*POV CLARE" "Definitivamente o dia foi estranho. Primeiro, desmaiei no corredor da escola e a única pessoa que me ajudou foi aquele menino, David. Segundo, estou ficando com o dono das covinhas mais lindas, Chuck. Terceiro, David sem mais nem menos bateu no Chuck..." Um barulho na minha janela me tirou desses pensamentos. Olhei no relógio e marcava quase dez da noite. Mais uma vez o barulho. Me levantei e fui até a janela ver o que estava acontecendo. Nisso vejo uma coisinha quicar na janela. "Mas que merda é essa?" pensei enquanto levantava o vidro. – Psiu.- olhei para fora, tinha um garoto subindo pela calha vindo em direção a janela.- Queria falar com você.- aquela voz, aqueles olhos e aquele cheiro me deixaram em choque. E antes de mandar ele embora, o garoto pulou para dentro do meu quarto. – Você não acha que já fez muito por hoje?- rebati baixo para não acordar a vovó. – Bem, eu...- começou se virando e ficou me fitando. Seu rosto começou a ficar vermelho, sua
*POV CLARE* – Que cara é essa?- perguntei ao Chuck enquanto pegava um livro no meu armário. Ele estava com uma expressão estranha. – Nada, é que só vou te ver de novo no almoço, e vai ter um monte de gente em volta...- comentou me puxando pela cintura e passou a mão nos meu cabelos colocando-os atrás da minha orelha.- A não ser que você queira escapar comigo na hora do almoço novamente.- soltou um sorriso. – Escapar pra onde?- ele sorriu me fazendo derreter diante daquela covinhas. – Qualquer lugar, só quero ficar um pouco mais com você.- me levou até a sala que eu teria minha primeira aula que era Matemática, depois Manuais, Inglês, Literatura, Física. – Sente-se na janela, poderá me ver jogando durante a aula de Educação física.- me beijou e saiu pelo corredor virando á esquerda. A aula era bem legal. O professor, o senhor Palmer com seus cinquenta (ou mais) anos, fazia a complicada matemática parecer brincadeira de criança. Não sei como não falaram bem dele. Sempre que eu o
*POV DAVID Hoje eu não falei com a Clare, desde que sai da casa dela. Até vi ela com aquele cara subindo uma das escadas na hora do almoço. Pensei em ir atrás dela, porém, decidi esperar a decisão do meu tio. Quero que essa distância entre nós acabe. Todavia, quando ela souber o que é vai precisar de alguém que a entenda, e aquele " namoradinho " dela nunca vai entendê-la. Essa tarde fiquei livre de treino. Eles são cansativos, mas eu gosto. Principalmente de correr. Até correria se a detenção não tivesse me matado. Antes eu morto do que a diretora. Como ela me irrita com aquele ar superior dela. Deitei no sofá para descançar e acabei dormindo. Claro que tive pesadelos. Acordei suado com meu tio entrando pela porta, todo sujo de terra e um corte no supercílio esquerdo. – O que aconteceu com o senhor?- pulei do sofá indo ajudá-lo com sua bolsa. – Nada filho, só um desentendimento entre irmãos.- falou com a voz cansada. – Aquele filho da puta fez isso?- meu sangue ferveu.- Aque
*POV AUTOR Depois das aulas Clare foi com Jeff para casa se arrumar. Eles iriam sair como o combinado. Clare gostava de sair com Jeff e Joana. Mas hoje era só ela e Jeff. Joana decidiu ir ao Pub novo com o pessoal. Ficaram tentando convencê-la a ir com eles. Porém a jovem queria passar um tempo com Jeff. Lamentou o fato de não sair com Chuck, então marcaram de sairem no domingo. – O que eu visto?- Clare perguntou entrando na casa. – Nada muito curto.- riu.- Vamos jogar e eu sei que quando você se empolga... – Só porque eu sou melhor que você!- ela subiu para seu quarto. Jeff permaneceu na sala junto com a avó que tirava o pó da estante, onde se encontravam alguns retratos da família reunida em muitas das comemorações tradicionais. – Ela teve mais uma recaída não é?- ele falou baixo o suficiente para a senhora ouvir. – Nessa noite? Não. Pela primeira vez em meses, durmi sem gritos na madrugada. Acordei assustada hoje pela manhã.- a senhora olhava Jeff pensativa.- O que será qu
*POV DAVID Enfim contamos a verdade para Clare. Quase me desesperei quando ela começou a perder o controle. Daria tudo pra que ela não passasse por isso. Mas é como dizem: " é um mal necessário ". Deitei ela em sua cama, a cobri e me sentei ao lado da cama segurando sua mão. Eu devia estar muito cansado mesmo, pra acabar dormindo todo curvado. Metade do corpo na cadeira e a outra na cama da Clare. Escutei alguém me chamando, endireitei na cadeira e vi a avó de Clare com uma bandeja nas mãos. – Bom dia, trouxe o café.- informou colocando a bandeja em cima da escrivaninha.- Você deve estar faminto, venha comer.- ela falava baixo para não acordar Clare. – Obrigado.- agradeci tomando um gole de suco. – Ela não acordou de madrugada, deve ser um bom sinal.- a senhora estava agora sentada onde eu havia dormido.- Se quiser, pode descansar no meu quarto. – Eu estou bem. Se não se importa gostaria de ficar aqui até ela acordar. - eu comia um pedaço de bolo enquanto olhava para Clare.
