Após ser diagnosticada com câncer de estômago, meu marido deu meu rim para sua amada
Após ser diagnosticada com câncer de estômago, meu marido deu meu rim para sua amada
Por: LaranjAmor
Capítulo 0001
Eu estava deitada na cama, me sentindo fraca. Depois de tanto tempo de tratamento, finalmente, minha condição começou a melhorar.

Ao ouvir algo, instintivamente levantei a cabeça, e o primeiro rosto que vi foi o de Rodrigo Costa, meu marido de três anos.

Minha mãe estava sentada ao lado e, ao ver ele, rapidamente sorriu e disse:

— Rodrigo, realmente, se não fosse por você, Joana Silva não teria se recuperado tão rápido...

Rodrigo, no entanto, não respondeu. Em vez de sua habitual suavidade, me olhou sem expressão e disse:

— Está melhor, é?

Fiquei surpresa com tom dele, nunca tinha ouvido algo tão frio.

Eu sorri e assenti com a cabeça. Antes que pudesse dizer algo, Rodrigo deu um sorriso frio:

— Já que você está melhor, há algo que você precisa devolver. Está na hora.

Dito isso, várias pessoas entraram atrás dele, trazendo uma cama cirúrgica, e se aproximaram para me arrastar até ela.

Meu coração quase saltou pela garganta, um pânico enorme tomou conta de mim. Gritei:

— Rodrigo, o que você está fazendo?!

O rosto de Rodrigo se contorceu em uma expressão de nojo enquanto ele dizia em tom baixo:

— Joana! É uma mulher perversa! Se não fosse você, Mónica Mendes nunca teria se tornado o que é! Tudo isso é culpa sua! Hoje, você vai pagar com um dos seus rins!

Minha mãe, desesperada, agarrou Rodrigo e, tremendo, disse:

— Rodrigo, já investigamos claramente, né? Não foi Joana que fez tudo!

Rodrigo a empurrou com força, a fazendo cair no chão. Sua cabeça bateu contra o móvel, e imediatamente sangue começou a escorrer.

— A sua família toda é uma desgraça, se ajudando uns aos outros, maltratando a coitada Mónica ! Vocês podem enganar a minha mãe, mas a mim não! Eu sei muito bem como é Joana!

Eles começaram a me aplicar anestesia. Eu lutei desesperadamente, gritando:

— Não fui eu! Não fui! Rodrigo, como você pode fazer isso comigo? Estavamos muito bem dias atrás, né? Por quê?!

Rodrigo sorriu sarcasticamente:

— Eu não queria que você tivesse problemas... Afinal, eu esperei três anos para conseguir seu rim.

Ao ouvir isso, senti um frio que cortava meus ossos.

Com a voz trêmula e incrédula, perguntei:

— Rodrigo... O que... O que você está dizendo? Você está dizendo... que casou comigo...

Rodrigo riu com desdém, e o ódio em seu rosto era quase impossível de ignorar:

— Joana, você realmente acha que... me casei com você porque me apaixonei por você, essa mulher venenosa?

— Se não fosse para fazer você devolver o rim para a Mónica, cada dia que passei ao seu lado neste ano... eu teria sentido um nojo imenso!

Todas palavras dele, uma por uma, bateram no meu coração, doendo profundamente.

Eu tremia, sem saber o que dizer. O amor que eu pensava que ele sentia por mim agora parecia uma lâmina atravessando meu coração.

Minha mãe, ignorando a dor na cabeça, se arrastou até Rodrigo, segurando com força a borda de sua camisa, e gritou, com a voz rasgada:

— Rodrigo, eu te imploro, Joana acabou de se recuperar um pouco, ainda está muito fraca. Se ela realmente passar pela cirurgia, talvez não consiga aguentar...

— Sra. Mendes, ela... ela certamente encontrará uma fonte de rim mais compatível...

Aqueles homens trocaram olhares hesitantes com Rodrigo, perguntando cautelosamente:

— Presidente Costa, ainda vamos levar ela para sala de cirurgia?

Rodrigo começou a dobrar os dedos da mão de minha mãe um por um, e com uma voz fria, disse:

— Sim!

Minha mãe caiu para trás, se ajoelhando no chão, batendo a cabeça com força no chão enquanto fazia reverências a Rodrigo, rogando:

— Eu te imploro... Presidente Costa, por favor, tenha misericórdia da minha Joana...

Rodrigo a olhou com desprezo e disse, com os lábios finos:

— Eu sou marido dela, tenho direito de decidir por ela.

— Isso é algo que ela deve a Mónica!

Com um sinal de Rodrigo, seus guarda-costas de preto avançaram para prender minha mãe.

A dor no meu peito foi tão grande que eu mal podia respirar, e as lágrimas desciam sem parar.

Durante todo tempo que passei lutando contra meu câncer gástrico, eu resisti porque acreditava que Rodrigo estava fazendo tudo o que podia para me salvar.

Ele procurou os melhores médicos, incansavelmente, dia e noite, disposto a fazer qualquer coisa para me salvar.

Eu pensei que ele me amava profundamente.

Mas agora eu sabia que ele só me estava salvando para que eu pudesse doar um rim para Mónica.

A dor foi insuportável. À medida que a anestesia começava a fazer efeito, eu vi várias enfermeiras empurrarem uma pessoa para dentro.

Era Mónica, que estava em coma mais de três anos.

Assim que a vi, Rodrigo suavizou seu olhar e beijou suavemente sua testa.

— Ela te deve isso. Finalmente, eu fiz ela pagar.

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