitaram, visa