Felicity queria dar um presente a prima de seu marido, e por isso pediu para que ele a acompanhasse ao shopping. Não havia conseguido falar com ela desde que ela ficou sabendo sobre o filho que não era — biologicamente — filho dela. Conseguiu com Liam, que havia dito que estava sendo difícil para a esposa aceitar — ainda mais que ele —, mas que mãe e filha não estavam mais tão estremecidas, e isso já fazia quase uma semana. E por descobrir que ela já estava recebendo visitas, decidiu que era hora de ela ir até a casa da amiga, ainda que soubesse que não seria fácil olhar para seus “sobrinhos” e não se lembrar de sua garotinha. Ainda assim, não desistiu de sua atitude em comprar o presente e levar pessoalmente, e seu marido a apoiou totalmente, mesmo que ele não fosse nenhum pouco fã do local onde escolheu buscar pelo presente perfeito. Havia pensado muito sobre, e procurou algumas coisas na internet que pudessem significar algo especial ainda mais em um momento tão difícil no qual a
Felicity viu a completa surpresa nos olhos da prima de seu marido, mas ainda assim, a felicidade, tanto, que a abraçou carinhosamente, fazendo o mesmo com o primo, ganhando o beijo no rosto do mesmo. A acastanhada achou que o amigo loiro — vulgo, marido da perolada — não conseguiria guardar segredo — porque ele sempre foi um linguarudo, desde pequeno — quando Oliver acabou ligando para ele e contando que fariam uma visita e consequentemente obrigando ele a pedir comida porquê de forma alguma faria qualquer coisa — muito menos macarrão — que ele fizesse, e por conta disso, a ligação durou minutos incontáveis por eles estarem implicando um com o outro pelo telefone, que a divertiu como sempre. O que deixava Felicity feliz e mais aliviada, era ver aquele brilho nos olhos de Laura. Estava sabendo que ela estava bem melhor desde que descobriu tudo, mas ainda assim, faz tão pouco tempo, e por isso imaginou que não teria aquele brilho que ela via nos olhos perolados sempre que se encontrav
Oliver aproveitou que havia tomado banho primeiro — já que sua amada decidiu colocar comida para a Pipoca — para preparar um café antes de se deitar. Se sentia um pouco ligado demais, e ainda assim, precisava de uma xícara de café de maquininha, que havia virado já um hábito desde que sua garotinha havia falecido. Sabendo que sua garota gostava quando colocava chantily, retirou a caixinha pronta de dentro da geladeira e colocou sobre a bancada enquanto a máquina preparava a bebida. E por todo aquele momento — que não foi muito — ele ficou pensando na história dos amigos Figueiredo estarem adotando uma criança. Ele achava muito bonita aquela ação dos amigos, principalmente quando tinham tantas crianças necessitadas de amor, carinho, uma família. Ele já havia conhecido tantas por conta da instituição que sua família era bem feitora desde que ele era garoto, e ainda assim, nunca pensou naquela possibilidade antes, o que era algo triste, em especial quando ele tinha condições para manter
Quando Oliver recebeu a ligação desesperada de Laura avisando que Felicity havia sido hospitalizada, mas que já se encontrava em casa, se preocupou, e rapidamente chegou ao seu carro e consequentemente a sua casa, ainda que tivesse passado por vários sinais vermelhos. Não era a primeira vez que agia daquela forma em prol de sua família, e não seria a última, pois se novamente precisasse fazê-lo, o faria — só esperava que não fosse necessário. E era por esse motivo que não se preocupava se haveria multas ou sermões de seus pais, mesmo sabendo que eles o fariam apenas por se preocuparem demais, em especial sua mãe, que era zelosa até demais — não que estivesse reclamando. A amava, e do jeito dela, não mudaria nada. Enquanto dirigia, por um momento, se lembrou daquela sensação ruim que sentiu ao sair de casa mais cedo, pronto para ir trabalhar. Sua garota iria se encontrar com as amigas no shopping. Era a primeira vez que ela saía sem que ele estivesse junto, a primeira vez que ela saí
