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— Ele só tem sete anos, Hugo. E nem você fica mais na loja. Jéssica queria que Breno tivesse uma infância normal. Temia que, se o menino se inserisse demais nesse meio, não terminasse os estudos adequadamente. — Posso levá-los por algumas horas. Os três ou quem quiser. Isso será muito bom pra ele. Eu amava ficar na loja com meu pai quando tinha a idade dele. São minhas melhores lembranças. Ele jogou baixo de propósito. — Tudo bem. Mas, por favor, não exagera. E leva a Maria também, mesmo que ela faça cara de quem não quer ir. — Jéssica alertava seriamente. A fase quase adolescente de Maria tirava Hugo do sério. — Como descobriu sobre o Vitor? — Não acredito que você sabia e não me contou. Hugo pagou e seguiram conversando até o carro. O clima entre eles era agradável como antes. Ele fingia um ar de ofendido. Jéssica adorava as performances teatrais que ele fazia em certos momentos. Riu facilmente do gesto. O coração dele disparou ao ver o sorriso. Como essa mulher é linda. E fica a
Jéssica não estava muito confiante em participar daquela festa. O centro acadêmico foi preparado para receber os foliões: um trio elétrico, paredão de som e tudo o que se tinha direito para parecer um pré-carnaval. Os veteranos pensaram nisso com cuidado.A música podia ser ouvida a pelo menos dois quarteirões de distância. Jovens seminus pulavam e festejavam, com corpos suados que se encontravam em batidas descoordenadas, dancinhas coreografadas ou beijos ardentes e desinibidos, despreocupados em saber se iniciavam um romance ou uma ocorrência de atentado ao pudor.— Não acredito que te arrastei! — Jonathan estava muito empolgado com a festa. Desde as provas de fim de semestre, não se envolvia em agitos na universidade e estava em abstinência de novas bocas para beijar.— Olha aquele carinha de camisa verde. Não tira os olhos de você — Mariana deu a dica, e ele se virou disfarçadamente para verificar. O rapaz tinha ombros largos, altura de jogador de vôlei e usava apenas uma bermuda.
Hugo teve dificuldades para chegar em casa. Jéssica passou toda a viagem de volta lhe provocando. Fazia várias carícias pelo seu corpo e soltava frases sedutoras sobre como estava feliz por vê-lo.O corpo dele estava em chamas e tudo o que mais queria era apreciar essa fera selvagem que surgia em ambiente alcoólico. Mas sabia que era errado. Por mais que seu corpo dissesse sim, a mente gritava que não era um canalha e não tocaria numa mulher bêbada.Jéssica continuava tomando a infinita cerveja vagarosamente.— Estou tão feliz que você veio me buscar. Ela provocava, deitada com a cabeça no lado oposto ao coração dele, acariciava o peito, descendo um pouco demais. Ele segurou a mão dela antes que chegasse em local proibido. Deu um beijo para não parecer muito agressivo.— Está na hora de parar de beber, não acha, minha linda? Tentava manejar a situação com gentileza para reduzir os danos. Mesmo que seu desejo tornasse cada momento ao lado dela insu
A dor de cabeça chegou antes de Jéssica abrir os olhos. Pulsava fundo em sua mente, afetando até os ouvidos. Um zumbido persistente marcava o ritmo, enquanto um gosto terrivelmente amargo se espalhava pela sua boca. O estômago parecia ter vontade própria e só queria uma coisa: água.— Meu Deus, isso é a ressaca? Pensou, confusa, prometendo a si mesma que nunca mais beberia daquele jeito.A cama ainda estava girando. Ela mal conseguia se sentar. Fez um esforço para se virar calmamente e viu Hugo dormindo ao seu lado. Isso não era incomum: várias vezes, eles dividiam a cama para dar atenção a algum dos filhos doentes, às vezes até aos três de uma vez.Buscava na memória quem precisara de cuidados e não encontrava. Fazer esforço para se lembrar doía ainda mais. Respirou fundo, fechando os olhos, e observou o homem ao seu lado. O abdome definido. Os shorts de seda que comprara de presente de aniversário. As feições fortes e o jeito sereno, mesmo dormindo.Parecia calmo, feliz, satisfeito.
