E ela agradecia muito ao amigo de Leon por sua descrição, e por não comentar nada do que aconteceu na noite anterior. Visto que infelizmente era notável até mesmo a distância a destruição que estava o bosque. Ela observou também que Leon já havia contratado homens para o replantio de algumas árvores ali, porém Lucie procurou não olhar muito para aquela direção visto que as lembranças da noite anterior ainda estavam na sua mente. Então voltando novamente a sua atenção para eles, e notou que o sorriso de Leon se tornou ainda mais bonito, e Lucie não deixou de observa os belos traços do rosto dele, de forma que a deixou extasiada. Porém, ficou corada quando novamente Leon a flagrou a observa-lo, e lhe sorriu malicioso. Ela ficou nervosa tanto que não ouviu a pergunta do amigo dele, e foi o próprio Leon quem teve que reformular a pergunta, quando ela falou encabulada: — Desculpa não ouvi sua pergunta, o que disse? — Sidney está bobo, com a cor do seu cabelo e dos seus olhos querida,
Porém, no momento que eles estavam falando sobre isso, uma jovem empregada que Lucie conheceu por nome de Amélie chegou até o terraço, com mais uma bandeja e perguntou a todos, aparentemente de forma nervosa, rápida e engraçada: — Desejavam mais croissant, pain au chocolat, geleias de frutas, pão com a manteiga, café, chá, chocolate quente ou suco de laranja senhores? — Sidney e Lucie se entre olharam e riram, Leon, porém franziu o cenho e perguntou: — Está nervosa Amélie? — a empregada, apenas baixou a cabeça, ele então ainda olhando para ela respondeu: — Obrigado, mas já estou satisfeito. — Sidney e Lucie também falaram a mesma coisa, nesse momento Leon sorriu para Lucie e falou: —Acho que Amélie está nervosa por sua causa querida. — Concordo com você amigo! Falou também Sidney, Lucie intrigada perguntou: — Por minha causa? por quê? — Acho que ela tem medo de lhe desagradar! — falou ele dando de ombros. — É verdade Amélie? Perguntou Lucie que sempre gostou de tratar t
Lucie ainda estava sorrindo quando então, parou para pensar:— Leon tem razão precisamos conversar, e com certeza também preciso para de ficar tão na defensiva quando estou com ele. É impossível viver essa eterna briga, mas por algum motivo Leon sempre consegue me aborrecer. Porém o que mais me aborrece são as próprias atitudes do meu corpo em relação a ele, e eu não sei explicar o porque...Ela ainda estava pensando nisso quando de repente foi interrompida por Amélie, que chegou e lhe perguntou:— Senhora deseja mais alguma coisa? — Lucie a encarou de forma seria, e olhou nos olhos da garota, para ver se via novamente aquelas coisas que viu anteriormente, porém nada aconteceu. Amélie, porém ficou aparentemente desconcertada e lhe perguntou apreensiva:— Algum problema senhora? — Lucie percebeu que como Leon comentou a moça estava com medo dela, de desagrada-la, por isso se levantou e lhe respondeu sorrindo:— Não Amélie, não há problema algum desculpe a forma como a encarei foi invol
Porém, antes deles se dirigirem para sala de janta, Lucie pegou os braços de Leon suavemente e falou: — Sim Leon gostaria de almoçar com você, porém antes você precisa saber que... bem tomei a liberdade de trazer Kassiani comigo, espero que não tenha problemas, sei que devia ter o consultado antes, mas é que Kassiani para mim é como uma mãe entendi? Ao fazer essa pergunta, Lucie esperou a resposta, mas quando percebeu que Leon ficou calado, imaginou que ele estava aborrecido com a sua decisão. Ele porém, estava absorto no toque suave de suas mãos, e automaticamente, sua mente o fez imaginar ela percorrendo o seu corpo todo com aquelas mãos pequenas e quentes e para manter seu instinto sobre controle, se forçou a encará-la. Só então Leon observou que os olhos dela mostravam um ar preocupado, então entendeu o porquê, por isso sorrindo a tranquilizou dizendo: — Claro que não chérie, não tem problema algum, na verdade eu que fui um tolo, pois deveria ter sugerido isso muito antes, af
