Girou o corpo, se colocando com a barriga para baixo, levando a mão para o outro lado, na intenção de tocar sua esposa, e acabou por não sentir o corpo de sua amada. Franziu o cenho no mesmo instante, levantando o tronco e a cabeça, olhando de forma confusa para o lado no qual sua garota deveria estar. Olhou ao redor, concentrado, tentando ouvir qualquer indicação de que ela estava ainda naquele cômodo, e por não ouvir nem mesmo o som do chuveiro, o que explicaria o porquê de sua amada não estar ao seu lado, se sentiu ainda mais confuso. Ela nunca acordava primeiro que ele, e acabou por ficar preocupado, principalmente por não ouvir som de passos ou mesmo de algo que pudesse lhe indicar onde ela estava. Se levantou rapidamente, e descalço e apenas de bermuda, caminhou para fora do cômodo a passos apressados. Sabia que sua amada estava bem, que não era necessário sentir-se tão preocupado como estava se sentindo, e mesmo assim, não conseguia controlar. Ela não estar ao seu lado àquela h
Felicity ganhou um abraço da sogra, no instante em que se encontraram, e apesar de ter correspondido, não pode deixar de ficar surpresa pela presença dela com o marido, o filho, a nora e a sobrinha. Quando se separaram, forçou um sorriso. Não que estivesse chateada por eles terem aparecido sem avisar, só não estava preparada naquele momento para ver a barriga já avançada da cunhada de seu marido. Ela estava com seus sete meses, e em breve deveria estar nascendo mais um bebê Barbieri, uma nova garotinha, pelo que havia ficado sabendo. E isso a deixava um pouco melancólica por conta de sua própria garotinha. Cecília correu para seus braços, e ainda que sentisse seu peito apertado naquele momento, a pegou, recebendo seu abraço carinhoso. Ela não tinha culpa de como se sentia, nem mesmo sabia como estava se sentindo naquele momento, e quando percebeu, seu amado se aproximou, pegando a garotinha de seus braços após deixar um beijo em sua bochecha. Tocou os cabelos escuros dela, beijou su
Não era uma surpresa encontrar sua amada esposa embrulhada sobre a cama, dormindo serena. Ela sempre dormiu assim, embrulhada da cabeça aos pés. O que não era normal era ela estar ainda em um sono profundo chegando a hora do almoço. Isso não era nem mesmo aceitável, principalmente quando ela tinha um cachorro para cuidar. Não que ele não pudesse fazê-lo, mas sabia que ela gostava de fazer isso todos os dias. E por estar tentando finalizar um projeto importante para ser entregue naquela semana, se esqueceu um pouquinho de sua garota. Ele não trabalhava em algo há tantos dias, afinal. Não que ele estivesse volta ao trabalho; aquele era só um favor que estava fazendo para seu melhor amigo. Um favor que ele jogaria na cara dele sempre que pudesse, só para fazê-lo se indignar e reclamar, e fazer o show de sempre. Era divertido irritar o amigo, afinal. Felicity se moveu, mas os olhos continuaram fechados. O edredom desceu até o queixo dela e ele pode ver observar o rosto dela um pouquinho
Oliver e Felicity saiam de mãos dada do consultório de Agatha. A acastanhada havia feito alguns exames por conta das fraquezas e do sono excessivo que vinha sentindo há mais de uma semana. O marido dela havia tido um pouco de dificuldade em fazê-la aceitar procurar a médica, mas finalmente havia conseguido, e para seu alívio, não era nada muito sério, apenas uma leve anemia. Se antes ele já se preocupava com a alimentação da amada, agora ele ficaria ainda mais atento, e faria tudo que a médica havia recomendável, mesmo que sua adorável e teimosa esposa não gostasse; o que incluía a refeições mais reforçadas e com bastante vitamina C e ferro. E ele tinha certeza de que apesar de ela saber que deve comer tudo que foi recomendado, ainda assim ela se negaria a comer uma coisa ou outra, porque quando a conversa era sobre alimentação, sua garota era extremamente difícil. Mesmo diante de tudo isso, não estava preocupado, principalmente porque ele sabia lidar muito bem com a sua rosada. Apren
