Marlon Depois da posse de Caleb, continuei na casa Lunar, agora Colin me tratava com respeito como filho. Caleb também me tratava de forma cordial, às vezes até como amigo. Decidi prolongar a minha estadia por aqui depois do que ouvi sobre a tal loba com poderes especiais que meu pai procurava. Tudo que eu quero é fazer parte do grupo que ajudará nesta busca. Tenho treinado todos os dias junto com os saldados da nossa alcatéia. Todos os dias sinto as emoções que ela transmite através do vínculo, as vezes me sinto feliz, outras vezes frustrado e então me dou conta que este sentimentos não são meus e sim dela. Estava deitado na cama confortável do meu quarto na casa Lunar, durante o dia inteiro havia sentido uma certa tranquilidade passar através do vínculo, a noite caiu e senti alegria, olhei para o céu a lua estava tão linda, cheia. Como será que ela é? E porque fez isso comigo? Será que ela realmente é minha companheira destinada, ou apenas me marcou para me fazer sofrer? Será
Rebecca O despertador tocou, abri os olhos lentamente, ainda lembrando dos acontecimentos da noite anterior, mal consegui dormir, rolando de um lado para o outro na cama. Depois da dor no meu peito passar, pedi para Luan levar Raíssa para casa para acalmá-la, ainda assim ela avançou contra mim enquanto eu dava a volta para ir embora. Ela saltou em minha direção mirando em meu pescoço, mas fui rápida em dar um passo para trás e a mordida acabou em meu antebraço, que usei para me defender. Agora meu braço estava bem melhor, apenas com as marcas leves dos seus dentes. Meu poder de cura é incrivelmente mais rápido que dos demais lobos. Várias perguntas haviam tirado o meu sono durante a noite, além da dor da mordida de Raíssa, comecei a questionar se o que eu estava fazendo era de fato a melhor coisa para Marlon, afinal de contas ele está sofrendo. Como se não bastasse, Raíssa também está sofrendo. Não que eu tenha pena dela, pois sempre foi uma vadia com todos. E está recebendo o q
Luan Minha cabeça estava cheia, desde que completei dezoito anos minha vida virou de cabeça para baixo. Até então eu vivia como em um conto de fadas, era o primogênito do alfa, meu pai sempre fez todas as minhas vontades, nunca quis algo que não pudesse ter, nem financeiramente, nem emocionalmente. Tinha amigos, namoradas e achava que a vida era muito fácil. Cresceria e meu pai me tornaria alfa e enfim, além de todas as mordomias também teria o poder. Mas depois do meu aniversário comecei a notar que as coisas não eram dessa forma, assim que comecei a me integrar do que acontecia na prefeitura, comecei a notar falhas na gestão de meu pai. A história de manter a linhagem pura a todo custo, havia tirado a vida de várias pessoas de nossa alcatéia, fora outras que viviam de forma miserável. Eu queria mudar as coisas, queria dar condições de vida melhores para nossa alcatéia, para todos, não somente alguns. Eu queria enfrentá-lo, gritar com ele, fazê-lo entrar com providência com re
Marlon Assim que saímos para vigiar a muralha da Lua Crescente, eu a vi. Sabia suas características, mas não tive dúvidas que era ela pela sua reação. Quando nossos olhares se encontraram, ela ficou muito nervosa e não parou de me olhar. Ela estava acompanhada e pediu para o lobo levá-la embora. Observei atentamente o carro se afastar. No dia seguinte eu descobri uma brecha no muro, algo que deve ter passado despercebido pelos nossos soldados. Mas encontrei um local não vistoriado e decidi que iria passar sozinho para chegar até ela. Seria uma ação rápida e discreta. Dispensei a maioria dos soldados, levando somente três comigo, e ficamos esperando o momento certo. Levei comigo uma seringa de tranquilizantes e assim que a noite caiu entrei no território da Lua Crescente, andei discretamente pelas ruas durante um bom tempo. A informação que tinha é que ela era filha do beta, e vivia em uma grande mansão do lado sul. Já passava um pouco da meia noite quando avistei a sua casa. Pulan
