A Cumplicidade com CatarinaCatarina entra no meu quarto naquela noite, trazendo um chá.— A convivência com meu menino não está fácil, né?Solto um suspiro.— Ele me tira do sério. Mas... ao mesmo tempo, ele me confunde.Ela sorri, sentando-se na beira da cama.— Alexandro sempre foi um homem de controle. Ele não lida bem com coisas que não pode comandar. E você, Aria, está fora do controle dele.Engulo em seco.— Você acha que ele realmente está com ciúmes?Catarina ri.— Absolutamente. Meu menino pode ser orgulhoso, mas não consegue esconder quando algo o afeta.Sinto meu coração acelerar.— E o que eu faço?— Isso depende de você. Quer provocar mais? Ou quer descobrir até onde isso pode ir?Fecho os olhos, respirando fundo.— Eu não sei.Catarina me observa por um momento, o sorriso suave nos lábios enquanto segura sua xícara de chá. O silêncio entre nós não é desconfortável, pelo contrário, é acolhedor. Há algo nela que me faz sentir segura, como se pela primeira vez desde que
A Cumplicidade com CatarinaCatarina entra no meu quarto naquela noite, trazendo um chá.— A convivência com meu menino não está fácil, né?Solto um suspiro.— Ele me tira do sério. Mas... ao mesmo tempo, ele me confunde.Ela sorri, sentando-se na beira da cama.— Alexandro sempre foi um homem de controle. Ele não lida bem com coisas que não pode comandar. E você, Aria, está fora do controle dele.Engulo em seco.— Você acha que ele realmente está com ciúmes?Catarina ri.— Absolutamente. Meu menino pode ser orgulhoso, mas não consegue esconder quando algo o afeta.Sinto meu coração acelerar.— E o que eu faço?— Isso depende de você. Quer provocar mais? Ou quer descobrir até onde isso pode ir?Fecho os olhos, respirando fundo.— Eu não sei.Catarina me observa por um momento, o sorriso suave nos lábios enquanto segura sua xícara de chá. O silêncio entre nós não é desconfortável, pelo contrário, é acolhedor. Há algo nela que me faz sentir segura, como se pela primeira vez desde que pi
O Controle PerdidoEu tento ignorar o efeito das palavras de Catarina, mas a verdade é que elas ficam ecoando na minha mente. Alexandro tem ciúmes? Ele sente algo além de irritação e deboche por mim?Mas que diferença isso faz? Eu não posso e não devo me deixar levar.No dia seguinte, acordo cedo e me preparo para ir à empresa. Antes de sair do quarto, dou uma olhada rápida no espelho e me surpreendo ao perceber que estou me preocupando mais do que deveria com minha aparência. É ridículo.Desço as escadas e, para minha surpresa, Alexandro já está na sala, recostado no sofá. Ele não devia estar repousando?— Achei que você ia dormir até tarde. Comento, pegando minha bolsa.— E perder a oportunidade de ver minha noivinha indo toda arrumada para o trabalho? Nunca.Reviro os olhos e continuo andando, mas ele se levanta rapidamente e fica na minha frente.— Está muito animada ultimamente. Imagino que Adriano seja um excelente chefe para você.Ele está jogando verde, tentando me provocar.
Entre Olhares e SorrisosChego à empresa tentando esquecer o que aconteceu.Adriano já está na sala de reuniões, revisando alguns documentos. Quando me vê, sorri calorosamente.— Bom dia, Aria.— Bom dia, Adriano. Alguma novidade?— Sim, estamos fechando uma parceria importante. Se tudo correr bem, Alexandro vai ficar satisfeito quando voltar.Dou uma risada.— Ou talvez ele reclame só para manter a pose.Adriano ri junto comigo. Trabalhar com ele é fácil, leve. Diferente da tensão constante que sinto com Alexandro, pois tenho que passar todo o tempo me policiando para esconder meus sentimentos por ele.Passamos a manhã organizando os contratos e alinhando detalhes do projeto. Às vezes, nossos olhares se cruzam e percebo o quanto ele é gentil, respeitoso, completamente diferente do homem que me chama de "noivinha" com deboche.Mas, de alguma forma, a lembrança de Alexandro nunca me deixa completamente.O escritório está tranquilo nesta manhã. A luz suave do sol entra pelas enormes j
A ExplosãoNo fim do dia, volto para casa esperando ter um pouco de paz. Mas assim que entro na sala, vejo Alexandro me esperando.Ele está sentado, segurando um copo de uísque, com uma expressão séria.— Como foi o dia? Ele pergunta casualmente, mas seu olhar diz outra coisa.— Cansativo.— Imagino. Trabalhar ao lado de Adriano deve ser muito desgastante. Ou será que foi divertido?Suspiro, irritada.— Alexandro, por que você está insistindo nisso?Ele se levanta devagar, se aproximando.— Porque não gosto do que vejo. Não gosto de ver minha noivinha tão à vontade com outro homem.Minha paciência se esgota.— Você está sendo ridículo! Nós trabalhamos juntos!— Será? Porque da forma como você sorri para ele, parece mais do que isso.Me aproximo dele, os olhos fixos nos seus.— E se fosse? Você não tem direito de sentir ciúmes. Você não me quer, Alexandro. Você só quer me controlar.O silêncio entre nós é pesado. Então, ele solta um riso baixo e sarcástico.— Talvez você esteja certa.
