ANASTASIAMeu peito subia e descia enquanto eu observava Dennis agarrar os cabelos, seus olhos fechados com força.Finalmente, ele se virou para me encarar. Soltou um suspiro alto.— Me desculpe. — Ele balançou a cabeça e repetiu. — Me desculpe mesmo, amor. Me desculpe por ter ido embora naquela noite.Meu coração apertou ao ver os olhos dele marejados. Eu podia perceber que ele se sentia mal, que tudo o que ele fez não foi intencional. Ou simplesmente porque estava irritado comigo ou com a situação em que estávamos.Eu queria ir até ele e envolver ele nos meus braços, mas permaneci sentada na cama, apenas o observando.— Me desculpe por não ter atendido suas ligações ou por não ter retornado quando vi as mensagens depois.Ele deu um passo mais perto e eu não o impedi como teria feito alguns minutos antes.Ele hesitou por um momento, como se estivesse tentando avaliar minha reação enquanto dizia: — Não há desculpa para eu ter sido um canalha com você, especialmente com tudo o que esta
DENNISQuando cheguei à porta, uma pergunta que eu queria fazer de repente me ocorreu. Me virei para trás e a encontrei com seu olhar ainda fixo em mim.— O que foi? — Ela sorriu.Foi tão bom ver seu sorriso, sem aquele olhar de desprezo que ela vinha me lançando nos últimos dias.— Tenho uma pergunta. — Disse eu, caminhando lentamente de volta até ela.— Então, o que você quer perguntar?— Da última vez, quando eu estava te falando sobre as propriedades que vendi, você disse que viu os documentos das vendas na minha gaveta?— Sim, eu disse isso.— Como assim? — Franzi a testa.— Ah, sim. Eu estava no seu bar. — Ela deu de ombros. — Esperei um bom tempo, mas você não voltou, então eu simplesmente fui embora.— Ah. — Lembrei do momento em que o gerente tentou me contar algo quando voltei naquele dia. Provavelmente era aquilo que ele estava tentando me dizer.— Eu não sabia. — Eu queria acrescentar que ela poderia ter me ligado, mas então me lembrei de que não estava atendendo as ligaçõe
DENNISUma girafa? Por que diabos uma criança de quatro anos pediria uma girafa? Como um animal de estimação? Um brinquedo? Era tão incomum.E cara!Uma girafa de verdade custaria uma fortuna!Naquele momento, duvidava que eu conseguia tirar qualquer quantia da minha conta para cobrir as necessidades básicas, quanto mais para manter uma girafa viva.— Papai?Eu me virei e a encontrei me olhando, cheia de expectativa.Sorri e respondi:— Claro, vou pegar uma para você. Uma girafa de verdade, não é?Os olhos dela brilharam e ela acenou com a cabeça, tão animada que mal conseguia falar.— Papai vai te dar uma girafa. — Disse eu, já arrependido de ter perguntado o que ela queria.Ela levantou as mãos para o ar.— Que bom! Hoje é o melhor dia de todos!Quando parei no estacionamento do hospital, ela parecia ter gasto toda a energia do dia e suas pálpebras lutavam para se manter abertas.Saí do carro, fui até o outro lado e desabotoei o cinto de segurança dela. Depois, a carreguei e juntos f
ANASTASIADennis segurou minha mão enquanto o médico falava conosco, pronunciando cuidadosamente cada palavra.— Todos esses cuidados são para garantir sua recuperação e para que, quando seu bebê finalmente for liberado, você possa apoiar o bem-estar dele. Mais uma vez, recomendo que descanse o máximo possível. Evite levantar pesos ou qualquer atividade física intensa até estar totalmente recuperada. Também será impresso um folheto com orientações sobre como usar os medicamentos prescritos e os sinais que você deve observar que podem indicar complicações, como febre, dor incomum ou inchaço. Você vai receber o folheto na farmácia do hospital quando for pegar seus remédios.— Tudo bem. — Eu assenti.— Além disso, sua alimentação e hidratação são cruciais. Coma uma dieta equilibrada e beba bastante água para apoiar sua recuperação e a produção de leite. Você também deve comparecer às consultas de acompanhamento para si mesma e às visitas diárias para sempre estar atualizada sobre o progre
