Ela fumava de maneira especialmente sedutora, soltando fumaça de um jeito que tocava o sensual, até mesmo Jaqueline, uma mulher, se sentia perturbada ao ver. Se fosse um homem, teria se apaixonado."É difícil entender por que Fábio tratou Nádia de tal maneira no passado. Com uma beleza tão grande diante dele, como ele não a valorizava? Realmente faz jus ao dizer: quando um homem quer trair, não importa se sua esposa é um anjo, isso não faz diferença, porque ele nunca tentou estar com alguém feio."Jaqueline não sabia porque riu.Nádia deu uma tragada no cigarro e soltou a fumaça:— Não, continua igual.Jaqueline perguntou, confusa:— Então por que ele...— Por que ele estava aqui, e por que nossa relação é tão ambígua?Jaqueline sorriu constrangida.— Se você não quiser falar, tudo bem, não precisa.— Não tem nada que não possa ser dito. — Nádia sacudiu a cinza do cigarro. — As pessoas têm suas necessidades, eu não posso ficar sozinha o tempo todo, manter algumas relações especiais nã
— Há muitas coisas influentes neste mundo. — Nádia disse friamente. — Você também perdeu seus pais quando era criança. Não é sempre dito que crianças órfãs tendem a se desviar facilmente? Mas eu vejo que você está bem, não se desviou.Ouvindo o tom gelado de Nádia, Jaqueline ficou um pouco incrédula por um momento e logo falou:— Isso é porque eu tinha o amor da minha avó, então, mesmo que meus pais biológicos tenham falecido, eu ainda recebi muito carinho. Eu não estou sozinha, mas Roberto é diferente, ele tinha pais, mas quando ele era pequeno, seu pai se afastou de sua mãe, e sua mãe...Jaqueline percebeu que estava se deixando levar pela emoção e, se continuasse, provavelmente as palavras seriam bastante desagradáveis.Ela não queria começar uma briga com Nádia, ela estava ali para se reconciliar, não para discutir.— O que houve com a mãe dele? — Nádia perguntou, com um tom um pouco frio, fixando o olhar nela. — Continue falando.Vendo que Jaqueline permanecia em silêncio, Nádia f
— Por favor, você é a mãe biológica dele, o que tem a temer? Ele é seu filho. — Jaqueline realmente não entendia, ela sentia que Nádia talvez tivesse esquecido como ser mãe.Nádia virou a cabeça e lançou um olhar para ela:— Eu quase esqueci que você agora também é mãe. — Seu olhar pousou na barriga de Jaqueline. — Você ainda não pretende contar?Jaqueline colocou as mãos na própria barriga, balançando a cabeça:— Eu falei para a vovó que vou viajar.Nádia respondeu:— Parece que você vai esconder isso até o fim.— Mãe, obrigada por ter me ajudado a esconder.Nádia sempre soube da situação, mas nunca falou para ninguém, mostrando que ela era uma pessoa de palavra.Indiferente, Nádia disse:— Já que prometi não contar, naturalmente não falaria, e eu sabia que, se eu contasse, seria ainda mais difícil para você. Mas você planeja nunca contar ao Roberto que ele tem um filho?— Vamos falar sobre o futuro no futuro. Agora, só quero ter meu filho sozinha e decidir depois. Se ele souber agora
Jaqueline de repente agarrou a manga de Nádia, chacoalhou ela com força e, desesperada, balançou a cabeça, murmurando silenciosamente com os lábios:— Pergunte a ele quando ele estará livre, você pode esperar.O canto da boca de Nádia tremeu, ela tossiu secamente e apagou o cigarro que segurava na mão:— Então, quando você estará livre? Não pode estar sempre ocupado.— Estou sempre ocupado, não tenho tempo.A recusa impiedosa fez Nádia franzir levemente as sobrancelhas, sentindo uma pontada de dor no coração ao perceber que Roberto não desejava jantar com ela, nem ver sua mãe.Antes que Jaqueline pudesse intervir, Nádia tentou mais uma vez:— Você realmente não tem tempo? Nem mesmo meia hora?— Desculpe, não.Nádia apertou o telefone em sua mão, forçou um sorriso amargo e disse:— Tudo bem, então. Você está ocupado, não vou incomodar.Quando Nádia estava prestes a desligar o telefone, Jaqueline rapidamente pegou o celular dela e falou para a pessoa do outro lado:— Roberto.Ao ouvir se