Rebecca Acordei, sentindo dor no ombro e pescoço, estava em uma posição estranha que me deixou com torcicolo, me sentei no chão massageando o pescoço tentando aliviar a dor. Pelo visto me jogaram aqui de qualquer jeito. Já conheço esse lugar, pois já estive aqui, é a masmorra da casa Lunar. O lugar era mal iluminado, apenas uma lâmpada pendia sozinha no corredor para iluminar várias celas. Eu não sabia as horas, nem se era dia ou noite. E só me restava esperar que alguém viesse. Levantei andando de um lado para o outro na cela, dessa vez sem algemas nas mãos e nos pés. Pensava nas atitudes de Marlon, ele estava com raiva de mim, podia sentir, e não o culpo. Mas se aliar a Caleb para me sequestrar já estava passando dos limites. Enquanto pensava escutei os passos de alguém vindo pelo corredor, parei esperando meu visitante aparecer, era Caleb: - Seja bem vinda a nossa alcatéia! - Ele disse em tom debochado. - Soube que você concordou em vir, é verdade? O analisei de cima a baix
Luan Na quarta-feira, Rebecca não apareceu na escola, mandei mensagem para ela, liguei várias vezes e não consegui contatá-la. À tarde fui trabalhar na prefeitura e encontrei John, ele me perguntou se Rebecca havia dormido em minha casa e foi então que nos demos conta que ela estava desaparecida. Tentei entrar em contato pelo link mental, mas estava fora do meu alcance. Procurei em todos os lugares, fui até a beira do rio ver se ela estava lá e nada. Sem rastro. Cheguei a conclusão que ela havia sido levada pelos Guerreiros da noite, pela forma como ela agiu na segunda-feira quando viu Marlon entre eles. - Droga! - Dei um soco no volante do carro. Não deveria ter deixado ela sozinha, ela tinha dito que deveria fazer alguma coisa. - O que você fez, Rebecca? - Gritei sozinho de novo no carro. Voltei à prefeitura, já era tarde e só o meu pai ainda estava lá. Entrei na sala dele sem pedir licença. - Rebecca sumiu! Você não vai colocar nossos soldados para procurá-la? - Pergun
Rebecca Horas e horas passavam e o tédio crescia dentro de mim, ficar em uma cela sem ter nada para fazer, sem conversar com ninguém, sem celular, sem televisão, sem poder correr. Somente a mente pensando mil coisas ao mesmo tempo, e sem conseguir chegar a nenhuma conclusão, era uma tortura. Finalmente Caleb decidiu dar a honra de sua presença, vindo me ver. - Boa noite, princesa! Como você está? Sempre com seu humor debochado, pensei. O encarei esperando que ele fosse direto ao assunto que o trouxe. - Hora, hora vejo que está de mau humor! - Ele riu. - Está decidida então a colaborar? Ele ergueu uma sobrancelha. - Sim. - Respondi. - Agora me tire daqui. - Calma aí, as coisas não são desse jeito. Vamos fazer uma festa e te apresentar para alcatéia. Aí sim você vai tomar o seu posto. - E quando vai ser isso? - Perguntei, ansiosa. Já estava de saco cheio de ficar na masmorra. - Em breve. - Ele respondeu e já ia saindo, até que voltou. - O que você queria em troca mesm
Marlon Rebecca me surpreendeu vindo ao meu quarto. Ela havia me dito que poderia sair a qualquer momento, mas eu não levei a sério. Então quando ela apareceu aqui fiquei um pouco atônito. Ela se divertiu com a minha expressão de assustado, me deu um beijinho no rosto e ainda tocou em meus cabelos, e eu custei a reagir, inebriado com seu cheiro, com a sua presença e com o seu poder de fazer qualquer coisa comigo. Precisei reunir todas as minhas forças para lutar contra esse sentimento, afinal eu não a conheço, não sei nada sobre ela, enquanto ela parece saber tudo sobre mim. Ela brincava com as mechas do meu cabelo, e eu lutava contra o que sentia, até que deixei mágoa transbordar pelo meu peito. Com a voz baixa pedi que ela se retirasse do meu quarto. No fundo eu só queria que ela insistisse em ficar, mas ela simplesmente saiu. Chegou o dia da cerimônia de apresentação de Rebecca para a alcatéia Guerreiros da noite. Quando entrei no salão, todos estavam ansiosos para vê-la. E em t