Nicole entrou. Os sorrisos se desfizeram. Jéssica cerrou os olhos em desaprovação. Hugo largou a panela no fogo com peso. Maria, teve um mini surto ao ver aquela mulher entrar em sua casa. Ela despertava uma sensação muito ruim. — Quem é essa, pai? — inquiriu a filha, com um ar altivo. Hugo não sabia como explicar a presença de Nicole. O que diria aos filhos depois de beijar Jéssica lá em cima? Pensava desesperado, o pânico crescendo dentro de si. "Papai é um canalha e essa é a namorada dele." Ignorando o risco de causar uma briga com Nicole, ele achou mais seguro buscar a harmonia em casa. — Essa é a Nicole. Ela trabalha com o papai e veio trazer alguns documentos. Venha, Nicole, por aqui. — Ele guiou a mulher até o escritório, evitando o olhar de Jéssica. Foi a vez de Maria estreitar os olhos, soltando uma respiração funda. — Reunião. — Ela chamou os irmãos. No quarto de brinquedos, Maria tentava entender o que os irmãos achavam da “amiga do papai”. — Não gostei dessa mulher.
Jéssica assumiu a cozinha com a expressão fechada. Jonathan e Mariana se adiantaram para ajudar na preparação do café. — Não acredito que ela veio aqui desse jeito! Jéssica finalmente expressou seu descontentamento. Não queria Nicole perto das crianças. Não confiava nela. — Como foi a noite ontem? — Jonathan provocou, mexendo os ovos. Ao observar o comportamento da amiga na festa, imaginou que as coisas teriam sido bem intensas. — Gente, que vergonha. Me atirei nele sem nenhum pudor. — Jéssica sentia o rosto arder. Os flashes apareciam conforme a dor de cabeça permitia. — Por que me deixaram beber daquele jeito? Ela derramou a água no coador. Gostava de café feito na hora. — É disso que eu tô falando! — Jonathan se animou, queria que esse casal ficasse junto. Achava esse "ecossistema" lindo demais. — E como foi? — Um vexame. Me irritei porque ele não quis transar. Chamei ele de palmiteiro na cara dura. — Ela contou os detalhes que se lembrava, em voz baixa, para as crianças não
Na volta do hospital, Maria ainda estava sonolenta devido à medicação. Hugo dirigia, e Jéssica foi atrás com a menina. — Mãe, posso dormir no seu quarto hoje? — Ela pediu, vendo a casa se aproximar. — Nem precisa pedir, filha. Pedi para a Célia arrumar a cama para a gente. Subiram, e Maria foi a primeira a tomar um banho frio e se deitar na cama. — Dorme bem, princesa. — Hugo deu um beijo na testa dela e já ia saindo do quarto. — Pai, você também. — Ela pediu, segurando o pai. Queria os dois juntos, perto dela. Sentia-se bastante incomodada e vulnerável pela febre. Precisava de segurança. — Ok. — Hugo não discutiu, apenas arrumou um espaço e se deitou. Jéssica saiu do chuveiro e veio medir a temperatura da filha. A febre parecia finalmente estar cedendo. — Acha que devemos cancelar o churrasco? Ela não parece nada bem. — Sugeriu, muito preocupada. O pediatra havia dito que o mal-estar tinha fundo emocional. Maria sempre reagia muito mal a qualquer situação nova que pudesse abala
O churrasco estava animado. O calor, a piscina e o cheiro da carne na brasa criavam o clima perfeito para um momento de descontração. Todos os amigos importantes estavam presentes. Jéssica cuidou para que o ambiente fosse familiar e as crianças não estivessem expostas a nada desagradável.Escolheu um maiô de estampas floridas em tons de rosa, o modelo "engana mamãe", para respeitar as crianças. Suas curvas bem esculpidas pelas alças de amarração, mas nada muito sensual. Estava escolhendo a saída quando Hugo entrou no quarto.Paralisado por alguns instantes com a beleza dela. De costas, o bumbum gentilmente abraçado pelas curvas. As costas nuas davam um charme. O coração dele errou algumas batidas ao recordar suas mãos passeando por aquele corpo. Enquanto seu membro dava indícios de vida, ele balançou a cabeça e focou no que veio fazer de fato.— Jéssica, as amiguinhas da Maria estão perguntando se podem colocar uma música. Não achei a caixa JBL, você sabe onde está?— Sim. Na garagem.