Leon ficou surpreso quando chegaram, pois ela passou direto para a biblioteca de Chantilly. Ele a observou por um momento, os lábios curvando-se em um sorriso intrigado antes de perguntar: — Então você gosta da biblioteca de Chantilly? Lucie mal olhou para ele, os dedos deslizando pelas lombadas dos livros com uma familiaridade quase íntima. — Sim. Desde pequena, eu insistia para que meus pais me trouxessem aqui. Ela realmente parecia fascinada pelo lugar. Seus olhos brilhavam, e um sorriso quase inconsciente aparecia em seu rosto enquanto percorria as enormes estantes de livros antigos. Leon a acompanhava em silêncio, observando-a com atenção, até que, de repente, ela parou na seção de fantasia e começou a puxar volume após volume com uma urgência estranha. — O que você está procurando? — perguntou Leon, aproximando-se. Lucie hesitou. Naquele momento, ela estava desesperada por respostas—qualquer coisa que pudesse explicar os sonhos que a assombravam, as visões que não faziam
CAPÍTULO 26 – ESSA É A MINHA FORMA DE AMAR Leon não se intimidou com o olhar furioso dela. Seus próprios olhos queimavam com uma intensidade quase palpável quando respondeu, a voz grave e firme: — Sim, você precisava de proteção. Minha proteção. E quanto mais eu sabia sobre você, mais eu precisava te conhecer. — Ele inclinou-se para frente, os dedos se fechando lentamente, como se contivessem a necessidade de tocá-la. — Você sempre esteve tão sozinha, mon amour. Mas nunca fraquejou. Nunca abandonou seus estudos, nunca desistiu... mesmo quando seu pai te consumia viva. Lucie sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ele sabia tudo. Cada detalhe. Cada fraqueza. — Você também investigou meu pai? — perguntou, a voz saindo mais cortante do que pretendia. Leon não desviou o olhar. — Ele te deixava vulnerável. Seus vícios, suas dívidas... Eu sabia que você estava em perigo. Por isso mandei meus homens te vigiarem. Ela se levantou de um salto, as mãos tremendo de raiva. — Maldiç
Ao pegarem a estrada e voltarem de seu passeio pelo castelo Chantilly, o sol começava a se pôr no horizonte, lançando um brilho dourado sobre o cenário. Lucie observou como Leon manuseava o volante com habilidade, e comentou: — Você é um excelente motorista! Papai sempre diz que eu dirijo como um piloto de fórmula 1 que não tem medo de morrer!" Leon riu, seus olhos brilhando com diversão, ele estava adorando aqueles momentos de paz com Lucie e queria aproveitar ao máximo, então comentou: — Deus, então você é uma barbeira?! Que bom que fiquei sabendo. Dessa forma, não vou deixar você pegar meu carro nunca! Lucie sorriu, sentindo-se à vontade com a brincadeira. — Acho que sim. Na verdade, tive que aprender a dirigir nosso carrinho para poder tirar meu pai de suas encrencas. Mas com o tempo, até nosso carro, ele também perdeu!" Nesse momento a sua voz vacilou, e ela virou o rosto para o lado, tentando esconder as lágrimas que começavam a se formar em seus olhos. E naquele mome
Ela tentou empurrá-lo, mas ele era mais forte, e manteve a sua mão sobre seu peito. Ela com raiva das suas provocações falou: — Tudo que sei Leon é que… é que você é muito exibido! Saiu do banheiro sem roupas, de propósito isso pra mim não parece ser decente! Leon deu uma enorme gargalhada e então ainda segurando a cintura dela falou: — Querida somos marido e mulher, porém fico excitado quando você fala como uma colegial! E age como uma noviça. Ela se aborreceu com a sua piada e respondeu contrariada: — Talvez porque ainda sou uma "criança" segundo a sua "amiguinha"? Ele riu ainda mais, então a apertou em seus braços, falando: — Está com ? — É bem mais prepotente do que eu pensei, se pensa isso! Nunca vou sentir ciúmes de você! Falando numa voz rouca, Leon respondeu: — Ciúmes talvez não, mas desejo sim. Vou dizer uma coisa pra você linda: o que estou sentindo agora, aqui em meus braços, tremendo de desejos e tesão, não é uma criança e sim uma mulher plenamente desen