Yasmin AyalaEu bato freneticamente no vidro do carro, a angústia e o desespero crescendo dentro de mim.—— Me deixa sair daqui, me deixa em paz! —— grito, minha voz falhando enquanto luto para manter o controle.Aleksey não responde. De repente, sinto seus lábios colidirem com os meus, sem me dar tempo para processar ou resistir. Meu corpo inteiro fica tenso, e eu tento resistir. Tento. Mas quando sua língua invade minha boca, algo em mim cede, como se o peso do que sinto me arrastasse para o fundo. O gosto dele é avassalador, e, antes que eu possa pensar em mais nada, estou retribuindo o beijo, como se a necessidade de respirar fosse secundária.Seu toque é insistente, suas mãos explorando cada pedaço do meu corpo com uma fome que eu também sinto, mas tento ignorar. Um gemido escapa de mim involuntariamente, meus dentes capturando seu lábio inferior em um momento de frustração e desejo.Eu deveria detê-lo. Eu deveria gritar, sair correndo, fazer qualquer coisa para fugir dessa loucu
Aleksey Markovic Hoje o dia está maravilhoso, não acham? Sentindo uma satisfação que há muito tempo não experimentava. Meu corpo está leve, meus pensamentos claros, e uma sensação de vitória me preenche. Tudo saiu melhor do que eu esperava. Ontem à noite, Yasmin se entregou de uma forma que eu não podia ter planejado melhor. Ela estava vulnerável, confusa, e eu soube exatamente como agir. Sempre soube, principalmente depois do que ouvi no quarto dela e o facto de ter escutado todas as confissões dela para o padre. Levanto-me da cama em silêncio, tomando cuidado para não acordá-la. Do outro lado do quarto, Yasmin ainda dorme, os lençóis cobrindo metade do seu corpo, os cachos espalhados pelo travesseiro. Um sorriso lento se forma nos meus lábios. Foi fácil. Mais fácil do que eu imaginava. Ela já está esquecendo o que fiz, as ameaças aos pais. Agora, ela está aqui, confiando em mim, sem sequer perceber o quanto a manipulei.Vou até a cozinha, preparando um café simples — forte, do jei
Yasmin AyalaPassam duas semanas desde que eu e Aleksey resolvemos tentar ter um relacionamento, confesso que não está sendo, ele é intenso demais, gostoso demais. Mas acima de tudo, ele é muito controlador. Não me deixa falar com pessoas do sexo oposto, fica irritado quando não chego na hora marcada em casa e me obrigou a deixar o meu trabalho na lanchonete. Ele está sendo muito insuportável. Mika, diz que esses são sinais de um relacionamento abusivo, mas eu prefiro não pensar assim, apesar de ser muito bipolar, ele é um cavalheiro também. Ele faz tudo, ele respira por mim. — Está atrasada — Aleksey informa assim que abro a porta da sala, ele está sentado no sofá da sala, está assustadoramente sexy. — Desculpe-me tive um contratempo no caminho para casa, mas já estou aqui — retruco me aproximando dele. Coloco as minhas mãos ao redor de seu pescoço e roubo um beijo dele, eu tinha intensão de dar um beijo simples nele, mas com Aleksey, nenhum beijo é simples, sempre se transforma u
Aleksey MarkovicAinda sinto o calor da noite que passei com Yasmin. Cada toque, cada sussurro naquela madrugada, permanece vivo na memória, como se os lençóis tivessem absorvido a própria essência do nosso amor. Enquanto o amanhecer despontava timidamente sobre São Petersburgo, eu me encontrava imerso em pensamentos que mesclavam o êxtase da paixão com a fria determinação que o meu mundo exige. Afinal, não há tempo para devaneios quando se carrega o fardo – e o privilégio – de ser o haquer da Bratva e o braço direito do destino, sempre ao lado do Pakhan Aleksander Petrov.Ainda envolto na aura de Yasmin, caminhei até a sala de reuniões da minha mansão, onde Ruan, meu fiel aliado e confidente, já aguardava. Seus olhos, sempre atentos e calculistas, demonstravam que ele estava pronto para receber as instruções que selariam o rumo do nosso próximo capítulo. Com um leve sorriso que disfarçava a seriedade do momento, falei:.— Ruan, hoje a noite foi uma vitória dos sentidos, mas o dia nos
