Lancelot realmente não viu quando apagou.
Mas logo acordo com sons de grito.
O fazendo levantar da cama, dando de cara com o campo de casa, aquele campo cheio de dentes de leão completamente amarelos, o melhor momento para fazer piqueniques, como dizia Amelia, e no meio do campo, enquanto chegava perto, tinha uma área coberta enfeitada com cadeiras e um pequeno altar de casamento? Chegando mais perto, viu Madeleine junto com todos os seus conhecidos e familiares. Madeleine estava de branco junto com suas meninas como dama de honra.
- Finalmente chegou, marido. – Ela sorriu docemente de forma diabólica enquanto Lancelot travou.
- Sim, papai! – fazendo voltar a Amelia. – F
As três tinham dormido e agora Leopoldina e ele tinham o trabalho de colocar as meninas para dentro. Caminhar com as mais velhas foi um pouco difícil, mas sua visão não vacilou quando Leopoldina se levantou com uma dificuldade bem tensa, mas com o apoio do cachorro, se levantou junto com sua menina.O caminho para os quartos das meninas foi num silêncio tranquilizador. Tulipa apertava o pescoço de Leopoldina, fazendo um carinho em suas costas. Lancelot foi para o quarto e foi pego por uma decoração nova, dando de cara com navios e baleias pendurados pelo teto, o fazendo voltar para Leopoldina, que vinha com a mais nova em seus braços, capotada . Indo para a cama com grade e com um porquinho de crochê, foi dada à menina. Quando todas dormiam com a música da caixa de música que Leopoldina colocou
Leopoldina estava no céu.Lancelot parecia estar de volta em seu antigo molde, nos últimos meses ele parecia mais distante, seus problemas de saúde deixaram o marido meio impaciente e parecia que as viagens para a cidade o acalmavam. Sabia que o marido visitava suas amantes, saía com seus amigos e tinha uma vida social que ela não podia lhe dar.Foi no seu momento de se recuperar de uma de suas gripes que não a deixava olhando suas meninas brincando que um estalo bateu em sua mente.Nas idades de serem apresentadas à corte, Leopoldina não conseguiria levá-las para os salões. Seu medo pelas pessoas tomava conta de seu corpo só de pensar, suas mãos tremiam e seus olhos perdiam a cor, princi
Em 4910.Leopoldina finalmente desistiu de dormir, essa noite foi repleta de eventos que marcaram seu futuro e, mesmo aceitando a maioria, parecia que andavam num rumo perigoso. Saindo da cama e vagando pela casa de festas, envolvendo-se em seu roupão, decidiu ir atrás de algum romance. Ficou de certa forma triste que não veria mais esse pequeno palacete que envolvia a família Silva Santos, onde tinha bailes e sarais. Mesmo que não participasse, ficava olhando.O palacete em questão tinha um ar meio mitológico. Dona Cleusa tinha um gosto por mitologia grega e fez o palacete do marido ter um ar mais antigo, com grandes pinturas mostrando como o mundo foi feito à base dos olhos dos antigos. Sempre ficava um tempo olhando cada pintura, mesmo que isso às vezes chamass
Bom, depois de um casamento correndo e uma casa comprada no meio do nada, Leopoldina poderia dizer que tirou a sorte grande, o que tinha à frente seria um pesadelo para qualquer dama, mas para aqueles dois foi algo mais interessante.- Acho que em dois meses conseguimos nossa casa. – Resmungo Lancelot com ferramentas.- Fico com a sala e a cozinha! – Pulou animada com as latas de tinta.- Ok, ok, - Lancelot segurou a mesma pela cintura. – Só tome cuidado, ok? – Seus olhos buscavam uma confirmação. – O chão não está firme! – ela acenou e, quando a soltou, Lancelot a viu sumir pela porta, o fazendo rir. – Vou ter mais trabalho em manter inteira do que construir a casa. – Lancel
Leopoldina o viu partir com certa rapidez, acabou achando fofo sua preocupação com ela e sua gravidez, mas o homem parecia animado para voltar à sociedade.- Já está com saudade dele? – Melissa murmuro gentilmente.- Sim, mas acredito que será bom para ele viver longe de mim. – Seus olhos tristes quebraram a jovem senhora que ainda tentava aprender como lidar com a jovem. – Ainda me preocupo que tenha arruinado algum momento de sua vida.- Sempre pensando negativamente? – Leopoldina, volto a Melissa, a analisando enquanto a governanta já começou a pensar que foi ousada demais.- Verdade, né? – Seu sorriso parecia leve, deixa
Lancelot joga merda na cruz.Tinha notado que, mesmo depois da recuperação dela, Leopoldina estava distante e, no meio de suas conversas com Melissa, a mesma tinha falado que poderia ser depressão.- Como se cura isso? – Essa tristeza que nunca vai embora.- Não sei, meu amor. – Murmuro pensativa. – Quando perdi alguma de minhas crianças, meu marido me arrumou um gato para que eu pudesse ter algo a fazer, talvez dê um bichinho a ela. – Lancelot refletiu sobre isso.- Um animal? – Olhando para Leopoldina melancólica em seus cantos e seus olhos sempre longe, poderia tentar. – Bom, ela sempre gosta de dálmatas, acho que vou compr
Ela queria mais filhos.Tinha se passado um ano desde seu casamento e Leopoldina queria filhos.Mas o problema é que ainda não conseguiu falar isso com Lancelot, desde que a moça da vida, ele ficou muito sentimental, nunca o tinha visto daquele jeito realmente, ela nunca o culpou por pular a certa, até mesmo o pai dela fazia isso em busca de um filho homem. Sua mãe chorava bastante, mas ela realmente não sentiu essa tristeza. Ela só aceitou, aceitou que nem mesmo Lancelot poderia amar ela, que nem nos livros de romance.Se nem sua mãe, que era normal, tinha um casamento perfeito, imagine ela com tiques e ataques de pânico?Voltando agora, vendo seu marido
5 anos se passaram.Lancelot podia dizer que, depois de tanto tempo, começou a se sentir frustrado.Um homem não pode viver só de amor e agora ele tinha três lindas meninas para cuidar. Além de Leopoldina, Amelia, Ember e a mais nova Tulipa, suas meninas tinham etiquetas para serem apresentadas e claro, por toda a reza que Leopoldina, as meninas nasceram "saudáveis." Sem tiques ou tremedeiras com a mesma, o que Lancelot não ligou muito na época, mas vendo agora, vendo como um certo tempo pegou sua esposa, agradeceu também.Leopoldina não saía mais de casa, o máximo que ia era para a casa da praia onde eles aproveitavam o verão. Sua mulher tinha vergonha de suas tremedeiras