Capítulo 2
Nos últimos dias, Geraldo parecia estar muito ocupado, tão ocupado que até esqueceu o meu aniversário.

Mas eu já não me importava mais.

Ele, porém, pareceu se lembrar de repente e, para se redimir, comprou ingressos para o meu musical favorito.

Era um show muito popular e os ingressos estavam esgotados. Eu mesma não consegui comprar, então quando Geraldo disse que tinha ingressos e me convidou, aceitei.

No dia do evento, no entanto, ele não apareceu, mas vi Yasmin exibindo os ingressos no Instagram.

Dois ingressos.

[Assistindo a um concerto, é tão bom ter alguém sempre disponível para te acompanhar na loucura.]

Embora não mostrasse o rosto, reconheci a mão com cicatriz na foto imediatamente como sendo de Geraldo.

A cicatriz na mão dele era uma marca que ficou quando ele me salvou anos atrás.

De repente, me senti como uma palhaça.

Enquanto eu estava lá fora na chuva preocupada se algo tinha acontecido com ele, ele estava dentro do teatro, na área VIP, assistindo ao show com a pequena secretária.

A água fria da chuva batia no meu rosto, e meu coração e corpo foram ficando frios aos poucos.

Foi então que minha mãe me mandou uma mensagem, dizendo que o casamento estava marcado para dali a duas semanas, e se eu achasse que era muito apressado, poderia adiar.

Eu balancei a cabeça. — Não precisa, deixa assim.

A chuva forte paralisou o trânsito da cidade, e eu esperei muito tempo sem conseguir um táxi.

O telefonema de Geraldo chegou tarde. — Por que você não está em casa?

Minha voz estava calma, sem emoção alguma. — Estou no Teatro Municipal.

Ele pareceu se lembrar de algo e ficou em silêncio por um momento. — Desculpe, uma coisa me atrasou esta tarde, espere aí, vou te buscar.

Eu não recusei, mas também sabia que ele não viria.

De fato, no instante seguinte, Yasmin atualizou seu status novamente.

[Com medo que eu pegasse uma gripe na chuva, o maridão CEO fez canja de gengibre pra mim, homem na cozinha é o mais charmoso, quero casar!]

A foto era de Geraldo de costas, ocupado no fogão.

Olhei por um instante e fechei a página calmamente.

Aquela chuva me fez pegar um resfriado e febre inevitavelmente.

Usei a desculpa de não querer contagiar Geraldo e me mudei para o quarto de hóspedes.

Geraldo, surpreendentemente, deixou o trabalho de lado para cuidar de mim em casa.

Eu, no entanto, não me sentia à vontade. — É só um resfriadinho, sou adulta, posso me cuidar. Vai cuidar do seu trabalho.

Ele me olhou estranhamente por um bom tempo. — Você não costumava querer que eu ficasse com você quando estava doente? Por que está agindo tão diferente hoje?

Baixei a cabeça para esconder todas as emoções nos meus olhos e forcei um sorriso. — Antes eu era imatura, agora não mais.

Geraldo olhou para mim com preocupação. — Adriana, você está bem?

— Estou, pode ir.

Ele ainda achava que havia algo estranho comigo, mas não conseguia dizer o que, e, no final, só pôde me olhar profundamente e suspirar. — Então descanse bem, qualquer coisa me liga.

Depois que ele saiu, respirei fundo e voltei a dormir.

Quando acordei, vi que minha mãe tinha me mandado o plano detalhado do casamento.

E me enviou fotos de mais de dez vestidos de noiva para eu escolher.

Deslizei o dedo pela tela, abrindo as fotos grandes com cuidado, tanto que nem percebi quando Geraldo apareceu de repente.

Ele arrancou o celular da minha mão e o jogou de lado, franzindo a testa com desagrado. — Por que você está olhando vestidos de noiva?

Achei que ele tinha descoberto sobre eu estar planejando me casar e estava prestes a esclarecer tudo.

Mas o que ele disse a seguir me fez perceber o quão ridícula era a minha suposição.

— Adriana, você está me pressionando a casar? Eu já disse que vou me casar com você, não precisa fazer essas jogadas para me insinuar, fica feio!
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