Felicity queria dar um presente a prima de seu marido, e por isso pediu para que ele a acompanhasse ao shopping. Não havia conseguido falar com ela desde que ela ficou sabendo sobre o filho que não era — biologicamente — filho dela. Conseguiu com Liam, que havia dito que estava sendo difícil para a esposa aceitar — ainda mais que ele —, mas que mãe e filha não estavam mais tão estremecidas, e isso já fazia quase uma semana. E por descobrir que ela já estava recebendo visitas, decidiu que era hora de ela ir até a casa da amiga, ainda que soubesse que não seria fácil olhar para seus “sobrinhos” e não se lembrar de sua garotinha. Ainda assim, não desistiu de sua atitude em comprar o presente e levar pessoalmente, e seu marido a apoiou totalmente, mesmo que ele não fosse nenhum pouco fã do local onde escolheu buscar pelo presente perfeito. Havia pensado muito sobre, e procurou algumas coisas na internet que pudessem significar algo especial ainda mais em um momento tão difícil no qual a
Felicity viu a completa surpresa nos olhos da prima de seu marido, mas ainda assim, a felicidade, tanto, que a abraçou carinhosamente, fazendo o mesmo com o primo, ganhando o beijo no rosto do mesmo. A acastanhada achou que o amigo loiro — vulgo, marido da perolada — não conseguiria guardar segredo — porque ele sempre foi um linguarudo, desde pequeno — quando Oliver acabou ligando para ele e contando que fariam uma visita e consequentemente obrigando ele a pedir comida porquê de forma alguma faria qualquer coisa — muito menos macarrão — que ele fizesse, e por conta disso, a ligação durou minutos incontáveis por eles estarem implicando um com o outro pelo telefone, que a divertiu como sempre. O que deixava Felicity feliz e mais aliviada, era ver aquele brilho nos olhos de Laura. Estava sabendo que ela estava bem melhor desde que descobriu tudo, mas ainda assim, faz tão pouco tempo, e por isso imaginou que não teria aquele brilho que ela via nos olhos perolados sempre que se encontrav
Oliver aproveitou que havia tomado banho primeiro — já que sua amada decidiu colocar comida para a Pipoca — para preparar um café antes de se deitar. Se sentia um pouco ligado demais, e ainda assim, precisava de uma xícara de café de maquininha, que havia virado já um hábito desde que sua garotinha havia falecido. Sabendo que sua garota gostava quando colocava chantily, retirou a caixinha pronta de dentro da geladeira e colocou sobre a bancada enquanto a máquina preparava a bebida. E por todo aquele momento — que não foi muito — ele ficou pensando na história dos amigos Figueiredo estarem adotando uma criança. Ele achava muito bonita aquela ação dos amigos, principalmente quando tinham tantas crianças necessitadas de amor, carinho, uma família. Ele já havia conhecido tantas por conta da instituição que sua família era bem feitora desde que ele era garoto, e ainda assim, nunca pensou naquela possibilidade antes, o que era algo triste, em especial quando ele tinha condições para manter
Quando Oliver recebeu a ligação desesperada de Laura avisando que Felicity havia sido hospitalizada, mas que já se encontrava em casa, se preocupou, e rapidamente chegou ao seu carro e consequentemente a sua casa, ainda que tivesse passado por vários sinais vermelhos. Não era a primeira vez que agia daquela forma em prol de sua família, e não seria a última, pois se novamente precisasse fazê-lo, o faria — só esperava que não fosse necessário. E era por esse motivo que não se preocupava se haveria multas ou sermões de seus pais, mesmo sabendo que eles o fariam apenas por se preocuparem demais, em especial sua mãe, que era zelosa até demais — não que estivesse reclamando. A amava, e do jeito dela, não mudaria nada. Enquanto dirigia, por um momento, se lembrou daquela sensação ruim que sentiu ao sair de casa mais cedo, pronto para ir trabalhar. Sua garota iria se encontrar com as amigas no shopping. Era a primeira vez que ela saía sem que ele estivesse junto, a primeira vez que ela saí