— Senhor Moretti? Andrea atendeu a chamada de Renzo. — Algum movimento de Maxwell? — Descobrimos que ele estava em contato com alguns policiais amigos dele, tentando descobrir para onde levamos a senhorita Bennett. Mas já resolvemos isso, os policiais não estão mais disponíveis para cooperar com ele. E quanto a sua identidade, por enquanto está segura. Não sabemos o porquê ele ainda não revelou. Talvez seja para tentar se desvencilhar de você de alguma forma. Ele não vai querer ser associado ao Don da máfia italiana — disse Andrea. — Entendi. Vou enviar um vídeo, talvez ele motive o meu querido irmãozinho — disse Renzo. — Que tipo de vídeo o senhor quer, senhor? — Pode deixar que eu me encarrego de gravar. Fique atento a qualquer movimento dele — disse Renzo. — Sì, Don. Renzo finalizou a chamada e foi para o banheiro fazer sua higiene matinal. Do outro lado do corredor, Madison t
Renzo terminou de subir as escadas e foi em direção a suíte de hóspedes onde Madison estava. O segurança que estava parado na frente do quarto, abriu a porta para seu chefe que entrou com a bandeja de café da manhã. Renzo viu Eleonora penteando os cabelos de Madison, elas estavam de costas para ele e não perceberam sua entrada. Renzo colocou a bandeja em cima da cama e se aproximou em passos lentos, fazendo seu reflexo aparecer no espelho. O corpo de Madison estremeceu de medo ao ver a imagem daquele homem surgindo no espelho. Seus olhos se encontraram por um momento através dos reflexos, Madison tratou de desviar o olhar imediatamente, o que fez Renzo sorrir. — Prenda o cabelo dela em um coque. Renzo ordenou com sua voz alta e rouca, fazendo Madison o olhar através do espelho, novamente, mas desta vez, desesperada. Os olhos dela ficaram vermelhos novamente e lágrimas silenciosas tomaram sua face. Eleonora ficou preocupada, mas não ousou perguntar na presença de seu chefe. Vendo Mad
Madison acompanhou os seguranças em silêncio, mas seu coração estava acelerado. Ela pensou que iria para o sótão e não que voltaria para a presença de Renzo. Eles subiram para outro andar e foram direto para o escritório de Renzo, que já os aguardava. Um dos homens bateu na porta e Madison ouviu a voz potente de seu cunhado liberando a entrada deles. No entanto, na hora de entrar, um dos homens ficou do lado de fora do escritório e o outro entrou com Madison. O corpo da mulher se arrepiou, a temperatura daquela sala estava muito baixa e nem era somente por conta do ar-condicionado ligado. O olhar gélido de Renzo sobre ela também era a causa. — Venha, sente-se! Renzo ordenou apontando para a cadeira a sua frente. Madison se sentou de cabeça baixa, tentando evitar contato com seu cunhado, enquanto o segurança ficou parado de pé atrás dela. — Parece que meu irmão não se importa com você — disse Renzo com um sorriso debochado no rosto.
Renzo jogou a navalha e o pedaço de orelha em cima de sua mesa. — Leve-a para o sótão — Renzo ordenou ao seu segurança. — Sim, senhor. O homem foi até Madison e segurou o braço dela, que passou a gritar como forma de desabafar. Renzo franziu o cenho confuso. Enquanto enrolava um pano em sua mão, ele caminhou lentamente até sua cunhada e puxou a mão dela que cobria sua orelha. Madison se assustou e abriu os olhos vendo Renzo a encarando seriamente. — Você é um monstro! — Madison gritou com raiva. Renzo franziu a testa e reprimiu sua raiva, caso contrário, ele seria capaz de desmembrar sua cunhada ali em seu escritório. Ele levou a mão até a orelha de Madison e beliscou o local a fazendo gemer de dor. Contudo, aquela dor causou surpresa a Madison que levou a mão diretamente a sua orelha novamente. Seus dedos começaram a vasculhar o local e ela notou que sua orelha estava intacta. Madison olhou para Renzo surpresa.
