Capítulo 8
Enquanto Gonçalo ainda se apoiava na parede, o celular que ele segurava com força em suas mãos voltou a tocar. Eu olhei de relance para a tela e vi que era uma ligação de Saulo.

Saulo sempre fora um gênio da pintura, apaixonado por cores vibrantes e raras. Quatro dias atrás, eu havia encontrado para ele um conjunto de pigmentos colombianos extremamente raros, algo que eu sabia que ele iria adorar. Mas, antes que eu pudesse entregar a surpresa, eu morri.

Gonçalo atendeu a ligação, e a voz de Saulo, normalmente cheia de autoridade, desta vez soava mais suave:

— Jasmim, chega de birra. Você errou, mas não importa onde esteja, volte para casa e eu dou um jeito. Vou te proteger, está bem?

Enquanto Saulo continuava a tagarelar, tentando apaziguar a situação, Gonçalo interrompeu, sua voz gelada:

— Saulo, a “coisa” que você mandou queimar... Era um corpo. E pode muito bem ter sido o corpo da nossa irmã.

O silêncio do outro lado foi imediato. Por um momento, parecia que Saulo havia parado de re
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