Maria WestEstacionamos na frente de um edifício enorme e na entrada tinha dois homens nos esperando.Eles nos cumprimentaram e nos direcionaram para o elevador, mas ao invés de subirmos, vamos para um andar após o subsolo. Assim que a porta do elevador se abriu, percebi que estamos num hospital, Romeo não mentiu quando disse que eles são mafiosos que ainda tem um hospital em Nova York.Tinha alguns homens parados na entrada, mas logo em seguida avistei Romeo, que sorriu quando nos viu.— Maria, achei que não viria.— Agradeça a minha mãe — falei.— Venha, vamos.Seguimos por um corredor até chegarmos à sala de visitas.— Maria. — Ava se aproximou quando me viu. — Ah, meu deus! Você está...— Grávida. — Ouvi a voz do Domênico. — Esse filho...— Senhora Ava, pode me levar até ele? — Ignorei a existência do Domênico.— Maria, preciso falar com você — Domênico pediu e eu revirei meus olhos.— Pode ser depois? — perguntei sem paciência.— Não. — Muito bem, pode falar. — Respirei fundo e
Matteo RicciOs dias estavam passando e sei que fui um covarde em não dizer a verdade para Maria, mas preciso mantê-la em segurança.Não foi fácil manter distância da Maria nesses últimos meses, aliás, não está sendo. Todas as noites sonhava com ela, pegava meu celular e digitava várias coisas para ela, mas depois desistia e apagava tudo o que escrevi.Tenho um infiltrado na máfia Rússia e estava apenas esperando que ele me trouxesse provas que a Aurora foi quem matou o seu marido, e esse dia chegou.— Até que você está bonitão para quem está se casando por ameaça — Romeo falou quando entrou no meu quarto.— Esse casamento não vai acontecer — afirmei.— Me adianta o que você está tramando — pediu.— Não, não quero colocar a vida de vocês em risco — disse a ele.— Quem está te ajudando? — perguntou curioso. — Ahha — contei.— A mãe do Brennan?— Sim, ela ainda tem certeza que Aurora matou seu filho apenas pelo poder.— Se ela souber disso, vai querer matar a sogra — Romeo debochou. — P
Maria West— Tem certeza de que não quer ir para casa ou para o hospital? — Matteo perguntou.Estamos no carro indo em direção a floricultura, prometi para minha mãe que ajudaria hoje, pois estamos cheios de encomendas, mas passei a madrugada e o dia com umas dores e eu não queria contar para ele, pois sabia que ia fazer um belo de um drama.Depois do banho, senti uma cólica bem de leve nas costas, depois se tornou um incômodo, mas mesmo assim consegui dormir.De madrugada acordei com um pouco de dor e mesmo assim não contei nada para ele, passei quase a madrugada toda acordada e Matteo dormia feito uma pedra ao meu lado. Sim, voltei para casa dele e decoramos um dos quartos para a nossa pequena.Não via a hora de amanhecer.Assim que o dia clareou, corri mais uma vez para o chuveiro, ele me dava uma sensação de alívio, e só assim consegui tomar meu café e ir para a empresa.E ainda bem que pelo menos tomei o café, não consegui comer mais nada o restante do dia e muito menos me conce
Maria West— Quer fazer a cesárea? — Matteo perguntou assim que a médica saiu da sala.— Acho que consigo esperar mais um pouco — falei e as lágrimas escorreram pelo meu rosto.— Vai dar tudo certo, ragazza — Matteo falou e me abraçou. — Você é a mulher mais forte que já conheci, e espero que a nossa Cecília seja tão forte como você.É por isso que me apaixono por esse homem todos os dias.Após algumas horas, a médica entrou no quarto e avisou que farei uma cesárea. Os enfermeiros me levaram para a sala de parto e Matteo foi com eles para outra sala para se trocar.A equipe médica se apresentou, em seguida me aplicaram anestesia e o pior de tudo é sentir a agulha acompanhada de uma contração.Minutos depois, Matteo entrou na sala e segurou minhas mãos, se sentando ao meu lado.A médica perguntou se queria ver minha pequena.É claro que eu quero, acha que eu ia passar por toda essa dor e não ia ver minha filha?Eles ergueram um pano e começaram a cirurgia, apenas sentia que estavam me
