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Na volta do hospital, Maria ainda estava sonolenta devido à medicação. Hugo dirigia, e Jéssica foi atrás com a menina. — Mãe, posso dormir no seu quarto hoje? — Ela pediu, vendo a casa se aproximar. — Nem precisa pedir, filha. Pedi para a Célia arrumar a cama para a gente. Subiram, e Maria foi a primeira a tomar um banho frio e se deitar na cama. — Dorme bem, princesa. — Hugo deu um beijo na testa dela e já ia saindo do quarto. — Pai, você também. — Ela pediu, segurando o pai. Queria os dois juntos, perto dela. Sentia-se bastante incomodada e vulnerável pela febre. Precisava de segurança. — Ok. — Hugo não discutiu, apenas arrumou um espaço e se deitou. Jéssica saiu do chuveiro e veio medir a temperatura da filha. A febre parecia finalmente estar cedendo. — Acha que devemos cancelar o churrasco? Ela não parece nada bem. — Sugeriu, muito preocupada. O pediatra havia dito que o mal-estar tinha fundo emocional. Maria sempre reagia muito mal a qualquer situação nova que pudesse abala
O churrasco estava animado. O calor, a piscina e o cheiro da carne na brasa criavam o clima perfeito para um momento de descontração. Todos os amigos importantes estavam presentes. Jéssica cuidou para que o ambiente fosse familiar e as crianças não estivessem expostas a nada desagradável.Escolheu um maiô de estampas floridas em tons de rosa, o modelo "engana mamãe", para respeitar as crianças. Suas curvas bem esculpidas pelas alças de amarração, mas nada muito sensual. Estava escolhendo a saída quando Hugo entrou no quarto.Paralisado por alguns instantes com a beleza dela. De costas, o bumbum gentilmente abraçado pelas curvas. As costas nuas davam um charme. O coração dele errou algumas batidas ao recordar suas mãos passeando por aquele corpo. Enquanto seu membro dava indícios de vida, ele balançou a cabeça e focou no que veio fazer de fato.— Jéssica, as amiguinhas da Maria estão perguntando se podem colocar uma música. Não achei a caixa JBL, você sabe onde está?— Sim. Na garagem.
Hugo atendeu descontraído.— Senhor Hugo Novaes?— Sim. Quem é?— Sou Pedro Costa, organizador do feirão de usados aqui do Campo Grande. Queria informar que seu stand está vazio. Tentamos contato com os telefones dos gerentes e nenhum está atendendo. Não podemos nos responsabilizar pelos carros que estão aqui.— Como assim vazio? O pessoal da loja não apareceu? — Hugo se levantou rapidamente, chamando a atenção de todos. O semblante dele se tornou preocupado. — Quem deveria estar no Campo Grande hoje? — Ele se voltou para Alexandre com urgência.— Deixa eu ver na planilha. O que aconteceu? — Alexandre conferia o celular rapidamente.— Não. Uma das vendedoras com quem consegui contato disse que estava com dengue e passou o telefone do gerente, mas esse nem atendeu. Vocês precisam pelo menos bus
Nicole zapeava as redes sociais na beira da piscina do hotel. Hugo demorou mais do que imaginou para chegar. Enviou vários presentes e muitos passeios para que ela se distraísse enquanto ele resolvia questões importantes de trabalho. Ela podia lidar com isso; afinal, estava namorando um homem de negócios. Sabia que, eventualmente, seria substituída por uma pilha de papéis. Mas o que viu nos stories de Alexandre a fez tremer de ódio. Hugo havia dado um churrasco com todos os amigos importantes da família e dos negócios.Reconheceu pelo menos quatro pessoas ali. As crianças com seus amigos e Jéssica posando como a esposa dele.Sempre ao lado dele, atendendo aos convidados com toda a gentileza. Isso era demais! Hugo a enganou. Olhou nos stories dele e não viu nada sobre o churrasco. Jéssica fez apenas um post de agradecimento aos amigos pela compreensão.Compreensão por quê? Correu novamente pelas redes das pessoas próximas. Ela montava o quebra-cabeça daquele dia com a voracidade de ci