Mais cedo... Ao deixar Madison no quarto de hóspedes fazendo a sua refeição matinal, Renzo sentiu seu corpo ficar rígido. Ver sua cunhada chorando com medo o deixou desconfortável. Mesmo não tendo nenhum vínculo com ela anteriormente, ele não entendia o porquê seu interior reagia daquela forma com ela. Não era só pelo fato dela ser sua cunhada, não fazia um pingo de diferença para ele. Contudo, ele sabia que ela era a chave para lidar dom a traição de seu irmão. Renzo sabia que precisava puni-lo de alguma forma e depois de sua mãe, Madison era a pessoa com quem ele mais se importava. Em busca de alinhar seus pensamentos, Renzo foi para o exterior de sua mansão em busca de ar livre. Ele acendeu um cigarro e começou a fumar enquanto brincava com uma navalha em sua mão direita. Seus pensamentos estava em torno do que aconteceria quando ele ligasse para o seu irmão mais tarde. Se Maxwell continuasse a teimar e não obedecê-lo, ele teria que ser punido e Madison se
Madison terminou de almoçar, bateu na porta do quarto e um dos seguranças abriu para pegar sua bandeja. Antes que a porta fosse fechada, Madison se apressou em fazer um pedido. — Eu gostaria de ver o senhor Moretti. O segurança assentiu. — Vou verificar com ele, senhorita. O homem fechou a porta e Madison ficou lá dentro um pouco apreensiva. Minutos depois, o segurança abriu a porta e a guiou até o escritório de Renzo que estava de óculos lendo alguns documentos e sua mão enfaixada. Sua postura era majestosa, exalava sensualidade e elegância. Madison ficou um pouco mexida com aquela cena. Amaldiçoou sua sogra internamente por ela ter feito filhos muito bonitos, a deixando atraída não só por seu noivo, como também por seu cunhado. O segurança a deixou sozinha no escritório. Madison não sabia se interrompia, então preferiu ficar em silêncio parada em frente a mesa de Renzo. O homem continuou a ler seus documentos até que começou a se sentir incomodado com a presença silenciosa
Dois dias se passaram desde o aceite do acordo por parte de Madison. Nos dois dias que se seguiram, Madison percebeu que sua realidade dentro da mansão havia mudado. Ela não era mais uma prisioneira sob vigia constante, mas também não era exatamente livre. Renzo a moveu para um quarto de hóspedes mais próximo ao dele, um espaço luxuoso e bem decorado, longe da frieza impessoal do sótão onde antes a mantinha sob vigilância rígida. As portas não estavam mais trancadas. Não havia mais seguranças do lado de dentro. Mas Madison sabia que isso não significava liberdade. Do lado de fora, a segurança fora reforçada. Mesmo que tentasse escapar, não chegaria muito longe, não com a mansão localizada no alto da montanha, cercada por quilômetros de floresta e um número de seguranças suficiente para torná-la um verdadeiro labirinto sem saída. E mais do que isso, Renzo a estudava. Ela percebia seus olhos sobre ela, avaliando seus gestos, suas reações, sua inteligência. Ele sabia que Madison não
Na manhã seguinte, Madison desceu para o café sentindo o peso do encontro inevitável. Depois de presenciar aquela cena que ainda queimava em sua mente como uma ferida aberta, encarar Renzo de frente parecia mais difícil do que nunca. A sala de jantar era ampla, com janelas enormes que deixavam a luz do sol banhar a mesa elegantemente posta. O aroma de café fresco pairava no ar, misturando-se ao leve perfume amadeirado que sempre parecia cercar Renzo. Ele já estava lá. Sentado à cabeceira da mesa, vestia uma camisa branca aberta no colarinho, os cabelos ainda levemente úmidos do banho. Ao vê-la entrar, largou o jornal que segurava e repousou o olhar sobre ela — intenso, inabalável. Madison hesitou por um segundo antes de ocupar seu lugar à mesa, sentindo a pele esquentar sob aquele olhar pesado. Havia algo de hipnotizante na forma como ele a observava, como se estivesse mapeando cada mínimo detalhe, como se já soubesse exatamente o que se passava em sua cabeça. Ela respirou