Casar No Mesmo Dia, Mas Não Com Você!
Casar No Mesmo Dia, Mas Não Com Você!
Por: Gina Prata
Capítulo 1
— Mãe, eu concordei com o casamento arranjado pela família.

Na sala de estar escura, minha voz soava solitária e apática.

Minha mãe ficou surpresa ao ouvir que eu concordei com o casamento arranjado. — Você não queria antes, por que de repente aceitou? Adriana, casamento não é brincadeira, não importa se é arranjado ou não, eu só quero que você seja feliz. Pense bem, não aja por impulso.

Ouvindo minha mãe, não consegui evitar que meus olhos ficassem úmidos. — Mãe, eu pensei bem, vocês podem preparar o casamento.

Minha mãe sabia que eu estava sofrendo e, depois de um momento de silêncio, me confortou:

— Você esteve com o Geraldo Jardim por tanto tempo e ele nunca quis oficializar a relação, nem apresentar você para os pais dele. Eu e seu pai já sabíamos que não ia durar.

As palavras da minha mãe foram como uma faca no meu coração.

Afinal, os outros viam claramente, e a única cega era eu.

— O rapaz da Família Pessoa foi escolhido por mim e seu pai há muito tempo como um bom partido para você. Não vou nem falar de outras coisas, mas caráter e família são de primeira. Minha Adriana merece o melhor.

Respirei fundo. — Obrigada, mãe, confio no julgamento seu e do pai.

Minha mãe continuou: — Quer que organizemos um encontro entre vocês nos próximos dias?

— Não é necessário, vocês podem ir direto para a organização do casamento.

Desliguei o celular e, sem que eu percebesse, Geraldo apareceu atrás de mim com um pequeno bolo na mão, perguntando curioso:

— Que casamento? Quem vai se casar?

O meu, eu iria me casar.

Respondi em silêncio para mim mesma, mas as palavras não saíram da minha boca.

Balancei a cabeça calmamente. — Nada, um amigo.

Assim que falei isso, percebi que ele relaxou visivelmente.

Meu coração doeu.

"Ele estava tão nervoso antes, será que pensou que eu estava prestes a forçá-lo a casar, ou que eu tinha descoberto que ele ia se casar com a querida secretária dele, Yasmin Oliveira?"

— Trouxe aquele bolo que você adora, quer comer agora?

Antes, quando Geraldo voltava do trabalho, ele sempre trazia algo gostoso para mim.

Mesmo que muitas vezes não fosse do meu gosto, eu me sentia como se estivesse mergulhada em um pote de mel.

Só porque a sensação de ser lembrada e cuidada por quem se ama era muito mais doce do que o sabor da comida em si.

Mas agora, olhando para essa caixa de bolo, tudo parecia uma grande ironia.

Acabei de ver Yasmin tornar público o que antes era um álbum privado, e bastou eu ver algumas postagens para não aguentar mais.

Agora, eu sabia o quanto eu era ridícula.

Acontece que esse bolo era o preferido da Yasmin.

Não só esse bolo, mas também as outras nozes e lanches eram as preferências dela.

Mais triste ainda, descobri que o hábito do Geraldo de trazer comida para mim começou depois que Yasmin começou a trabalhar com ele.

"Então, Geraldo, quando você me agradava com essas guloseimas, em quem estava pensando? Era em Adriana ou em Yasmin?"

Engoli o amargor e disse com voz tranquila: — Eu não gosto de doces, são enjoativos, não precisa mais comprar.

Geraldo não esperava que eu tivesse essa reação, e seu olhar demonstrava certa surpresa. — Como assim? Nunca te vi recusar comida.

Depois de tantos anos juntos, se ele realmente se importasse comigo, como não teria percebido minhas preferências alimentares?

Há palavras que, de tanto serem repetidas, acabam cansando, e no fim viram concessões.

Eu não discuti mais, apenas disse casualmente: — Ultimamente, meu gosto mudou.
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