Ao sair da mansão, o ar fresco foi um alívio bem-vindo. A tensão no escritório quase me fez perder o controle. Maximus e Petrus permaneceram em silêncio ao meu lado, como se sentissem a gravidade do que estava por vir.— Petrus, preciso que você providencie equipes de buscas. Kathy e aquele idiota do beta estão mentindo, e preciso descobrir o que eles sabem antes que seja tarde demais.No entanto, antes que Petrus pudesse me responder, Maximus o questionou…— Você tem o aparelho de escuta? — Maximus perguntou, seu tom carregado de expectativa.— Sim… — respondeu Petrus, seu olhar fixo em Maximus.— Vamos para o carro, precisamos verificar o que está acontecendo naquele escritório.— Você implantou algo lá? — Perguntei, surpreso.— Você vai me condenar por isso? — Maximus desafiou, sua expressão, um misto de sarcasmo e determinação. — Estou disposto a qualquer coisa para encontrar minha filha. E aquele idiota, por mais que tenha se lavado, não conseguiu esconder o cheiro dela do meu ly
Um dos lobos se dirigiu para ele, o que me deixou apenas com três. Minha visão estava turva pelo efeito do tranquilizante, mas minha determinação estava intacta. Com um rugido furioso, investi contra os três lobos restantes, meus músculos poderosos e garras afiadas se tornando uma máquina de destruição contra os mercenários que ousaram me impedir de entrar naquela cabana. Quando um deles me atacou, coloquei meu braço para me defender e, com a outra mão, atravessei sua caixa torácica, segurando seu coração na mão e o puxando para fora do corpo. Menos um.Agora seriam dois contra um. Aqueles lobos me analisaram, sabendo que eles não teriam chance. Sua visão foi atraída para a outra briga que acontecia e percebi o lobo de Martín com o pescoço do outro lobo em sua boca, sacudindo-o com violência. Os lobos voltaram a me olhar novamente, mas resolveram se manter vivos e fugiram. Caí com um dos joelhos no chão, o tranquilizante fazendo efeito. Observei Martín se transformar. Se eu fizesse
AISHAEstava sentada no canto da pequena enfermaria, os olhos fixos no Kiron. Meu coração batia descompassado, e a ansiedade me consumia por dentro. Todos ao meu redor insistiam que ele estava bem, que era apenas o efeito do tranquilizante que haviam injetado nele, mas eu não conseguia afastar o medo crescente que me dominava.Estava perdida em seus pensamentos, e não notei o momento exato em que Maximus, um dos lycan que ajudou em meu resgate, entrou. Levantei a cabeça e meus olhos encontraram os dele. Ele me olhava com uma certa admiração, mas eu não entendia o porquê.— Ele vai ficar bem, Aisha. — Disse, sua voz suave, tentando trazer algum conforto. Eu assenti, mas meus olhos denunciavam a incerteza.— É difícil acreditar quando o vejo assim. — Respondi, minha voz trêmula.— Eu sei que parece assustador, mas ele é forte. Quando você menos esperar, ele vai abrir os olhos e ficará feliz em ver que você também está bem.Olhei para Maximus, tentando confortar-me com suas palavras. Hav
KIRONAinda me sentia exausto, mas não podia deixar de sorrir. Vê-la ao meu lado era a única coisa que importava naquele momento. Aproveitei a oportunidade de estar sozinho com ela para saciar a necessidade urgente que meu lycan sentia de confirmar que ela estava realmente bem.Eu a puxei para perto de mim e pressionei meu corpo contra o dela, tomando seus lábios com um beijo fervoroso. Não era um simples beijo. Era uma explosão de emoções que eu reprimia desde o momento em que soube de seu sumiço. Era como se meu animal precisasse marcar seu território, garantindo que Aisha estava segura.Quando finalmente me afastei, percebi a expressão surpresa em seu rosto, mas também vi o brilho de felicidade em seu olhar. Ela sorriu, e aquele sorriso era tudo o que eu precisava para confirmar que ela estava bem. Aquela lycan virou meu mundo de ponta-cabeça.— Eu estive tão preocupado com você. — Murmurei, acariciando seu rosto com ternura. — Não consigo expressar o quanto estou aliviado por ver