No instante em que abriram a porta, Oliver soube que era o maldito por conta dos detalhes que Laura havia lhe dado na noite anterior, durante o jantar — e quando sua amada não se encontrava — e por isso não conseguiu conter a fúria que fazia todo seu corpo tremer. Quando percebeu, já estava sobre o desgraçado lhe esmurrando furiosamente, sentindo uma ardência em uma de suas mãos em punhos — em algum momento no qual ele não deu importância —, provavelmente por conta da força que usava contra o rosto daquele que desrespeitou — e isso era o mínimo que podia dizer sobre o que ele fez — sua esposa. Ouviu gritos desesperados, ouviu por vários pedidos de socorro, mas não se importou — continuou com o que fazia —, sentiu alguém tentar afastá-lo daquele que estava abaixo de si, mas foi muito mais forte que o outro, e continuou a fazer um belo estrago no rosto de quem merecia. Havia o reconhecido no momento em que fitou aquele rosto — ainda sem as marcas que muito provavelmente ficaria estampa
Havia crianças por todo lado; de todos os tamanhos e idades. Haviam os mais jovens debaixo de uma árvore de macieira, os pequenos — mas nem tanto assim — em volta de algumas mesas de madeira que estavam posicionadas em alguns lugares daquele amplo jardim e os pequeninos — os bem menores — brincando de algo mais parecido com “pega-pega”, e enquanto esperavam por Cátia Marins, a assistente social que estava à espera dele junto da pessoa responsável por aquela instituição social, decidiu conversar com alguém que poderia lhe dar mais detalhes sobre as crianças — todas elas — que se encontravam naquele “abrigo”. E enquanto isso, prometendo esperá-lo ali mesmo — em frente aquele lindo jardim — Felicity acabou não conseguindo deixar de observar o lugar — se afastando um pouco daquele local onde se encontrava —, que era incrivelmente cuidadoso, organizado e bem localizado. Bonito e extremamente grande — e não só por ter dois andares. Seu marido sempre havia falado sobre a instituição que se
A família inteira de Oliver estava completamente surpresa com aquela decisão do casal em adotar trigêmeos, mas nem por isso deixavam de se ver animados com aquela possibilidade. Haviam descoberto como Felicity havia conhecido uma das crianças — a única garotinha das três crianças — e o porquê de ela se ver completamente curiosa em relação a menina extremamente tímida que conheceu. A história deles era tão triste que podia compreender ainda mais o porquê de o casal tomarem aquela decisão tão rapidamente. Era horrível pensar que aqueles três tiveram a oportunidade de terem pais por diversas vezes, mas que eram rejeitados no momento em que descobriam que tinham irmãos — não só um, mas dois. Podiam compreender os motivos dos casais por essa decisão, mas ainda não era menos horrível e extremamente doloroso, principalmente para aquelas crianças, que tinham perdido os pais para um acidente horrível. A família não sabia o que era pior: perderem os pais ou serem rejeitados, como o filho de Vic
Ao entrar em seu quarto, surpreendentemente não encontrou a esposa e muito menos escutou o som do chuveiro; estranhou principalmente porque ela havia avisado que tomaria um banho enquanto ele colocava ração para a Pipoca. Sentia seus músculos pedirem por uma cama aconchegante; sua sorte era que havia sido o primeiro a se dirigir ao banho quando chegaram da casa de seus pais, pois sua garota fazia um delicioso jantar para ambos. E aproveitando que não teriam visitas — principalmente por já passar das 18h da tarde —, retirou a camisa branca e sem mangas que usava, jogando-a em cima da poltrona perto do seu lado da cama quase ao mesmo tempo em que escutava o som da porta do banheiro se abrir. Ao se virar, encontrou sua esposa só de toalha; ela passou por si, caminhando em direção ao closet e por todo o caminho, a seguiu com o olhar. Ela parecia um tanto pensativa — provavelmente sobre os trigêmeos que haviam conhecido naquele dia —, tanto, que nem percebeu o momento em que a seguiu e a a