DENNISEu olhei para o movimento do peito dela, um sorriso suave se formando no canto da minha boca.Ela havia se recusado a deitar até que eu fosse com ela. Eu sabia que ela estava cansada, mas esperou até que eu terminasse de lavar a louça, e juntos subimos para o andar de cima.Eu tinha acabado de me desvencilhar com sucesso do seu aperto frouxo sem a acordar.Suspirei ao me sentar na beirada da cama. Agora que ela estava dormindo e sua energia animada e presença estavam distantes, senti aquele sentimento de afundamento voltar a me invadir.Tentei pensar em todos os momentos divertidos que tivemos no passado e nos que tivemos naquela tarde, enquanto eu cozinhava e enquanto comíamos, os momentos com Amie, mas aquela sensação não ia embora.Sem pensar racionalmente, peguei as chaves do carro e desci as escadas.Eu só iria dar uma volta... Algo para me acalmar.Enquanto eu me dirigia para o carro, tropecei algumas vezes. Franzi a testa ao olhar para o chão das duas vezes, mas não havia
TABITHAEu dei um grande gole de gim e balancei a cabeça.— Cara, de onde você arrumou isso? Tá forte para caramba! — Eu ri e dei outro gole.O gim estava tão forte que o cheiro dele tomou conta do aroma agradável de bebida e cigarro que normalmente preenchia o ambiente.Meu olhar caiu sobre o pacote na porta que levava ao cômodo onde nosso equipamento de trabalho estava cuidadosamente guardado.Fiz uma anotação mental para roubar umas seis garrafas e esconder.— É o melhor. — Sid atestou. Então, ele balançou a cabeça, apontando para as cartas na mesa. — Meu dinheiro é na Tabitha, cara. — Ele balançou a cabeça para Ron. — Você é péssimo nisso. Por que continua jogando?— Por que você continua escrevendo?O resto de nós riu. Sid também deu uma risadinha, mas deu uma tapinha no braço de Ron.— Isso não foi engraçado, cara.Ron o ignorou, voltando sua atenção para as cartas espalhadas na mesa.Eu sorri, larguei a garrafa e embaralhei minhas cartas.— Qual é a sua decisão?Ron nunca aprend
SHARON— Obrigada, agradeço imenso. — Sorri para os dois.A mulher sorriu.— Essa reunião foi absolutamente necessária. Fico feliz que conseguimos passar por tudo.— Isso mesmo. — O homem interrompeu educadamente. — Agora, tudo o que precisamos fazer é começar a trabalhar.— Exatamente. — Eu disse, feliz por finalmente termos conseguido realizar a reunião.Eles eram meus novos clientes e, desde que entraram em contato com a empresa, estava sendo difícil agendar uma reunião, pois ambos estavam sempre ocupados ou fora do país.Finalmente, encontramos um horário em comum e a reunião aconteceu.Quando saímos do restaurante onde tivemos a reunião breve, mas impactante, virei para eles. — Foi realmente maravilhoso. Estou ansiosa para trabalhar com vocês dois.— Da mesma forma. — Disseram ao mesmo tempo, então nos cumprimentamos com um aperto de mão e seguimos nossos caminhos.Meu sorriso ainda estava no rosto enquanto eu destravava o carro e entrava.Coloquei minha bolsa e os arquivos no ba
ANASTASIA— Postura da vaca... — Eu inspirei profundamente e arqueei as costas para baixo. Fechei os olhos e permaneci na posição por trinta segundos. Soltei um longo suspiro ao retomar a postura normal.— Postura do gato... — Murmurei enquanto inspirava e arqueei as costas para cima. Permaneci na posição por alguns segundos e, então, encerrei o exercício. De alguma forma, era um dos exercícios que tensionava minhas incisões.Ofegante, rastejei até a cama onde havia deixado o bloco de notas em que Dennis anotara a lista de exercícios prescrita pelo médico.— Não, de jeito nenhum. — Balancei a cabeça ao ver o que vinha a seguir na lista.Inclinação pélvica.O exercício que mais temia. Às vezes, sempre que Dennis estava em casa, ele me convencia a fazer e me ajudava a assumir a posição – mesmo que ocorresse apenas de vez em quando.Eu o pulei e segui para os exercícios seguintes.Alongamentos. Meus preferidos.Sentei-me, com as costas eretas, na cadeira para realizar os alongamentos que