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Nicole entrou. Os sorrisos se desfizeram. Jéssica cerrou os olhos em desaprovação. Hugo largou a panela no fogo com peso. Maria, teve um mini surto ao ver aquela mulher entrar em sua casa. Ela despertava uma sensação muito ruim. — Quem é essa, pai? — inquiriu a filha, com um ar altivo. Hugo não sabia como explicar a presença de Nicole. O que diria aos filhos depois de beijar Jéssica lá em cima? Pensava desesperado, o pânico crescendo dentro de si. "Papai é um canalha e essa é a namorada dele." Ignorando o risco de causar uma briga com Nicole, ele achou mais seguro buscar a harmonia em casa. — Essa é a Nicole. Ela trabalha com o papai e veio trazer alguns documentos. Venha, Nicole, por aqui. — Ele guiou a mulher até o escritório, evitando o olhar de Jéssica. Foi a vez de Maria estreitar os olhos, soltando uma respiração funda. — Reunião. — Ela chamou os irmãos. No quarto de brinquedos, Maria tentava entender o que os irmãos achavam da “amiga do papai”. — Não gostei dessa mulher.
Jéssica assumiu a cozinha com a expressão fechada. Jonathan e Mariana se adiantaram para ajudar na preparação do café. — Não acredito que ela veio aqui desse jeito! Jéssica finalmente expressou seu descontentamento. Não queria Nicole perto das crianças. Não confiava nela. — Como foi a noite ontem? — Jonathan provocou, mexendo os ovos. Ao observar o comportamento da amiga na festa, imaginou que as coisas teriam sido bem intensas. — Gente, que vergonha. Me atirei nele sem nenhum pudor. — Jéssica sentia o rosto arder. Os flashes apareciam conforme a dor de cabeça permitia. — Por que me deixaram beber daquele jeito? Ela derramou a água no coador. Gostava de café feito na hora. — É disso que eu tô falando! — Jonathan se animou, queria que esse casal ficasse junto. Achava esse "ecossistema" lindo demais. — E como foi? — Um vexame. Me irritei porque ele não quis transar. Chamei ele de palmiteiro na cara dura. — Ela contou os detalhes que se lembrava, em voz baixa, para as crianças não
Na volta do hospital, Maria ainda estava sonolenta devido à medicação. Hugo dirigia, e Jéssica foi atrás com a menina. — Mãe, posso dormir no seu quarto hoje? — Ela pediu, vendo a casa se aproximar. — Nem precisa pedir, filha. Pedi para a Célia arrumar a cama para a gente. Subiram, e Maria foi a primeira a tomar um banho frio e se deitar na cama. — Dorme bem, princesa. — Hugo deu um beijo na testa dela e já ia saindo do quarto. — Pai, você também. — Ela pediu, segurando o pai. Queria os dois juntos, perto dela. Sentia-se bastante incomodada e vulnerável pela febre. Precisava de segurança. — Ok. — Hugo não discutiu, apenas arrumou um espaço e se deitou. Jéssica saiu do chuveiro e veio medir a temperatura da filha. A febre parecia finalmente estar cedendo. — Acha que devemos cancelar o churrasco? Ela não parece nada bem. — Sugeriu, muito preocupada. O pediatra havia dito que o mal-estar tinha fundo emocional. Maria sempre reagia muito mal a qualquer situação nova que pudesse abala
O churrasco estava animado. O calor, a piscina e o cheiro da carne na brasa criavam o clima perfeito para um momento de descontração. Todos os amigos importantes estavam presentes. Jéssica cuidou para que o ambiente fosse familiar e as crianças não estivessem expostas a nada desagradável.Escolheu um maiô de estampas floridas em tons de rosa, o modelo "engana mamãe", para respeitar as crianças. Suas curvas bem esculpidas pelas alças de amarração, mas nada muito sensual. Estava escolhendo a saída quando Hugo entrou no quarto.Paralisado por alguns instantes com a beleza dela. De costas, o bumbum gentilmente abraçado pelas curvas. As costas nuas davam um charme. O coração dele errou algumas batidas ao recordar suas mãos passeando por aquele corpo. Enquanto seu membro dava indícios de vida, ele balançou a cabeça e focou no que veio fazer de fato.— Jéssica, as amiguinhas da Maria estão perguntando se podem colocar uma música. Não achei a caixa JBL, você sabe onde está?— Sim. Na garagem.