Maria WestChegou o tão sonhado dia, sim, o dia do nosso casamento.Um pouco mais de um ano do nascimento da nossa Ceci, marcamos a data do nosso casamento.Sim, enrolei Matteo até hoje, eu não queria festa e nem que o pessoal da máfia estivesse presente e depois de muito discutir, ele aceitou minhas condições. Para mim, nosso casamento é um momento especial e não um evento para várias pessoas que não conheço.Nesse período, ajudei a minha mãe abrir mais três floriculturas e uma delas é na Itália, ela está super feliz com o resultado das vendas, não vou negar que depois daquele leilão a minha vida mudou da água para o vinho. Ser arrematada pelo meu chefe não era uma opção, mas foi uma das melhores coisas que me aconteceu.Terminei a minha faculdade, sim, agora sou uma Advogada e Matteo deixou a Ricci Law para eu administrar. Claro que ele ainda a usa como fachada, mas eu aceito vários tipos de casos e fiquei conhecida depois de um caso porreta que ninguém queria pegar e no fim comprov
COPYRIGHT © 2023 POR KARYELLE KUHNTítulo original: Arrematada Pelo Meu Chefe.Está é uma obra de ficção.Nomes, personagens, lugares e acontecimentos descritos são produtos da imaginação da autora. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais é mera coincidência.Todos os direitos reservados.Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida por qualquer forma e/ou quaisquer meios existentes sem prévia autorização por escrito da autora.Os direitos morais foram assegurados.A violação dos direitos autorais é crime estabelecido pela lei nº. 9.610/98 e punido pelo artigo 184 do Código Penal.Versão Digital — 2023.AVISO IMPORTANTE:ALERTA DE GATILHOS;Assassinato, tortura, abandono, assédio sexual, traição, uso de drogas lícitas e linguagem imprópria. Se em algum momento você se sentir desconfortável, peço para que pare a leitura e, quem sabe, dê uma chance aos meus outros livros. Sua saúde mental em primeiro lugar. Matteo Ricci — Você tem que falar com este garoto, eu não
Maria West— Vamos, Maria — minha mãe me chamou pela décima vez.Eu estava morta, havia saído na noite anterior com a Alex, minha amiga, e acabei exagerando na bebida.— Maria… — Ela entrou no meu quarto e começou a abrir as cortinas, a claridade tomou conta do ambiente, e como se isso não fosse o suficiente, ela ainda puxou a minha coberta de uma vez só. — Maria.— Já estou indo, mamãe — resmunguei ainda meio sonâmbula e ela riu.Me levantei a contragosto feito um zumbi e fui direto para o banho. Parecia que um caminhão tinha passado por cima de mim.Depois escolhi uma roupa confortável, pois preciso ajudar na floricultura.Minha mãe tem uma floricultura num dos melhores bairros de Nova York. Meu pai faleceu quando eu tinha apenas dez anos, em um acidente de carro, ficando dias internado, mas não resistiu. O destino, não satisfeito com o nosso sofrimento, após três anos do falecimento de papai, levou também minha vozinha. Desde então, somos apenas minha mãe e eu.Vesti um short jean
Maria WestAssim que entrei na sala, me deparei com o professor gato que Alex tinha falado e pude perceber que ele realmente era lindo. O homem era alto, de olhos verdes, a sua barba estava impecável e ele me olhava de uma maneira como se pudesse ler a minha alma.— A senhorita vai entrar, ou vai ficar parada aí na porta? — perguntou.Nossa! Que arrogante!Não disse nada, apenas segui para o meu lugar ao lado da Alex.Ele se apresentou e só aí descobri que ele é o Matteo Ricci, o maior CEO na área de direito, se eu conseguisse fazer estágio na empresa dele com certeza teria a minha vida feita.As provas foram distribuídas e durante o preenchimento trocamos olhares algumas vezes e fiquei tão vidrada na beleza desse homem que por um momento até esqueci que o Héctor existia.Assim que finalizei a prova e saí da sala, ouvi os passos da Alex logo atrás.— Maria, você viu como ele ficou te olhando? — perguntou enquanto saíamos da sala.— Claro que não, Alex, isso é coisa da sua cabeça. —