Ela de fato era linda, e o mais importante, era minha. Minha boca voltou a encontrar a dela em um beijo possessivo, assim como eu e meu animal estávamos nos sentindo em relação a ela.Após satisfazer-me de sua boca, desci meus beijos pelo seu queixo, pescoço, clavícula e finalmente seus seios. Quando minha língua passou por um deles, eu a olhei e ela me observava com a boca um pouco entre aberta. Quando fechei minha boca em torno dele, Aisha a entreabriu ainda mais, e um som sexy escapou de sua garganta.Meu coração batia loucamente contra meu peito, e os sons que Aisha fazia causavam arrepios em minha pele. Meu lycan rugia desejosamente dentro de mim. A união entre companheiros era algo sagrado para minha raça. Nada podia enganar nosso lycan, e desde que coloquei os olhos em Aisha, ele sabia que ela pertencia a nós.Minha boca começou a explorar ainda mais seu corpo, beijando cada parte de sua pele até a barriga. Aisha segurava os lençóis daquela cama como se sua vida dependesse diss
Por quase um minuto inteiro, nós não fizemos absolutamente nada. Ficamos apenas ali, abraçados, tentando restabelecer nossas respirações. Como viemos parar contra a parede, foi algo sobrenatural. O sangue dela escorria pelo seu ombro e levei minha língua até ali, lambendo minha marca e fechando a ferida. Eu encarei Aisha, seus olhos ainda dourados, assim como sabia que os meus provavelmente ainda estavam pretos como obsidiana. Aquilo me fez ter a certeza de que ela não era uma loba defeituosa, apesar de nunca ter acreditado nessa possibilidade. Aquele alfa apenas não tinha o poder de transformá-la.Ela sorriu encantadoramente para mim. Há anos eu não me sentia tão vivo, tão poderoso e tão determinado. Determinado a manter essa lycan segura ao meu lado e a colocar o mundo aos pés dela, se fosse isso que ela desejasse. Beijei-a com devoção.— Você está bem? — Perguntei, após nossos lábios se separarem.— Estou. Foi maravilhoso, na verdade, foi mais que maravilhoso, foi incrível. — Ela
AISHAAo perceber que podia mudar o tratamento direcionado a lobos como eu, que não passaram pela transformação, uma onda de esperança e determinação tomou conta de mim. Sentia que, finalmente, poderia fazer a diferença na vida de outros que, assim como eu, eram considerados defeituosos.Martín não era um lobo ruim. Ele apenas havia sido mal influenciado. Isso me fez entender que as mudanças precisavam começar de dentro, e eu estava disposta a lutar por isso. Pensando em tudo que estava por vir, sabia que algumas normas eram essenciais para criar uma matilha respeitosa.Quando chegamos ao hall do hotel, encontramos com meu antigo alfa, Sr. Joseph, acompanhado de outro lobo que já tinha visto, inclusive esse lobo era amigo de Collin e em um determinado dia foi quem me defendeu dos amigos idiotas de Martín.— Bom dia a todos! É bom saber que você está bem, Aisha. — Sr. Joseph disse, e no mesmo momento farejou o ar, olhando-me intrigado.— Antes de seguirmos para o escritório, Joseph, qu
KIRONLamentava que Aisha tivesse que passar por tudo aquilo, mas queria que ela tivesse a total certeza de que eu estaria ao seu lado em cada passo. Não sabia distinguir ainda qual o sentimento mais predominante dela… se alívio ou se raiva, mas tinha total certeza de seu amor pelos pais que escolheram amá-la.— Você sabia disso, Sr. Joseph? — Ela perguntou para aquele lobo na sala.— Nunca desconfiei disso. Seus pais, quando voltaram da alcateia de seus avós maternos, voltaram com você recém-nascida nos braços de sua mãe. Ela amamentava você e a protegia como uma loba que havia terminado de ter seu filhote.Percebi a admiração no rosto daquele senhor, mas não só ele tinha aquele olhar, minha Aisha e Maximus também tinham a mesma admiração. Percebi, naquele momento, que certas situações não podem acontecer em doses homeopatas. Era como tirar um curativo… você arranca de uma vez só.— Acredito que já podemos encerrar essa reunião. Sinta-se à vontade para visitar seu filho, Sr. Joseph.