Yasmin Ayala Acordo cedo naquele dia cinzento de São Petersburgo. O relógio na parede sussurra os primeiros instantes do amanhecer, e meus pensamentos se misturam entre o cansaço da noite passada e a inquietação que me acompanha desde que me mudei para a casa de Aleksey. Embora ele tenha me proibido de voltar a trabalhar na lanchonete de Mona, a lembrança daquele lugar, com seus aromas de café fresco e o barulho animado das conversas, me chama com uma força que não consigo ignorar. Sinto uma necessidade urgente de reatar com a minha antiga rotina, de provar a mim mesma que ainda sou dona do meu destino.Enquanto me preparo, o sol tímido penetra pelas janelas da casa, desenhando sombras delicadas sobre os móveis. Cada gesto meu carrega a marca de uma revolta silenciosa: a vontade de ser livre, mesmo sob as ordens do homem que agora divide meu lar. Aleksey pode comandar impérios, mas não consegue controlar as minhas escolhas. Hoje, decido que vou, sim, seguir para o trabalho na lanchon
Aleksey Markovic Faz dias que estou planejando por este momento, hoje Yasmin será minha, de hoje não passa, hoje eu vou comer a boceta dela. Hoje eu vou reclamar o que me pertence por direito.— Aleksey, o que é isso? — Yasmin parece apreensiva e com medo.— Hoje minha raposinha, você vai conhecer um lado meu que nunca viu, hoje eu vou reclamar a sua virgindade — sussuro me aproximando dela. — Você quer a minha virgindade? — Yasmin faz uma cara de inocente ao me encarar e se aproximar de mim. — Quero, quero muito — concordo me aproximando dele. — Então, venha buscar — Yasmin adora se fazer de inocente. — Muito bem, Yasmin. Se é isso que você deseja, eu vou entrar no jogo — Eu começo, minha voz assumindo um timbre rico e autoritário, condizente com o caráter dominante que ela adora e me atribuiu. — Você se encontra em uma posição bem precária, não é? Sozinha com um homem que tem seu destino em suas mãos, depois de voluntariamente assinar sua inocência para ele. — Nós dois sabe
Yasmin Ayala Acordei com o som suave da brisa batendo nas cortinas de seda do quarto. A luz do sol entrava em frestas douradas, iluminando o ambiente com uma suavidade que parecia quase irreal. Meus olhos se abriram lentamente, e por um breve momento, tudo parecia perfeito. Até que a memória da noite anterior veio à tona, como uma onda que me arrastava de volta à realidade.Eu havia confessado. As palavras escaparam dos meus lábios como um segredo guardado por muito tempo, e agora não havia como voltar atrás. "Eu te amo, Aleksey." A simples lembrança me fez corar, e meu coração acelerou como se ele estivesse ali, naquele exato momento, ouvindo tudo de novo. Eu me sentia exposta, vulnerável, como se tivesse entregue uma parte de mim que nunca deveria ter visto a luz do dia.Virei-me na cama, cobrindo o rosto com as mãos. "O que eu fiz?", pensei, envergonhada. Aleksey era um homem poderoso, acostumado a controlar tudo ao seu redor. E eu, Yasmin, uma mulher comum, havia jogado meus sent
Aleksey Markovic A luz do banheiro refletia no espelho embaçado, e eu observava Yasmin enquanto ela se arrumava, seu cabelo ainda úmido da rápida ducha que tomamos juntos. Ela estava radiante, e eu não pude evitar um sorriso de satisfação ao ver como ela se entregava completamente a mim. Finalmente, ela estava onde eu queria: nas minhas mãos. Tudo havia saído exatamente como eu planejei. A confissão dela, a manhã juntos, os presentes que dei a ela — tudo fazia parte de um jogo que eu controlava com maestria.— Você está linda — eu disse, aproximando-me dela e envolvendo-a pelos ombros. Ela sorriu, corando levemente, e eu senti uma pontada de prazer ao ver como ela ainda se sentia vulnerável perto de mim. Era exatamente o que eu queria.— Obrigada — ela respondeu, sua voz suave como um sussurro. — Você não precisa dizer isso.— Claro que preciso — eu retruquei, meu tom de voz firme, mas carregado de uma doçura calculada. — Você é minha, Yasmin. E eu sempre vou cuidar de você.Ela olho