ELLIOTMeus passos impetuosos, abafados pelo tapete da saleta, avançaram até a porta do quarto.Eu estava tão puto que nem sequer parei para pensar que estava invadindo sua privacidade.Agarrei a maçaneta e entrei de supetão.—Aaaww, Duque… ahhh —um gemido rouco ecoou pelo quarto.Fiquei congelado na entrada, o cheiro intenso de desejo e luxúria misturado com lavanda flutuando no ar, me fazendo estremecer.Minha respiração acelerou ao ver o que acontecia diante dos meus olhos.Rossella, sobre a cama, com as pernas totalmente abertas em minha direção, sua boceta rosada escorrendo fluidos que desciam pela curva das nádegas, encharcando os lençóis.Dois dedos penetravam fundo naquela pequena abertura, e eu não conseguia desviar o olhar.Meu corpo esquentava como um vulcão prestes a explodir, meu pau endurecendo ao máximo diante dessa visão provocadora.Ela se contorcia, os pés se arqueando sobre o colchão, as costas curvadas pelo prazer intenso, os olhos fechados e o cabelo castanho molh
KATHERINE—Não, esse vestido tão elegante, não. Coloquem no baú roupas mais práticas, sim, sim, essa calça de montaria está ótima — eu indicava às duas criadas que arrumavam o que eu precisava para essa viagem maluca.Caminhei até a janela enquanto elas continuavam com suas tarefas.A noite avançava lá fora, tão escura que era impossível enxergar além das sombras projetadas pelos enormes lampiões.Onde estava o Duque e por que ainda não havia retornado?Uma preocupação martelava forte em minha mente: estaria ele na casa da amante?Eu precisava descobrir logo quem era essa mulher, com certeza alguém deslumbrante e à altura dele.Será que ele está se deitando com ela neste exato momento?Levei o polegar à boca, mordiscando a unha com ansiedade.A inquietação crescia dentro de mim, o medo de que essa mulher engravidasse e ameaçasse a nossa posição aqui.Eu só tinha a velha casa do meu pai, nem mesmo as terras de cultivo.Rossella havia vendido tudo. Ficaríamos completamente desamparadas.
KATHERINESaí com meu vestido simples e confortável para a longa viagem.Arrumei as luvas e a governanta me ajudou a subir na espaçosa carruagem, explicando algumas coisas.—Tenha uma boa viagem, Duquesa —disse ela ao final, e eu agradeci, deslizando para o lado no assento aveludado, deixando espaço para o Duque.Todo o interior era forrado com um damasco verde, com padrões prateados, elegante e luxuoso.Sob os assentos, havia compartimentos fechados.A governanta mencionou que ali estavam guardadas provisões para comer.O luxo era evidente, mas, claro, tratava-se do dono e senhor destas terras.Falando no Duque... esperei e esperei, e nada.Fecharam a porta da carruagem, senti o veículo estremecer quando o cocheiro assumiu sua posição e então o estalo do chicote soou, seguido pelo grito para impulsionar os cavalos.Inclinei-me sobre a janelinha e afastei a cortina. Então o vi.O Duque cavalgava sobre o mesmo majestoso cavalo branco da noite anterior, acompanhado por homens que pareci
KATHERINE— Só estou dando uma olhada nas instalações, posso fazer isso sozinha, pode se retirar — respondi com firmeza, embora por dentro meu coração estivesse disparado.— Insisto, não deveria...— Quem é você para dizer à Duquesa onde ela pode ou não estar dentro de suas próprias terras? — a voz autoritária do Duque fez meu peito aliviar em um suspiro.Eu já estava pronta para gritar a plenos pulmões.— Duque... Vossa Excelência, eu... eu só estava tentando ajudar... — o homem se virou, abaixando a cabeça e sua postura de intimidação.— Ninguém pediu sua ajuda, e eu não gostei nem um pouco da forma como falou com minha esposa. Sr. Philip, tire este homem das colheitas — ordenou implacável.Ele parecia irritado, sua aura ameaçadora fazia todos tremerem.— Sim, sim, senhor — o contador puxou um lenço, enxugando a testa.O trabalhador rural não disse nada. Ia saindo de cabeça baixa, mas eu o interrompi.— Espere! Antes de ir, mova essas pacas. Quero ver o que há atrás e embaixo delas
