NARRADORAVerak caminhou em direção à cabaninha rústica que tinha montado, pensando em como lidaria com o drama de Nana no dia seguinte.Ele era um homem com necessidades e, embora estivesse morrendo de vontade de enfiar o pau entre as pernas da Lyra, se contentou em transar com a loba oferecida do outro grupo.*****A noite passou sem maiores incidentes, e pouco antes do sol nascer, Verak abriu os olhos. Estava sozinho sob o teto de peles.—Nana? —chamou com a voz rouca, sentindo sua presença lá fora.Saiu e a encontrou sentada diante da fogueira, assando um pedaço de carne.Apesar de Verak ter dado um pouco do seu sangue e dela agora ter uma loba, ainda restavam hematomas e cortes no corpo.— Dormiu bem? —Verak se sentou na frente dela, surpreso com a calma com que ela falava.Achava que ela estaria gritando feito louca.—Sim, dormi —respondeu organizando as ideias, olhando o acampamento que despertava.—Nana, sobre o que aconteceu ontem à noite...—Tudo bem. Entendo que você precis
NARRADORALyra se levantou ajeitando a roupa e olhando com aqueles olhões confusos.Ela segurou a vontade de rir na cara dele.Seu pé descalço se esticou, os dedos deslizando pelo membro exposto do seu macho, acariciando de cima a baixo e fazendo-o vibrar.—Se continuar se comportando assim tão bem, talvez eu te dê mais presentes quando chegarmos naquela matilha —ela sorriu com charme, resistindo aos próprios desejos.Drakkar engoliu seco, observando as costas dela se afastando para acender o fogo; o cheiro do sexo molhado dela o deixava cheio de luxúria e algo mais selvagem.Tocou o peito, onde o laço com seu lobo se contorcia, soltando nós e amarras.Só de pensar em ter que se separar dela, afundava mais e mais em medos e ideias loucas de mantê-la ao seu lado, de enganá-la pra não levá-la de volta pra casa.Levantou-se e foi apressado até o rio; precisava clarear a mente e, de quebra, dar um jeito na ereção monumental que carregava.*****Com os dois grupos unidos, o caminho até a m
NARRADORALyra e Drakkar caminharam entre as barraquinhas improvisadas no chão.Mesmo não sendo a área central, o lugar estava animado. Os lobos barganhavam e trocavam suas mercadorias.Ela não sabia se existia moeda por ali, mas ainda não tinha visto nenhuma.—Ei! —chamou a mulher que se retirava para a área de descanso.A fêmea se virou para ver o macho intimidador seguindo uma linda e delicada mulher de cabelos platinados.—Queria alguma coisa? —perguntou confusa, olhando para a bela pele de Fyra em tons avermelhados que Lyra usava.—Quanto você quer pelos potes de barro? —Lyra foi direto ao ponto.A mulher pensou, olhando para o seu macho ao lado. Achavam que a cerâmica valia muito, mas pelo visto, não era o caso.—O que vocês têm? —perguntou, sem prestar muita atenção, só viu uma bolsa nas mãos de Drakkar.Lyra explicou que tinham trazido um escudo pesado de Brontocérax, carne e algumas plantas medicinais.—Desculpa, mas não quero nada disso.—Você gostou da minha roupa? —Lyra pe
VALERIA— Você está... você está certa, Esther? — pergunto com a voz trêmula.Meu coração b**e apressado, cheio de felicidade.— Muito certa, Luna. Você está grávida.— Por que não consegui sentir o cheiro, nem seu pai? — pergunto preocupada.— É muito recente, talvez por isso, dê mais alguns dias e você deverá perceber suas feromonas.Ela responde e eu aceno com a cabeça, com os olhos turvos de lágrimas.Sou a Luna da matilha “Bosque de Outono”.Há três anos me casei com o homem que amo loucamente, apesar de não sermos pares destinados, meu Alfa Dorian.Fiz de tudo para ser a Luna perfeita, o pilar no qual ele possa se apoiar, no entanto, uma sombra opaca meu casamento e era o tema do herdeiro.Nunca consegui engravidar e admito que não compartilho muito a cama com Dorian, mas sei que suas obrigações como Alfa o mantêm muito ocupado e estressado.— Por favor, não conte a ninguém na matilha. Quero surpreender meu esposo.— Fique tranquila, Luna, não direi nada. Parabéns! — ela sorri pa
