Helena comprou 20 obras dele e assinou um cheque de 30 mil. O artista ficou muito satisfeito.Helena sorriu levemente.Quando ele se foi, ela se virou para Ana, que estava confusa, e disse:— Eu sei que você está se perguntando por que o preço que eu dei foi tão baixo. Eu não quero que o dinheiro tire a essência dele tão cedo. As obras dele são as que mais me interessam entre esses jovens artistas, até mais do que as do Marco na época. Quando o momento certo chegar, eu vou promovê-lo, e aí suas obras vão valer muito. Até as menores vão custar pelo menos um milhão.Ana sempre confiou em Helena.Depois de resolverem tudo, elas saíram do clube e se despediram no estacionamento.Helena estava prestes a entrar no carro quando ouviu uma voz familiar vindo de trás, com um tom irônico:— Você e meu primo se reconciliaram?Helena virou a cabeça e olhou para Eduardo, respondendo friamente:— Isso tem alguma coisa a ver com você?Eduardo riu de maneira debochada:— Não tem nada a ver, mas eu já t
Fim do mês.Cidade Y, Hotel Empires.Na véspera da assinatura do contrato entre o Grupo Glory e o Grupo Mia, foi realizada uma grande festa, com a presença dos executivos de ambas as empresas.Bruno, vestido com um clássico terno preto e branco, exalava charme, sendo o alvo de muitos olhares femininos.No entanto, Bruno estava usando um anel de casamento e manteve uma atitude distante, o que fez com que ninguém se atrevesse a tentar se aproximar mais.O Sr. David, acompanhado de Agnes, se aproximou para conversar. Ao observar os olhares de adoração das mulheres ao redor, o Sr. David brincou:— Da próxima vez, Bruno, traga sua esposa. Esses olhares selvagens podem te devorar.Bruno sorriu levemente:— O Sr. David está exagerando.O Sr. David deu um tapinha na mão de sua esposa, sinalizando que queria falar a sós. Agnes sorriu e se afastou para socializar com outras pessoas.Quando a esposa se afastou, o Sr. David se voltou para Bruno e falou seriamente:— Não se incomode com a atitude d
Bruno estava apostando, ele apostava que Eduardo não teria coragem de fazer algo tão extremo.Entre esses dois primos, já haviam competido inúmeras vezes, e Bruno nunca havia perdido, mas desta vez, ele perdeu para um imprevisto.Bruno lançou um olhar para a secretária Juliana.Ela se sobressaltou, percebeu o que ele queria dizer e imediatamente organizou o resgate de Helena.Bruno suavizou sua voz e, com calma, disse a Eduardo:— Eu não vou desistir da assinatura. Eduardo, se você libertar a Helena agora, eu não vou fazer nada, mas se continuar com isso, posso te dizer que a Helena para mim não é nada mais do que uma ferramenta para disputar poder. Você sabe, na família Lima nunca houve amor. Eu não a amo, então não tente usar ela para me ameaçar.Do outro lado da linha, Eduardo riu:— Tinha que ser você, hein? Realmente cruel, Bruno.Bruno ficou momentaneamente em silêncio.Ele sabia que Eduardo tinha cedido, então desligou o telefone e decidiu terminar a assinatura do contrato para
Duas horas depois, Bruno chegou correndo na Cidade D.O céu estava nublado e chovia forte ao meio-dia. O local da explosão estava uma verdadeira bagunça.Mais de cem pessoas da equipe de resgate estavam trabalhando, com dez cães de resgate, mas o cheiro no ambiente estava tão forte que prejudicava o olfato dos cães.Assim que Bruno saiu do carro, viu Eduardo algemado, sendo escoltado por alguém, perdido em seus pensamentos.— Eduardo, seu idiota! — Bruno gritou e deu um soco.Ele usou toda sua força. O sangue jorrou do nariz e da boca de Eduardo, mas ele não respondeu. Recuou um passo e continuou olhando fixamente para o armazém abandonado.O tempo estava passando, e Bruno não tinha tempo para discutir com ele.Ele caminhou até o chão lamacento e começou a conversar com o chefe da equipe de resgate, organizando pessoalmente as operações e aumentando o número de resgatistas em 80, além de trazer detectores de vida especializados.A chuva estava ficando mais forte, e Bruno não usava capa
