Aleksey MarkovicAinda sinto o calor da noite que passei com Yasmin. Cada toque, cada sussurro naquela madrugada, permanece vivo na memória, como se os lençóis tivessem absorvido a própria essência do nosso amor. Enquanto o amanhecer despontava timidamente sobre São Petersburgo, eu me encontrava imerso em pensamentos que mesclavam o êxtase da paixão com a fria determinação que o meu mundo exige. Afinal, não há tempo para devaneios quando se carrega o fardo – e o privilégio – de ser o haquer da Bratva e o braço direito do destino, sempre ao lado do Pakhan Aleksander Petrov.Ainda envolto na aura de Yasmin, caminhei até a sala de reuniões da minha mansão, onde Ruan, meu fiel aliado e confidente, já aguardava. Seus olhos, sempre atentos e calculistas, demonstravam que ele estava pronto para receber as instruções que selariam o rumo do nosso próximo capítulo. Com um leve sorriso que disfarçava a seriedade do momento, falei:.— Ruan, hoje a noite foi uma vitória dos sentidos, mas o dia nos
Yasmin Ayala Acordo cedo naquele dia cinzento de São Petersburgo. O relógio na parede sussurra os primeiros instantes do amanhecer, e meus pensamentos se misturam entre o cansaço da noite passada e a inquietação que me acompanha desde que me mudei para a casa de Aleksey. Embora ele tenha me proibido de voltar a trabalhar na lanchonete de Mona, a lembrança daquele lugar, com seus aromas de café fresco e o barulho animado das conversas, me chama com uma força que não consigo ignorar. Sinto uma necessidade urgente de reatar com a minha antiga rotina, de provar a mim mesma que ainda sou dona do meu destino.Enquanto me preparo, o sol tímido penetra pelas janelas da casa, desenhando sombras delicadas sobre os móveis. Cada gesto meu carrega a marca de uma revolta silenciosa: a vontade de ser livre, mesmo sob as ordens do homem que agora divide meu lar. Aleksey pode comandar impérios, mas não consegue controlar as minhas escolhas. Hoje, decido que vou, sim, seguir para o trabalho na lanchon
Aleksey Markovic Faz dias que estou planejando por este momento, hoje Yasmin será minha, de hoje não passa, hoje eu vou comer a boceta dela. Hoje eu vou reclamar o que me pertence por direito.— Aleksey, o que é isso? — Yasmin parece apreensiva e com medo.— Hoje minha raposinha, você vai conhecer um lado meu que nunca viu, hoje eu vou reclamar a sua virgindade — sussuro me aproximando dela. — Você quer a minha virgindade? — Yasmin faz uma cara de inocente ao me encarar e se aproximar de mim. — Quero, quero muito — concordo me aproximando dele. — Então, venha buscar — Yasmin adora se fazer de inocente. — Muito bem, Yasmin. Se é isso que você deseja, eu vou entrar no jogo — Eu começo, minha voz assumindo um timbre rico e autoritário, condizente com o caráter dominante que ela adora e me atribuiu. — Você se encontra em uma posição bem precária, não é? Sozinha com um homem que tem seu destino em suas mãos, depois de voluntariamente assinar sua inocência para ele. — Nós dois sabe
Yasmin Ayala Acordei com o som suave da brisa batendo nas cortinas de seda do quarto. A luz do sol entrava em frestas douradas, iluminando o ambiente com uma suavidade que parecia quase irreal. Meus olhos se abriram lentamente, e por um breve momento, tudo parecia perfeito. Até que a memória da noite anterior veio à tona, como uma onda que me arrastava de volta à realidade.Eu havia confessado. As palavras escaparam dos meus lábios como um segredo guardado por muito tempo, e agora não havia como voltar atrás. "Eu te amo, Aleksey." A simples lembrança me fez corar, e meu coração acelerou como se ele estivesse ali, naquele exato momento, ouvindo tudo de novo. Eu me sentia exposta, vulnerável, como se tivesse entregue uma parte de mim que nunca deveria ter visto a luz do dia.Virei-me na cama, cobrindo o rosto com as mãos. "O que eu fiz?", pensei, envergonhada. Aleksey era um homem poderoso, acostumado a controlar tudo ao seu redor. E eu, Yasmin, uma mulher comum, havia jogado meus sent
