Capítulo 3
Após meio mês, Dimitri finalmente voltou para casa.

Ele abriu a porta com violência e gritou:

— Iolanda, apareça agora!

Ele abriu uma porta após outra, mas não conseguiu me encontrar.

O rosto de Dimitri, já sombrio, ficou ainda mais obscuro.

Enquanto ordenava que seus subordinados me procurassem, ele disse em um tom ameaçador:

— Iolanda, se decidiu fugir, é melhor que tenha ido embora para bem longe. Caso contrário, quando eu te encontrar, quebrarei suas pernas.

Mas a mulher cujas pernas ele queria quebrar estava bem na frente dele.

Pouco tempo depois, um dos subordinados enviou uma localização.

A expressão de Dimitri se tornou gradualmente aterrorizante. Olhei, confusa, até perceber que era a casa de Mário.

— Presidente Dimitri, a última ligação da Sra. Castro foi para o Sr. Mário. Mas o Sr. Mário afirmou que não a viu. Suspeitamos que ele tenha sequestrado a Sra. Castro.

Dimitri respondeu com frieza:

— Estou indo.

Dimitri dirigiu em alta velocidade até a casa de Mário.

Com o rosto fechado, ele bateu na porta trancada com força.

Uma vez, duas vezes, e na terceira tentativa, a porta foi aberta.

Mário apareceu com um rosto sereno, mas com um hematoma arroxeado sob os olhos.

— O que você quer?

Dimitri soltou uma risada fria:

— Você escondeu minha esposa. O que acha que eu quero?

Mário permaneceu impassível, como se já não tivesse mais vontade de viver.

— Eu não a escondi. Ela já está morta. O crematório não te avisou para buscar as cinzas?

— Ela até pediu para você ajudá-la a atuar? Parece que desta vez Iolanda está realmente decidida a me evitar.

Dimitri não acreditava que eu estivesse morta. Ele estava convencido de que aquilo era mais uma das minhas armadilhas.

Ele ergueu a cabeça e olhou para dentro da casa, gritando:

— Iolanda, não ache que, com o Mário te protegendo, você vai escapar do aniversário de morte da minha mãe. Vou contar até três. Se você não sair, não me culpe por perder a paciência.

Três, dois, um.

Quando terminou de contar, Dimitri deu um chute forte em Mário e ordenou que seus subordinados entrassem para me procurar.

Mário caiu no chão. Seu rosto sereno foi tomado por uma sombra de raiva.

— Dimitri, Iolanda já está morta. Você mesmo pegou as cinzas, esqueceu? Ela está morta, morta há vários dias!

Com raiva, Mário agarrou Dimitri pela gola da camisa e o empurrou contra a parede.

A expressão de Dimitri era sombria e sarcástica:

— Até agora você ainda quer protegê-la, Mário? Você realmente é um romântico incurável. Que pena que ela já foi usada por mim até a exaustão. Quando eu me cansar dela, se você ainda estiver interessado, talvez eu considere dá-la para você. Mas, por enquanto, não dá. Ela ainda precisa ir ao túmulo da minha mãe se ajoelhar e pedir perdão. Não pode ficar com você ainda.

O rosto de Mário ficou vermelho de raiva, descendo pelo pescoço. Ele segurou a gola de Dimitri com força e disse entre os dentes cerrados:

— Dimitri, você é um desgraçado.

Ele deu um soco forte no rosto de Dimitri, que soltou um gemido de dor.

De repente, os dois começaram a trocar golpes violentos, socos e chutes, lutando ferozmente.

Dizem que, quando morremos, não sentimos mais nada.

Mas, por algum motivo, senti meu peito apertado, como se fosse explodir.

Embora Mário também fizesse exercícios, Dimitri era fisicamente mais treinado.

Depois de algumas trocas, Mário foi dominado por Dimitri e acabou no chão com mais hematomas no rosto.

Eu me senti desesperada, sem saber o que fazer.

— Mário, olhe para você. Que patético. Quase morreu por causa da Iolanda. E ela? Ela está tranquila, aproveitando a sua proteção. Você acha que alguém assim merece o seu amor?

Mário soltou uma risada irônica com desprezo:

— Dimitri, quem é realmente patético aqui é você. Alguém que não consegue reconhecer o assassino da própria mãe, alguém que machuca a pessoa que ama. Você vive pior do que um animal.

— O que você disse?

Dimitri ergueu o punho com frieza.

Nesse momento, uma voz ansiosa ecoou:

— Presidente Dimitri, encontramos a gravação do acidente de carro da Sra. Castro, além... do relatório da autópsia dela.
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