Primeiro Hospital da Cidade DDe madrugada, Helena estava deitada em um quarto limpo de hospital, ainda inconsciente. Seu rosto e corpo estavam cobertos de arranhões, e na região da cintura havia uma grande área roxa e inchada.Felizmente, não havia ferimentos internos graves.O médico disse que era um milagre.Bruno organizou tudo e ficou ao lado da cama, esperando Helena acordar.Diogo entrou apoiado em uma bengala. Ao ver Bruno naquela situação, não conseguiu conter um sorriso sarcástico, dizendo:— Fazendo essa cara de apaixonado aí, pena que ninguém está vendo! Vem aqui fora, anda!Bruno olhou para Helena, passou a mão no rosto e saiu atrás de Diogo.Lá fora, Diogo olhou para o seu neto mais querido, dizendo com uma expressão séria:— Bruno, como presidente do Grupo Glory, você realmente não fez nada de errado. Se tivesse desistido de assinar, milhares de pessoas teriam perdido o emprego. Mas Bruno, além de ser o presidente do Grupo Glory, você é também o marido da Helena. Eu sei
Ele saiu da prisão escura, com seu coração apertado de dor. Do lado de fora, uma sombra escarlate estava parada no canto da parede.Era Yasmin.Diogo já estava preparado.Ele se aproximou e, com a voz baixa e rouca, disse:— Quero agradecer por ter salvado toda a família Lima. Sem a sua ligação, a Helena teria perdido a vida, e a reputação da família Lima teria sido destruída.Tomás lhe entregou um documento de propriedade.Diogo pegou o documento e, com cautela, disse:— O Eduardo já está condenado. Quanto ao seu futuro, você decide. Mas, como um dos responsáveis do Eduardo, esta é minha forma de agradecimento.Diogo deu a Yasmin um apartamento de luxo na Cidade D, no valor de centenas de milhões.Yasmin recusou. Com lágrimas nos olhos, ela disse:— Eu realmente amo o Eduardo, e estou disposta a esperar por ele.Diogo estava visivelmente triste. Depois de um longo silêncio, ele falou com a voz rouca:— Esse desgraçado não merece tanto sacrifício da sua parte.Mas, em questões de senti
Com apenas quatro anos de casamento, Bruno já tinha outra mulher fora de casa. Na entrada de uma mansão luxuosa, na Cidade D, Helena estava sentada no banco traseiro de um carro de luxo, observando silenciosamente seu marido se encontrando às escondidas com outra mulher. A garota era muito jovem, vestia um vestido branco, pura e encantadora. Eles caminharam de mãos dadas, como amantes íntimos, e o rosto de Bruno exibia uma suavidade que Helena nunca havia conquistado. A jovem levantou a cabecinha e, com um tom doce, se aproximou dele. — Meus pés estão tão doloridos, Bruno, me pegue no colo! Helena achou que Bruno não aceitaria, pois ele sempre foi muito orgulhoso e de temperamento difícil. Mesmo que tivesse grande afeição por essa mulher, ele dificilmente suportaria tamanha fragilidade. Mas, no instante seguinte, os pensamentos de Helena se mostraram errados. Seu marido tocou suavemente o delicado nariz da garota, com uma ternura fria e cuidadosa, e em seguida a ergueu
Helena agarrou os lençóis com força, os dedos deixando marcas de dobras desordenadas no tecido. Numa hora dessas, ela ainda se perguntava se a mulher lá fora não tinha conseguido satisfazer Bruno? Hoje, ele não foi direto ao ponto como de costume, teve a paciência de beijá-la primeiro. Mas Helena não sentiu absolutamente nada. Além de repulsa, não havia outra emoção dentro dela. Decidiu, então, se deitar como um peixe morto, deixando Bruno fazer o que quisesse. No fim das contas, por mais que ele a usasse, ela não poderia engravidar. No início, o jeito dela ao mesmo tempo ousado e tímido sempre o deixava excitado. Mas agora, vendo ela deitada como um pedaço de madeira... Qualquer homem perderia o interesse. Foi um verdadeiro balde de água fria. O brilho do suor escorria pelos fios negros de Bruno, seu rosto levemente avermelhado. A voz, rouca e grave, soou impaciente: — Por que você não quer mais? Eles nunca tiveram uma vida íntima muito ativa, mas algumas vezes por