Olá meus queridos leitores! Voltei, e com esse romance maravilhoso, cheio de intrigas, pegação, segredos e muito humor. Venha acompanhar essa trama entre Cássia, o marido dela, Henrique e aquele guarda-costas tão sexy, Charles. Prepare-se para muitas descobertas e fortes emoções... Um forte abraço e proveitosa leitura.
A conexão entre eles era mais do que desejo, era algo intenso e inegável. Tudo o que existia era como seus corpos se encaixavam, como se fossem feitos um para o outro.Cássia respirou fundo, sentindo o peso do corpo de Charles sobre o seu, mas era um peso que ela não queria que desaparecesse.Seus dedos se entrelaçaram nos cabelos dele, puxando-o para mais perto, como se temesse que ele pudesse se afastar a qualquer momento. Seus lábios se encontraram novamente, em um beijo que era, ao mesmo tempo, doce e desesperado, como se ambos tentassem comunicar algo que as palavras não conseguiam expressar.— Charles... — Ela sussurrou, quebrando o silêncio entre eles, sua voz uma mistura de hesitação e necessidade.Ele parou por um instante, se afastando o suficiente para olhar em seus olhos. Seu rosto estava sério, mas havia uma sombra de dúvida que ainda o corroía.— Cássia... — Ele respondeu com a voz rouca. — Não deveríamos fazer isso.Ela sentiu um nó se formar em sua garganta, mas não de
Retirando sua calcinha com uma lentidão torturante, Charles ergueu o olhar para ela, e Cássia sentiu a respiração falhar. A ansiedade a fazia morder o lábio inferior com mais força do que deveria.Não se lembrava de nenhuma vez em que seu marido tenha feito isso com ela, e entendendo que ele estava prestes a fazê-lo a deixava à beira da loucura.Quando finalmente se viu completamente exposta, Charles abriu suas pernas com cuidado, e desviou o olhar para ela, como se estivesse prestes a adorar algo sagrado.— Linda. — Ele murmurou, sua voz carregada de admiração e desejo.Então, ele desceu.Assim que sua boca se fechou nela, Cássia arqueou o corpo, um gemido escapando de seus lábios. Charles a sugava com gosto, sua língua explorando cada centímetro, provocando ondas de prazer que a faziam se contorcer. Ele ergueu suas pernas, aprofundando o contato, e então introduziu dois dedos dentro dela, movendo-se em um ritmo que fez suas pernas tremerem.— Char... Charles… — O nome dele escapou d
Charles virou-se para Cássia, seu olhar intenso percorrendo cada detalhe de seu rosto. Com a ponta dos dedos, traçou suavemente o contorno de seu queixo, como se quisesse decorar cada milímetro dela. Ele queria beijá-la de novo e recomeçar. Mas, antes que ele pudesse sequer se inclinar, Cássia arregalou os olhos e sentou-se na cama num pulo, como se tivesse levado um choque. — Meu Deus! Esqueci completamente! Charles piscou algumas vezes, tentando acompanhar a mudança brusca de clima. — O quê? — perguntou, confuso. Cássia jogou a cabeça para trás e suspirou dramaticamente. — Quando você destruiu meu celular! Charles ainda não entendia aonde ela queria chegar, mas ao ouvir a palavra ‘celular’, automaticamente revirou os olhos. — Ah, lá vem você de novo com essa história... Cássia puxou o lençol que ainda estava dobrado sobre a cama e se enrolou nele, levantando-se com uma expressão de pura frustração. — Minha amiga estava me contando algo importante antes de você decidir trans
Charles franziu o cenho, sem esconder a surpresa. — Que pergunta é essa do nada? Você quer me contratar para outro serviço, é isso? — Ele olhou para ela rapidamente antes de voltar a atenção à estrada. Cássia ergueu uma sobrancelha, cruzando os braços. — Só estou curiosa.Charles soltou um suspiro, meio rindo. — Bom, se quer saber... Um colega meu comentou sobre o trabalho. Ele disse que tinha alguém precisando de proteção e perguntou se eu estava disponível. A princípio, achei que fosse algo simples, tipo vigiar um escritório ou escoltar um figurão até uma reunião. — E aí? — Cássia incentivou, inclinando-se ligeiramente em sua direção. — Aí eu fui me encontrar com Henrique numa cafeteria. Ele estava nervoso, meio paranoico até. Disse que andava recebendo ameaças, me mostrou umas cartas bem dramáticas, sabe? Tipo vilão de novela mexicana. — Nossa! — Cássia arregalou os olhos. — "Vou acabar com você, Henrique! Assinado: O Seu Maior Pesadelo." Algo assim? — Exatamente! — Charles
