CAPÍTULO 15 Sophia Clark/Taylor Os dias foram passando, e algumas situações se repetindo. Hoje a Mayara e o Ricardo voltaram para a fazenda, mas ficaram uns cinco dias aqui. Nesse meio tempo, o Arthur está se comportando muito mais, não sei se é a influência do seu irmão que o ajudou, mas ele parece mais tranquilo. Pude trabalhar na empresa tranquilamente, tirando o fato de que eu ainda seja considerada a esposa do CEO, agora estou curiosa para saber como será o andamento das coisas, já que voltamos a ficar sozinhos naquele apartamento. — Você não quis me contar nada sobre a sua vida... — comentei com o Arthur no jantar. — Eu não gosto de falar sobre isso... — continuou comendo. — Tá bom, a escolha é sua... — O celular dele tocou. Ele olhou a tela e não atendeu. Eu continuei comendo, ele anda calado, não tentou mais nada. — Não vai atender? — pergunto. — Não... — levantou pegar um copo, e tocou de novo, então olhei
CAPÍTULO 16 Arthur Taylor A princípio eu acreditei que aquela moça estava mesmo em perigo. Mas, não demorou muito e eu saquei o jogo deles... aquele típico e antigo assalto, aonde alguém aparentemente está em perigo, e quando você vai ajudar ele te rouba, então depois que ela foi embora as pressas aí eu tive certeza, era realmente isso. Essa situação embaraçosa ativou algo em mim que nem eu sabia que ainda existia. Tive pânico ao perceber que a Sophia estava em perigo, o mesmo sentimento que senti pela minha mãe durante todos aqueles anos que ficamos presos em Roma, naquela máfia do figlio de puttana do Don Pieter. Senti a dor e o desespero que senti quando não consegui tirar a minha mãe de lá e fui preso, e a mesma dor quando aquele filho da mãe queria se aproveitar dela lá dentro. Mesmo sem estar mais participando desses tipos de treinamentos, existem coisas que ficam guardadas para sempre dentro da gente, e não tive dificuldade nenhuma em acaba
CAPÍTULO 17 Sophia Clark/Taylor Acordei abraçada com o Arthur, e foi estranho. Percebi um clima diferente, já não estou me sentindo uma prisioneira, ele tem me tratado bem, e no trabalho fico mais a vontade. Agora tenho caminhado pela empresa sozinha, sei que tem um segurança na portaria, lá perto da Mônica que fica de olho, mas finjo não saber disso, e fica melhor. O Hugo passa por mim, e nunca mais falou nada comprometedor, ele parece temer o Arthur. Mandei documentos para a impressora geral, só pra dar uma volta extra e ver mais gente. O problema é que tinha fila, e acabei ficando mais do que deveria lá, e demorou um tanto. Arrumei todos na ordem, e fui voltando para a nossa sala. Estava entreaberta, e quase caí pra trás quando vi uma mulher sentada em cima da mesa dele, com um vestido curto na cor rosa completamente erguido, e os seios de fora, completamente pra baixo. Olhei para o Arthur que estava bem perto com a mão na c
CAPÍTULO 18 Arthur Taylor Foi só a Sophia sair, e a Joana apareceu. — Me esqueceu, gato? — empurrou a minha cadeira pra trás, e ficou na minha frente. Puxou o seu vestido pra cima, e desviei os olhos. Joana é uma mulher linda, desimpedida, e sem problemas de ciúmes, só vem quando quer sexo, já conhece as regras, não encosta aonde não pode, e tudo certo... só que não... — Joana, você não me leve a mal, mas já deve ter notado que eu casei! Os boatos correm soltos por aqui... — movi a sobrancelha de um modo mais sério. — E, daí? Não sei porquê foi se amarrar, se aqui sempre teve todas... — veio com a mão na minha gravata, e não vou negar que ando precisando de sexo, aquela ruiva quer me matar engasgado com o próprio esperma. — Eu não quero, tá? Vou respeitar ela, como falei que iria... — a louca sentou na minha mesa, abriu as pernas, e não tive como não olhar para os seios dela expostos. — Tem certeza? Na mesma ho