Hugo atendeu descontraído.— Senhor Hugo Novaes?— Sim. Quem é?— Sou Pedro Costa, organizador do feirão de usados aqui do Campo Grande. Queria informar que seu stand está vazio. Tentamos contato com os telefones dos gerentes e nenhum está atendendo. Não podemos nos responsabilizar pelos carros que estão aqui.— Como assim vazio? O pessoal da loja não apareceu? — Hugo se levantou rapidamente, chamando a atenção de todos. O semblante dele se tornou preocupado. — Quem deveria estar no Campo Grande hoje? — Ele se voltou para Alexandre com urgência.— Deixa eu ver na planilha. O que aconteceu? — Alexandre conferia o celular rapidamente.— Não. Uma das vendedoras com quem consegui contato disse que estava com dengue e passou o telefone do gerente, mas esse nem atendeu. Vocês precisam pelo menos bus
Nicole zapeava as redes sociais na beira da piscina do hotel. Hugo demorou mais do que imaginou para chegar. Enviou vários presentes e muitos passeios para que ela se distraísse enquanto ele resolvia questões importantes de trabalho. Ela podia lidar com isso; afinal, estava namorando um homem de negócios. Sabia que, eventualmente, seria substituída por uma pilha de papéis. Mas o que viu nos stories de Alexandre a fez tremer de ódio. Hugo havia dado um churrasco com todos os amigos importantes da família e dos negócios.Reconheceu pelo menos quatro pessoas ali. As crianças com seus amigos e Jéssica posando como a esposa dele.Sempre ao lado dele, atendendo aos convidados com toda a gentileza. Isso era demais! Hugo a enganou. Olhou nos stories dele e não viu nada sobre o churrasco. Jéssica fez apenas um post de agradecimento aos amigos pela compreensão.Compreensão por quê? Correu novamente pelas redes das pessoas próximas. Ela montava o quebra-cabeça daquele dia com a voracidade de ci
— Posso aparecer a qualquer momento. Não sou nenhuma criminosa. Nicole não estava disposta a aceitar os desaforos de Jéssica. Passou da hora de mostrar que, na vida de Hugo, ela não era mais do que a mãe das crianças.— Gente, podemos tomar um café da manhã tranquilo? — Hugo tentava apaziguar os ânimos.— Isso não significa que você pode invadir a minha casa sem ser convidada. — Jéssica não estava de brincadeira. Se Nicole estava disposta a arrumar confusão, iria encontrar.— É a casa do meu namorado. Tenho todo direito de aparecer quando eu quiser!— Calma, gente. Vamos conversar com calma. Olha, a Célia fez um bolo. Vamos comer, parece tão gostoso. Hugo apontava para a mesa ricamente posta tentando desviar o foco das duas.Jéssica e Nicole se encaravam com expressões sérias. O mínimo gesto faria um estrago na casa.— Seu namoro não deve abalar a vida dos meus filhos! Sua presença não é bem-vinda e você sabe disso. Jéssica se aproximou com postura assustadora.— O quê? Hugo, você vai
No corredor dos quartos do hospital, Jéssica estava alinhada com Mariana, Jonathan e os outros residentes, aguardando as apresentações dos médicos que seriam seus mentores na residência.— Bom dia. Sou o professor Thomas, vou acompanhar os residentes de cardiologia.— Bom dia. Sou a professora Ana Lúcia, vou acompanhar os residentes de pediatria.— Bom dia. Sou o doutor Paschoal e vou acompanhar os residentes de ginecologia.Após as apresentações, todos se dirigiram às respectivas alas para acompanhar o andamento dos casos. Jéssica sentiu uma sensação de impotência e descrença ao se deparar com uma paciente que chegou com uma hemorragia intensa, que persistia há três dias e não respondia ao tratamento.O professor Paschoal aproximou-se de Paula, uma mulher pálida e visivelmente debilitada. Sua respiração estava ofegante, e seus olhos, com olheiras profundas, buscavam um fio de esperança de que logo sairia dessa situação.— Essa é a Paula. Está com uma hemorragia severa. Marcos, o que c