Aleksey Markovic A luz do banheiro refletia no espelho embaçado, e eu observava Yasmin enquanto ela se arrumava, seu cabelo ainda úmido da rápida ducha que tomamos juntos. Ela estava radiante, e eu não pude evitar um sorriso de satisfação ao ver como ela se entregava completamente a mim. Finalmente, ela estava onde eu queria: nas minhas mãos. Tudo havia saído exatamente como eu planejei. A confissão dela, a manhã juntos, os presentes que dei a ela — tudo fazia parte de um jogo que eu controlava com maestria.— Você está linda — eu disse, aproximando-me dela e envolvendo-a pelos ombros. Ela sorriu, corando levemente, e eu senti uma pontada de prazer ao ver como ela ainda se sentia vulnerável perto de mim. Era exatamente o que eu queria.— Obrigada — ela respondeu, sua voz suave como um sussurro. — Você não precisa dizer isso.— Claro que preciso — eu retruquei, meu tom de voz firme, mas carregado de uma doçura calculada. — Você é minha, Yasmin. E eu sempre vou cuidar de você.Ela olho
Yasmin Ayala O motor da Ferrari roncou suavemente enquanto eu dirigia pelas ruas de São Petersburgo, o vento batendo no meu rosto e o sol brilhando intensamente no céu azul. Era um dia lindo, mas minha mente estava longe de estar em paz. Apesar de tudo o que Aleksey havia feito por mim — a Ferrari, a loja de grife, o jatinho —, eu ainda me sentia como se estivesse vivendo um sonho que poderia acabar a qualquer momento. E havia algo em mim que não conseguia confiar completamente nele. Talvez fosse o jeito como ele me olhava, como se eu fosse uma peça em um jogo que só ele entendia.Decidi sair para espairecer, mas sem que Aleksey soubesse. Ele estava ocupado na empresa, e eu não queria perturbar. Além disso, havia algo que eu precisava fazer: visitar Mona na lanchonete onde ela trabalhava. Mona era uma das poucas pessoas que ainda me tratava como uma pessoa normal, e eu precisava disso hoje.Estacionei a Ferrari em frente à lanchonete, tentando ignorar os olhares curiosos das pessoas
Aleksey MarkovicO dia havia sido longo e cheio de negociações, reuniões e planejamentos. Cada minuto fora dedicado a consolidar meu império, a garantir que cada peça do quebra-cabeça estivesse no lugar certo. Mas, ao final do dia, havia uma única coisa que ocupava minha mente: Yasmin. Ela era meu refúgio, meu porto seguro em meio ao caos que eu mesmo criava. E, ao entrar em casa, fui recebido por uma cena que fez meu coração acelerar.A sala estava iluminada apenas pelo brilho suave de velas, dispostas estrategicamente pela mesa de jantar. O aroma de comida fresca e flores enchia o ar, e eu senti um sorriso se formar em meus lábios. Yasmin estava ali, no centro da sala, vestindo um vestido elegante que destacava suas curvas de uma forma que só ela conseguia. Seus olhos brilharam ao me ver, e ela se aproximou com passos leves.— Aleksey — ela disse, sua voz suave como um sussurro. — Bem-vindo ao lar.— Yasmin — eu respondi, envolvendo-a em um abraço apertado. — O que é tudo isso?Ela
Aleksey Markovic As águas cristalinas das Maldivas refletiam o céu azul, criando um cenário de tirar o fôlego. Yasmin estava deitada em uma espreguiçadeira na varanda do bangalô, com um chapéu de sol e óculos escuros, aproveitando o calor do sol. Eu a observava de dentro do quarto, minha mente longe da tranquilidade do paraíso. Dois meses haviam se passado desde que começamos nossa viagem, e, embora tudo parecesse perfeito na superfície, uma tempestade se formava dentro de mim.Yasmin havia se tornado uma parte essencial da minha vida. Ela era minha companheira, minha confidente, minha paixão. Mas, nos últimos dias, algo havia mudado. Ela começara a receber chamadas estranhas, sempre se afastando para atendê-las, murmurando em uma língua que eu não entendia. No início, eu ignorei, atribuindo isso a amigos ou familiares distantes. Mas, à medida que as chamadas se tornavam mais frequentes, minha desconfiança crescia.E havia outra coisa. Aleksander Petrov, o líder da Bratva, estava fi