O vestido de noiva de Zara também era feito sob medida. Um dos melhores designers internacionais havia sido contratado, e cada detalhe foi costurado à mão. Considerando que ela estava grávida, o designer adicionou fitas ajustáveis na cintura, para que o vestido pudesse ser adaptado ao seu corpo naquele momento. A bainha do vestido estava incrustada com diamantes, que brilhavam intensamente sob a luz, como um céu estrelado deslumbrante. Mesmo que o coração de Zara estivesse frio e entorpecido, ao se ver refletida no espelho, ela não conseguiu evitar um instante de deslumbramento. Era a segunda vez que ela vestia um vestido de noiva, e o noivo era o mesmo homem. Na primeira vez, ela caminhou até ele cheia de alegria, carregando uma expectativa infinita e um entusiasmo ardente. Naquele momento, Orson era, para ela, como a luz da lua no céu noturno: brilhante, mas distante. Ela queria se aproximar, mas tinha medo de chegar muito perto. Era como o algodão-doce que desejava quando
Aquela mulher tinha uma figura extremamente magra, mas trazia consigo uma loucura incontrolável. No momento em que ela avançou, Zara, quase por instinto, protegeu imediatamente o próprio abdômen com as mãos. Um pânico avassalador tomou conta de Zara, inundando cada canto de sua mente. Ela se lembrou, no mesmo instante, da última vez que esteve com Fiona. Naquele dia, ambas estavam no alto de uma escada, e Fiona a empurrou violentamente. O sorriso insano que Fiona exibia agora era exatamente o mesmo de antes. Mas, dessa vez, a dor que Zara temia não chegou. Quando ela finalmente abriu os olhos, percebeu que os seguranças já haviam imobilizado Fiona no chão. — Me soltem! Orson! Eu te odeio! Zara, sua vadia! Foi você... É tudo culpa sua! Por que você voltou? Isso deveria ser meu, tudo isso sempre foi meu! Por que você não morreu lá fora? Você deveria estar morta! Vocês dois deveriam estar mortos! Fiona continuou a gritar, despejando uma série de insultos e maldições cheias de ódio
Quando Orson acordou, percebeu que estava no hospital. Ele piscou algumas vezes, e, à medida que sua consciência voltava, algo lhe veio à mente de repente. Ele tentou se levantar de imediato, mas uma dor lancinante rasgou seu corpo, vinda diretamente do ferimento. O rosto de Orson ficou ainda mais pálido, mas ele ignorou completamente a dor e começou a se virar para procurar alguém. — Sr. Orson! — Michel percebeu imediatamente o movimento dele e, sem pensar duas vezes, correu para segurá-lo, forçando-o a deitar-se novamente. — O senhor acabou de acordar, não pode se mexer assim! O ferimento pode abrir novamente! Orson, no entanto, não deu atenção às palavras de Michel. Ele agarrou o pulso do assistente com firmeza e perguntou: — Onde está a Zara? Onde ela está? Ela se machucou? — Fique tranquilo, senhor. Ela está bem, não sofreu nenhum ferimento. — Michel respondeu rapidamente. Assim que ouviu isso, Orson soltou um suspiro de alívio. Mas, logo em seguida, ele franziu o
Orson congelou no mesmo instante. Por um momento, ele até duvidou se tinha escutado corretamente. Só quando levantou a cabeça e viu Zara franzindo a testa para Michel, como se o estivesse repreendendo, ele teve certeza. — Ele não acordou há pouco tempo? — S-sim, senhora… Mas o médico já o examinou, Sr. Orson… — Michel ainda tentou explicar, mas ao olhar para Zara, sua voz foi diminuindo até sumir. — Desculpe, Sra. Harris. Zara não disse mais nada. Apenas caminhou até Orson e tomou os documentos que ele segurava. — Fiz um pouco de sopa cremosa de abóbora. — Disse ela. — Coma e depois descanse. Orson não respondeu. Zara pensou que ele estivesse irritado por ela ter tirado seus documentos. Mordeu levemente o lábio e continuou: — Você acabou de acordar, precisa descansar. Orson permaneceu em silêncio. Michel, por outro lado, soube exatamente o que fazer. Pegou os documentos, recuou e saiu do quarto, fechando a porta atrás de si. Orson não se importou. Seus olhos contin
