15. A Fuga

Karev

Eu não dormi.

A noite inteira, fiquei deitado na cama do apartamento alugado, encarando o teto escuro, enquanto minha mente rodava sem parar.

Gabriel tentou me convencer a esquecer essa história. Ele passou quase uma hora repetindo que eu não sabia no que estava me metendo, que essa briga não era minha, que eu deveria simplesmente voltar para minha vida e esquecer Mallory Reynolds.

Mas ele não entendia.

Ele não sentia o que eu sentia.

Cada vez que a palavra "rejeição" ecoava na minha mente, meu lobo se contorcia de ódio.

A sensação era sufocante. Como se alguém tivesse enfiado a mão dentro do meu peito e esmagado algo essencial dentro de mim.

Rejeição.

Eu fui rejeitado.

Tentei respirar fundo, ignorar o peso dessa palavra, mas era impossível.

O peito ardia.

O sangue fervia.

Peguei o celular e disquei o número dela pela quarta vez naquela madrugada.

Desligado.

— Droga! — Rosnei, jogando o aparelho contra o colchão.

Ela não queria falar comigo.

Ela não queria saber o que eu tinha a
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