VALERIAEle me morde com ferocidade na coxa e me arrasta para debaixo de seu corpo, controlando-me sem piedade.Tento resistir, pedir ajuda, minhas mãos sobre meu ventre, tentando proteger meu filhote, mas suas garras, como armas mortais, perfuram minha pele, destroçando todo meu pequeno corpo vulnerável.Preciso levantar os braços por instinto quando suas garras afiadas se dirigem ao meu rosto, e grito em agonia por causa de uma ferida profunda que atravessa minha bochecha desde a testa.Ao deixar minha barriga exposta, ele investiu contra nosso filho.— NÃO! O filhote, não! Por favor, Dorian, MEU FILHO NÃO!As lágrimas caíam incessantemente dos meus olhos enquanto eu o suplicava, mas seus caninos devoravam minha carne, e suas garras procuravam, friamente, nas profundezas das minhas entranhas, arrancar a vida que eu carregava.Não sei quanto tempo durou essa agonia; soluçava, implorando enquanto ainda conseguia falar.A dor em todo meu corpo era insuportável, mas a da minha alma, que
VALERIAOuço gritos estridentes, vidros quebrando, um rugido animal, rosnados de Alfa, luta e disputa.Algo quente espirra em meu rosto e braços, minhas garras destroçam e meus caninos rasgam.Não consigo parar, não posso, a raiva me consome por dentro e grita por libertação.Não sei o que estou fazendo, não tenho consciência de mim mesma, só sei que, quando recupero o controle do meu corpo, a primeira coisa que vejo são minhas mãos cobertas de sangue.Estou de joelhos no chão, ao meu redor tudo é vermelho, destroços e partes do que um dia foi um poderoso Alfa, Dorian.O que eu fiz? O que fiz, por Deus?!Olho para a cabeça arrancada a um metro de mim.Seus olhos amarelados ainda me encaram com pânico, e sinto como meu estômago revira.Vomito ao lado, sem conseguir evitar, enojada por toda essa cena cheia de morte e violência.Fui eu quem fez isso? Aqui não há ninguém mais.Olho ao meu redor, não sei onde foi parar Sophia, só sei que alguém foi jogado pela janela de vidro, que está est
VALERIASua atitude gritava "sou o dono de tudo aqui, o senhor absoluto."Imediatamente baixei a cabeça, tremendo. Não importava que eu não tivesse uma loba interior, o poder que emanava daquele homem parecia sufocar, estrangular a alma, e ele estava até um pouco distante de mim.Era um Lycan, a espécie superior dos lobos, a maior evolução, e eu estava quase certa de que ele era o mais poderoso de todos, Aldric Thorne, o Rei Lycan.— Sasha, trate de tirar o lixo e certifique-se de que minha próxima criada pessoal não seja uma vadia intrigante, ou ela perderá mais do que a cabeça — sua voz rouca, intimidadora, fria, ecoou, e então passos se afastando.— Isso é um desastre, já é a quinta em dois meses, não sei o que essas meninas têm na cabeça, eu sempre as aviso.A Governanta, a senhora que administra o castelo, se aproxima e tira um pequeno frasco das mãos da vítima.— Outra que tenta dar um afrodisíaco ao Rei, idiota. Vou chamar um servo para levá-la, e sua primeira tarefa será limpa
VALERIA— Aahh, que horror, ela está deformada!— Invejosa, por isso quer nos afastar do Rei!— O senhor disse que vocês já devem sair — repito impassível, parada ao pé da cama, enquanto elas me insultam, mas não me afeta nem um pouco.Estou pensando em como tirá-las daqui, pois, debilitadas ou não, são três, e eu sou só uma.Nesse momento, batidas começam a soar na porta lateral que leva ao corredor, uma porta que eu nem tinha notado. Deve ser a pessoa que vai tirá-las do castelo.Caminho até lá e abro para dois caras fortes, que entram sem dizer uma palavra.As mulheres começam a resistir, cobrindo suas nudezes e gritando que estão vendo os corpos destinados apenas ao Rei, dizendo que perderíamos nossas cabeças.Não preciso estar aqui há muito tempo para perceber as mentiras delas.Aquele homem as usou como objetos descartáveis e agora as está expulsando como lixo.A loira corre em direção à porta que dá para a sala de jantar, e eu me adianto, parando firme e cortando seu caminho.—