— Posso aparecer a qualquer momento. Não sou nenhuma criminosa. Nicole não estava disposta a aceitar os desaforos de Jéssica. Passou da hora de mostrar que, na vida de Hugo, ela não era mais do que a mãe das crianças.— Gente, podemos tomar um café da manhã tranquilo? — Hugo tentava apaziguar os ânimos.— Isso não significa que você pode invadir a minha casa sem ser convidada. — Jéssica não estava de brincadeira. Se Nicole estava disposta a arrumar confusão, iria encontrar.— É a casa do meu namorado. Tenho todo direito de aparecer quando eu quiser!— Calma, gente. Vamos conversar com calma. Olha, a Célia fez um bolo. Vamos comer, parece tão gostoso. Hugo apontava para a mesa ricamente posta tentando desviar o foco das duas.Jéssica e Nicole se encaravam com expressões sérias. O mínimo gesto faria um estrago na casa.— Seu namoro não deve abalar a vida dos meus filhos! Sua presença não é bem-vinda e você sabe disso. Jéssica se aproximou com postura assustadora.— O quê? Hugo, você vai
No corredor dos quartos do hospital, Jéssica estava alinhada com Mariana, Jonathan e os outros residentes, aguardando as apresentações dos médicos que seriam seus mentores na residência.— Bom dia. Sou o professor Thomas, vou acompanhar os residentes de cardiologia.— Bom dia. Sou a professora Ana Lúcia, vou acompanhar os residentes de pediatria.— Bom dia. Sou o doutor Paschoal e vou acompanhar os residentes de ginecologia.Após as apresentações, todos se dirigiram às respectivas alas para acompanhar o andamento dos casos. Jéssica sentiu uma sensação de impotência e descrença ao se deparar com uma paciente que chegou com uma hemorragia intensa, que persistia há três dias e não respondia ao tratamento.O professor Paschoal aproximou-se de Paula, uma mulher pálida e visivelmente debilitada. Sua respiração estava ofegante, e seus olhos, com olheiras profundas, buscavam um fio de esperança de que logo sairia dessa situação.— Essa é a Paula. Está com uma hemorragia severa. Marcos, o que c
Jéssica chegou muito feliz à porta da escola. Alinhou seu horário de residência para a manhã. Se organizou para que, mesmo que precisasse fazer horas extras — o que era muito comum —, sempre estaria livre no final da tarde e à noite.Reservou para si as sextas-feiras e os fins de semana. Estava muito satisfeita com esse arranjo. Sentia-se sobrecarregada por estar dividida entre a pressão de se dedicar ao trabalho e aos filhos na mesma intensidade.Nessa queda de braço, parecia estar constantemente devendo aos filhos, como se o tempo que dedicava a eles estivesse sempre aquém do que mereciam ou precisavam. Essa culpa latejava em seu coração permanentemente e, às vezes, comandava algumas atitudes que tinha com os filhos.Buscava sempre compensações extravagantes para o que considerava ser a falta diária.— Mamãe! — Os
Maria, na ânsia de afastar Nicole, acabou dando tudo o que ela precisava para se aproximar com mais força do “ecossistema”. O momento rude garantiu a presença de Nicole no jantar que seria apenas deles. E, graças a isso, nada aconteceu como de costume. Hugo foi de carro com ela. Jéssica levou as crianças. Chegaram juntos, mas seus corações não poderiam estar mais separados.— Olhe só, aquela mesa parece bem localizada. — Nicole se sentia no direito de tomar todas as decisões. Segurando firme no braço de Hugo, ela caminhava com imponência, usando esse momento para deixar claro que tinha um lugar na vida desse homem, as crianças gostassem ou não.— Já temos a nossa mesa. — Caio seguiu para o lugar de costume. De todos, ele era o mais irritado. Justo no dia em que ele escolhera o passeio, tudo estava diferente. Par