Cássia sentia o estômago revirar – e não era de fome. Se Henrique realmente teve acesso ao cofre dela, então tudo o que ela vinha acumulando ao longo dos anos, todas as provas das falcatruas, trambiques e safadezas do marido, agora estavam nas mãos dele. E isso significava uma coisa: ela estava ferrada. Enquanto remoía seus pensamentos catastróficos, Charles dirigia pela estrada que os levava a uma pequena cidade que parecia saída diretamente de um livro infantil. As casas eram todas pintadas em tons alegres, com jardineiras floridas nas janelas e varandas decoradas. Tudo muito pacato, tranquilo, um lugar onde a maior preocupação do dia provavelmente era decidir qual sabor de sorvete escolher na sorveteria local. Cássia observava tudo pela janela do carro. Na praça central, viu um banco na esquina, uma cafeteria do outro lado da rua e, no fim da avenida principal, uma loja de roupas. O lugar parecia tão calmo que ela se perguntou se alguém ali já tinha ouvido falar de corrupção, cha
Os dois se olharam como heróis de um filme de ação, e Cássia não pôde deixar de sorrir também, embora uma pontinha de ansiedade ainda a dominasse. Antes que ela tivesse chance de perguntar mais alguma coisa, Freire a interrompeu, voltando sua atenção para o balcão.— O que vão querer? — perguntou, com aquele sorriso malicioso que só ele sabia fazer.Cássia não perdeu tempo e respondeu de imediato:— Um telefone.Charles, sem hesitar, acrescentou no mesmo momento:— Uma cerveja.Cássia o lançou um olhar sério, tentando manter o controle da situação:— Você está dirigindo, esqueceu?Charles deu de ombros e, com uma expressão de quem não estava muito preocupado com isso, respondeu com um tom brincalhão:— Uma cerveja não vai me matar.Freire, que estava observando a troca de olhares entre os dois, ergueu uma sobrancelha, curioso. Ele olhou para Charles, esperando algum tipo de explicação, mas logo desistiu e apontou para o canto do balcão.— O telefone tá ali. — Ele indicou uma pequena m
Cássia sentiu o próprio coração disparar. Não era apenas um golpe baixo... Era um golpe nível vilão de novela mexicana. Ela engoliu em seco, ouvindo os soluços da amiga do outro lado da linha. — Molie, eu sinto muito por fazer você passar por isso... Molie fungou audivelmente, tentando recuperar a compostura. — Você não é culpada, Cássia. O Henrique, sim! Ele é um crápula ambicioso! Estava na TV se exibindo ao lado daquela assistente magrela! Cássia piscou algumas vezes, tentando absorver essa última parte. — O QUÊ?! A assistente estava com ele? Aquela... víbora?! Seu sangue ferveu instantaneamente, e por um instante, ela fantasiou com a imagem da mulher escorregando numa casca de banana bem em rede nacional. Mas, respirou fundo e tentou manter o controle. — Molie, amiga, não podemos perder o controle agora. — Seu tom era mais contido, mas ainda fervilhava de raiva. — Se o Henrique está fazendo esse show todo, é porque está tramando alguma coisa contra mim.— Óbvio! — Molie res
Charles percebeu que algo estava diferente no olhar dela. Ele inclinou ligeiramente a cabeça e perguntou, mudando de assunto: — Continua com fome? Cássia não respondeu de imediato. Ela estava ocupada demais tentando decidir se podia ou não confiar nele. Algo dentro dela dizia que Charles era um homem honrado, mas depois de tudo que tinha passado, ela não podia mais dar o benefício da dúvida a ninguém. A única forma de ter certeza era testá-lo. E ela faria isso. A partir de agora, cada palavra, cada movimento de Charles seria analisado. Decidida, Cássia respirou fundo e sorriu — um sorriso calculado. — Talvez. — respondeu, enigmática. Charles arqueou uma sobrancelha, desconfiado. Lian, por outro lado, olhou de um para o outro e riu baixinho. — Sei não, Charles. Mas acho que você tá ferrado.Charles tomou o último gole de sua cerveja, pousando o copo sobre o balcão com um leve tilintar. Então, se levantou com a postura firme de quem já decidiu seu próximo passo. — Vou indo, Frei