*POV CLARE Chegamos em casa (David e eu), o almoço já estava acontecendo. - Vocês demoraram. - Jeff falava colocando algumas folhas verdes em seu prato. - Sentem-se, vou pegar mais pratos.- minha avó se levantou indo ao armário. Me sentei ao lado do Jeff depois de beijar seu rosto. David ficou á minha frente ao lado do seu tio. Vovó ficou na ponta. - Como você está?- Jeff afagava minha mão por baixo da mesa. - Bem, na medida do possível.- passar a manhã relaxando me fez bem.- Ainda estou digerindo toda essa coisa. - Onde vocês foram?- Vovó se manifestou maternal. - Ãm, David me levou em um lugar pra me ensinar a controlar a "coisa".- corei olhando pra David me lembrando do que ocorrera depois do treino. - E como foi?- indagou Jeff olhando pra David. - Foi bom. O zumbido no meu peito está quase imperceptível. - Ela se saiu muito bem.- David cortou piscando pra mim. "Por que ele faz isso comigo?" - Isso é muito bom querida!- exclamou vovó. -Posso falar com você ?- sussur
*POV AUTOR Clare não pensava encontrar Chuck naquela mercearia. Antes mesmo que ela falasse ou pudesse dizer qualquer coisa, ele capturou sua boca, dando-lhe um beijo apaixonante e cheio de saudades. - Chuck!- ela cortou o beijo envergonhada pelas pessoas que os olhavam ali. Então...como foi sexta?- disfarçou pegando o saco de farinha do chão. - Até que foi legal. Queria você lá comigo, ai seria perfeito.- sorriu evidenciando suas covinhas . - Hum.- ela se virou para ir ao caixa pagar pela compra. - Mas compensaremos hoje. Vou te levar em um lugar. Garanto que vai gostar.- passou o braço em volta dos ombros da garota indo com ela ao caixa. Ela não sabia o que dizer á ele. Clare gostava de Chuck. Se sentia bem ao lado dele. Gostava dos carinhos, dos beijos, do sorriso e suas covinhas... ele não a tratava como "a coitadinha que perdeu os pais". Ele a fazia sentir forte, preparada pra qualquer rasteira que a vida pudesse lhe dar. Sentia tudo isso por ele. No entanto tinh
*POV CLARE "Não, não pode ser... de novo... não" eu pensava enquanto me acalmava nos braços do David. - Ele está vivo!- exclamou Jeff. Me agachei perto de Chuck colocando o ouvido para ouvir sua respiração.- David, me ajude à levar ele para dentro.- pediu Jeff. Deitaram Chuck no carpete felpudo do chão. David abriu devagar a camisa ensanguentada do Chuck e fez uma cara de tristeza. - Droga! - falou sentando no chão colocando as mãos na cabeça. - O que foi David? Por que "droga"?- falei desesperada. - Ele foi mordido.- as palavras de David soaram como lamento. - O que aconteceu aqui Clare?- Jeff me olhava preocupado.- Você se transformou, não foi? Um murmuro veio do corpo no carpete. - Temos que fazer alguma coisa, ou ele vai sangrar até morrer.- informou David.- Posso usar teu celular Jeff?- este lhe entregou o aparelho.- Alô, tio? Encontramos ela. Guan está ainda ai?- disse andando pela sala.- Preciso de vocês, tem alguém mordido, se não agirmos, ele morrerá logo. E