— Então está bem, agora vou passar o telefone para sua mãe, e vocês combinam um horário.Jaqueline devolveu o celular para Nádia.Nádia ainda estava se recuperando da intervenção de Jaqueline quando pegou o celular e o encostou ao ouvido.Roberto falou algo do outro lado da linha, e Nádia concordou com a cabeça:— Tudo bem, estou ciente. Então está combinado. Até logo.Após desligar, Nádia se virou para Jaqueline e disse:— Eu e ele já marcamos o horário e o local.Jaqueline suspirou aliviada, ela apenas tentou, sem realmente esperar que funcionasse.— Que bom, só espero que vocês possam ter uma boa conversa quando chegar a hora, e por favor, não briguem. Vocês já perderam tempo demais, devem valorizar cada momento juntos, afinal, vocês são mãe e filho. Eu sei que você ama muito seu filho e sei que Roberto precisa muito de você.Nádia se sentiu um pouco envergonhada:— Talvez eu realmente não saiba como ser uma mãe, estou presa demais no meu próprio mundo, vivi metade da minha vida e a
Jaqueline, por um momento, não soube o que dizer. Ela sentiu que fazia sentido, incapaz de argumentar.— Você ainda quer ver? — Perguntou Nádia.Jaqueline assentiu com a cabeça:— Quero ver, posso levar esses de volta comigo?— Não precisa, você pode ver aqui e ir embora quando terminar. Levar tudo isso seria cansativo.— Mas... — Jaqueline folheou os materiais na caixa. — É muita coisa, eu poderia passar o dia inteiro olhando e ainda não terminar. Além disso, preciso analisar, pensar, pesquisar, acho que...— Não se preocupe, você pode ficar aqui, afinal, temos tudo o que você precisa, pode usar diretamente. Ah, e tem comida na geladeira, você pode cozinhar algo para o almoço hoje ou pedir algo. Tenho que sair agora, mas quando voltar, trarei algumas roupas íntimas limpas para você.Já que Nádia havia dito isso, para facilitar, Jaqueline só pôde concordar:— Obrigada, mãe.Jaqueline olhou para aquela caixa de materiais, tremendo um pouco. Ela teria que passar a noite acordada ali.
Jaqueline sorriu e assentiu: — Tudo bem. — Com tanto material, você descobriu alguma coisa? — Perguntou Nádia. Jaqueline respondeu: — Os dados deles são muito bem elaborados, é tudo perfeito demais. Mas eu não acredito que uma empresa tão grande, que cresceu tão rapidamente, não tenha nenhum problema. Às vezes, quanto mais perfeito algo parece, mais problemas escondidos podem existir. — Ela continuou. — Além disso, as ações do Grupo Nuvem Branca estão muito valorizadas. Tenho a impressão de que ele já virou alvo de empresas que praticam venda a descoberto. Nádia sorriu levemente: — Bom, muito promissor, mas às vezes só a intuição não basta. Você precisa de provas concretas para convencer as pessoas. Jaqueline assentiu: — Entendido, vou continuar investigando. Nádia acrescentou: — Não precisa ter pressa. Faça as coisas com paciência. Qualquer trabalho bem feito requer calma. Jaqueline respondeu: — Entendi. — Mas... — Disse Nádia, com certa curiosidade. — Você e
Nádia também não tinha certeza sobre isso, ela sentia que Roberto gostava de Jaqueline, gostava muito. Mas os comportamentos de Roberto eram confusos. Ela também não queria dar esperanças vazias para Jaqueline, se estivesse errada, poderia facilmente magoá-la. Afinal, eles já estavam divorciados, então o que Roberto pensava já não importava mais.— É, também não entendo o que cegou os olhos de Roberto. Aquela Ângela, eu realmente não vejo o que ela tem de bom. A mulher que Fábio gostava no passado, pelo menos, era uma mulher talentosa.Jaqueline sorriu levemente:— Talvez Roberto tenha encontrado a pessoa certa, não importa como ela seja, ela consegue tocá-lo.Ela pensava que para gostar de alguém realmente não havia qualquer razão ou lógica, é simplesmente gostar, mesmo que possa parecer ridículo para os outros.— E você? Você gosta do Roberto? — Perguntou Nádia.O coração de Jaqueline começou a bater freneticamente. Nádia a encarou:— O que foi?— Mãe, nós já nos divorciamos, nad