Embora já tivessem feito coisas muito mais íntimas inúmeras vezes, naquele instante, Zara sentiu o calor subir por seu pulso, como se a pele queimasse. Assim que Orson afrouxou um pouco a mão, ela rapidamente puxou a sua de volta. Ele, no entanto, não disse nada. Apenas a olhou, esperando que ela continuasse a alimentá-lo. Sem alternativa, Zara retomou os movimentos. Dessa vez, Orson cooperou sem resistência, e em poucos minutos a tigela de sopa estava vazia. Mesmo assim, ele não parecia ter pressa em descansar. Apenas se recostou, observando Zara em silêncio. Ela ignorou seu olhar e abaixou a cabeça para organizar os recipientes. — Vou indo. Descanse bem. — Assim que terminou de falar, se virou para sair. Mas Orson a deteve novamente. — Qual a pressa? — Perguntou ele. — Fica um pouco comigo. Zara franziu levemente a testa e puxou sua mão devagar. No entanto, não foi embora de imediato. Hesitou por um instante antes de finalmente se sentar ao lado dele. Orson já es
Ela se virou imediatamente:— Você acordou? Assim que ela se aproximou, o semblante de Orson endureceu completamente. — Levei um susto enorme! Fiquei plantonando no pronto-socorro esses dias, estava uma correria tremenda! Hoje, finalmente consegui um tempo para olhar o celular e vi as notícias sobre você... Achei que tivesse acontecido algo grave! Ainda bem que você está bem. — Enquanto falava, os olhos de Lila ficaram ligeiramente vermelhos, como se tivesse chorado. Orson franziu a testa, claramente irritado. — O que você está fazendo aqui? — Vim te ver, claro. Não tinha ninguém aqui, eu acabei de sair do plantão e estava com sede, então pensei em pegar um copo de água. Mas, pelo visto, você já acordou! Quer água? Posso pegar para você... — Saia. — Antes que Lila pudesse terminar a frase e sentar-se, Orson respondeu de maneira seca e fria. Sua atitude fez Lila congelar no lugar. — Você não entendeu o que eu disse? — A voz de Orson ficou ainda mais cortante. O rosto de Li
Zara caminhou um pouco pelo lado de fora. Quando voltou, Marta já estava do lado de fora do quarto. Mas ela não tinha ido embora. Estava sentada perto da porta, claramente esperando por Zara. Sem escolha, Zara parou e olhou para ela. Marta sorriu. — Tudo bem? Zara assentiu. — Esses dias devem ter sido cansativos para você, cuidando do Orson. — Continuou Marta. — Ele não sossega nem assim, fica trabalhando o tempo todo. Você precisa me ajudar a ficar de olho nele. Zara pensou em dizer que a relação deles não era tão próxima a esse ponto, mas, diante do tom de Marta, apenas assentiu, meio rígida. — Eu sei. — Mesmo que o casamento de vocês não tenha acontecido como esperado, pelo menos isso serviu para vocês enxergarem o que realmente sentem um pelo outro. E isso já me deixa feliz. Marta segurou delicadamente a mão de Zara. — Quero que vocês fiquem bem. Promete? A seriedade em sua voz fez Zara prender a respiração por um instante. O olhar de Marta era firme e since
O calor dentro do quarto só terminou de vez duas horas depois. O som da água vindo do chuveiro preenchia o ambiente, enquanto Zara Garcia, após alguns minutos de descanso, finalmente se levantava da cama. Suas pernas ainda tremiam, e ela se abaixou para pegar as roupas espalhadas pelo chão. As ações dele naquela noite tinham sido um pouco mais intensas do que o habitual, a ponto de sua mente ainda parecer vazia. Tentou abotoar o pijama várias vezes, mas seus dedos trêmulos falhavam repetidamente. Logo, o homem saiu do banheiro. Sua figura era alta e imponente, os traços do rosto fortes sem perder a beleza. Envolto apenas por uma toalha amarrada na cintura, gotículas de água deslizavam lentamente por seus músculos definidos, escorrendo pelo abdômen até desaparecerem. Ao notar que Zara ainda estava ali, ele franziu levemente as sobrancelhas. Zara, por sua vez, evitou olhá-lo diretamente. Mantendo o olhar fixo no botão do pijama, continuou travando sua pequena batalha silenciosa