Confissões com CatarinaNo dia seguinte, Catarina percebe que estou inquieta e me chama para conversar.— Você e meu irmão estão em guerra, né?Solto uma risada sem humor.— Ele me enlouquece.— Mas você se importa.Engulo em seco.— Não quero me importar.Ela me observa por um momento antes de sorrir.— Alexandro nunca foi bom em demonstrar o que sente. Mas se tem uma coisa que eu sei, é que ele não age assim sem motivo.— E qual motivo seria esse?Ela apenas sorri.— Talvez ele esteja descobrindo que não quer perder você.Meu coração dispara. Mas eu não posso, não devo acreditar nisso.No dia seguinte, Catarina percebe minha inquietação antes mesmo que eu possa disfarçar.— Você e Alexandro estão em guerra, né? Ela comenta com um sorriso conhecedor, servindo duas xícaras de chá.Solto uma risada sem humor, aceitando a minha.— Ele me enlouquece.— Mas você se importa.Engulo em seco, desviando o olhar.— Não quero me importar.Catarina se recosta na cadeira, me observando como se e
A AproximaçãoNos dias seguintes, tento manter distância de Alexandro. Mas ele não facilita.Certo dia, estou na varanda quando ele se aproxima e se encosta no corrimão ao meu lado.— Planejando fugir, noivinha?Dou uma risada sarcástica.— Você me daria essa liberdade?Ele me olha intensamente.— Eu sei que sou difícil.Olho para ele, surpresa.— Isso foi uma tentativa de desculpa?Ele ri.— Não sou bom nisso.— Eu percebi.Ele me encara.— Mas estou tentando.E, pela primeira vez, vejo algo real nos olhos dele.Nos dias seguintes, tento manter distância de Alexandro. Mas ele não facilita.Ele está sempre por perto. Seja cruzando meu caminho na casa, sentando-se à mesa no mesmo momento que eu ou simplesmente observando quando acha que não percebo. E, se percebo, é porque ele quer que eu perceba.Hoje, estou na varanda, aproveitando um raro momento de paz, quando ouço passos atrás de mim. Meu corpo enrijece antes mesmo de me virar.Ele se encosta no corrimão ao meu lado, tão próximo q
O Beijo InesperadoUma noite, enquanto estamos na sala, uma discussão começa. Como sempre. Mas dessa vez, há algo diferente.— Você me provoca o tempo todo, Alexandro! Digo, exasperada.— E você gosta. Ele rebate.— Você é insuportável!— E você é irresistível.Antes que eu possa reagir, ele me puxa e me beija.O mundo desaparece. O tempo para.Quando nos afastamos, estou sem fôlego.— Isso... não devia ter acontecido. Murmuro, confusa.Ele toca meu rosto.— Mas aconteceu.E agora, eu não sei mais o que fazer.A noite está fria, e o silêncio na sala é apenas uma ilusão temporária. Sei que a tranquilidade nunca dura muito quando Alexandro está por perto.Estou sentada no sofá, tentando ler, mas sinto seu olhar sobre mim. Ele está encostado na lareira, segurando um copo de uísque. O brilho dourado do líquido reflete nas chamas, mas sua atenção está fixada em mim.— Desde quando você tem essa mania de ignorar as pessoas? Sua voz corta o silêncio.Solto um suspiro e fecho o livro com mai