CAPÍTULO 19 Sophia Clark/Taylor Senti uma adrenalina total no meu sangue quando desci por aquele elevador do prédio sozinha. Não imaginei que eu conseguiria sair dali, mas eu consegui. Me arrumei toda, e iria sair pra algum lugar, beber um pouco, relaxar a cabeça... mas pensando bem, tenho um cartão Black, sem senha, basta aproximar e pronto, então... posso voltar pra casa. Quando cheguei na recepção do prédio, avistei o armário grandalhão do Mauro, olhei para o chocolate que estava na minha bolsa preta, e vi que precisaria me desprender dele. Tinha um garotinho de aproximadamente uns seis anos próximo dos pais, e eu me abaixei conversando com ele. — Ei, garoto bonito! Aposto que você não tem coragem de pedir para aquele grandalhão ali abrir esse chocolate! Se conseguir é seu, mas não sei se consegue! — O intimei no seu ouvido, abaixada perto da última escada, e ele me olhou feio. — Eu sei abrir, já sou grande! Mas vou lá só p
CAPÍTULO 20 Arthur Taylor Demorei tempo demais para conseguir sair daquele lugar, e agora estava puto com aquela vizinha doida, que nem ouve as coisas direito, e faz confusão. Enquanto esperava a boa vontade da segurança do prédio, usei o localizador que tem no celular que dei pra ela, porém quando estava ativando, chegou notificação de pagamento de carro de aplicativo, e logo em seguida de um bar. Acho que nunca dirigi tão rápido na vida, e quando vi ela beijando outro, fiquei enfurecido. A minha vontade era mandá-la de volta, mas quem disse que consigo... parece que quanto mais ela me irrita, mais quero ser irritado. Decidi ignorar tudo, passar por cima do meu orgulho, e investir nessa mulher... ignorei o cara que estava com ela, ignorei o pau de borracha constrangedor, a fuga... nada me importa hoje, quero ela pra mim... A volta no carro foi divertida. Ela bêbada é um arraso, fica desinibida, alegre, de bem com vida, colocava
CAPÍTULO 21 Arthur Taylor Olhei o suficiente pra ela, e desejei com toda a minha alma possuí-la. O meu corpo estava implorando por alívio, desesperado pelo corpo perfeito dela. Mas um sorriso doce nos seus lábios, me desconcertou, e eu vi que não era justo fazer isso. Peguei ela nua no colo com muito cuidado, e ela beijou o meu pescoço... “figlia de puttana, se aproveitar que estou com o coração mole”, penso. Por poucos segundos, pude sentir a sua pele suave na minha, o seu cheiro de frutas vermelhas mais intenso, mas também senti cheiro de bebida, ela não estava completamente sóbria, e não sou um cafajeste como pensei que fosse, estou surpreso. Quando entrei no quarto, a coloquei na cama e ela deitou. Se ajeitou no travesseiro, parecia confortável, era linda e serena. Tirei a minha roupa, e deitei apenas de cueca ao lado dela, que veio se encostando nua em mim, me deixando louco. — Puta que pariu! Eu não dever
CAPÍTULO 22 Arthur Taylor Ao dirigir para o trabalho observei na cicatriz da minha mão... “eu só tinha treze anos!“ Penso, suspirando ao me lembrar. Flash back onn... — Não! Deixem ela em paz, eu vou conseguir matar ele, eu vou conseguir! — falei em desespero quando o Don me mostrou a filmagem com a minha mãe trabalhando, e homens prestes a estuprá-la. — Pois, não me pareceu que iria matar! Todo o dia a gente vem aqui... E VOCÊ NÃO APRENDE PORRA, NENHUMA! — levei uma chicotada na mão, que cortou de fora a fora na mesma hora. — Tem dez segundos para cortar a garganta daquele soldado! — Mas, ele é gente boa, não fez nada... — pegou o celular, e ligou. — Soldado, sabe a médica gostosa que está aí... — PARE! PARE! EU O MATO, NÃO MACHUQUEM ELA! — peguei a faca com fúria, tive que olhar para o soldado que eu conhecia e precisei matar, com força e raiva passei a faca na sua garganta, e foi aí que parte de mim começou a morrer, p