KATHERINE— Ai, pelo amor de Deus, me desculpe, me desculpe! — tirei o lenço do bolso interno do vestido e me levantei um pouco, inclinando-me para a frente, apoiando uma das mãos entre suas pernas abertas.Comecei a secar as manchas de vinho em sua camisa, deslizando o tecido pelos botões e descendo pelo abdômen.— Acho melhor você se trocar... maldit4 seja, como sou desastrada...— Está tudo bem, Rossella, não tem importância…— Não, não, me deixe ao menos limpar isso — continuei descendo, ansiosa.O vinho havia escorrido.Eu estava tão nervosa que só percebi meu erro quando minha mão tocou uma rigidez.Arregalei os olhos ao perceber que quase estava esfregando a ereção do Duque, que começava a se formar sob o tecido de sua calça.— Eu... — levantei o olhar.Estávamos tão próximos, praticamente eu sobre ele.Ele respirava forte e profundamente, como se estivesse me cheirando.Seus olhos, aqueles olhos tão selvagens e lindos, estavam cravados em mim, predadores.Engoli em seco, e min
KATHERINEAi, não, não, não… que susto!Eu tremia dos pés à cabeça, segurando a faca de pão como se fosse uma arma mortal, apontando-a à frente do meu corpo.Agucei os ouvidos, tentando me mover com o máximo de cuidado para não fazer barulho.Não havia mais passos audíveis, mas com os sons da luta do lado de fora e os gritos, era difícil discernir algo claramente.De repente, a maçaneta de uma das portas laterais começou a girar lentamente. Meu coração parecia querer saltar do peito, o medo me dominava, a mente paralisada pela indecisão.Era a porta que dava para a área da floresta, mais afastada, enquanto o confronto parecia se desenrolar no lado oposto da carruagem, na estrada.Levantei-me, inclinando o corpo, com a cabeça quase tocando o teto e o cabo da faca apertado com tanta força que meus nós dos dedos ficaram brancos.Tremia completamente, meus olhos fixos na entrada, ponderando se a melhor escolha seria sair pela outra porta.Tantas decisões e tão pouco tempo. Em questão de s
KATHERINETentei me arrastar de volta para a segurança da floresta, num último suspiro desesperado.— Aaaah! — gritei quando a sola da bota dele pressionou com força minhas mãos amarradas, esmagando meus dedos ao ponto de quase fraturá-los.— Socorro! Elliot! Alguém... socorro!— Cala a boca, porra! Já me cansei de você!— Melhor acabar logo com ela! O chefe disse...— Cala a merda da boca! Não me diga o que fazer! Vem cá, fala de uma vez ou vai morrer, vadia!Ele me agarrou pelos pulsos atados como se eu fosse uma boneca de pano.Ofegava, lágrimas turvando minha visão.Tentei lutar, mas minha força era mínima. A lâmina fria de um punhal pressionou contra o meu pescoço.— Fala logo! Quem te contou sobre o roubo? Você trabalha para alguém? Tá tentando ferrar nossos negócios? Fala, desgraçada!— Vai pro inferno... filho da puta — sibilei, cuspindo no rosto dele.O sangue e a saliva mancharam sua expressão deformada pela raiva."Me perdoa, filha... me perdoa tanto," implorei em silêncio.
ELLIOT— ROSELLA! —rugiu com mais urgência, uma premonição sinistra invadindo meus sentidos.Corri em direção ao lugar onde sentia seu cheiro e então... aquele aroma de ferro, intenso e sufocante.Antes de chegar, vi ela sair da sombra das árvores, sua pele pálida, os lábios trêmulos, os cabelos todos bagunçados.Baixei os olhos, chocado.Suas mãos... suas mãos estavam apertadas no cabo de uma arma que estava cravada em seu peito.— NÃOOOO! —rugiu enquanto corria até ela.Ela tentava dar passos na minha direção, cambaleando, tropeçou e caiu para frente.A agarrei no ar, entre meus braços; a temperatura fria de sua pele apertava ainda mais meus temores.A levantei imediatamente, temendo tocar seu peito, sentindo que sua vida escapava a cada respiração.Me sentei no chão, perto do precipício, de costas para a floresta.— Não, não, Rossella, você não pode fazer isso comigo, não pode! Maldição! —meus dedos foram até aquela maldita arma.Quando isso aconteceu? Como pude me descuidar tanto?