2

POV’s Annabelle.

Cabana.

21:45 NOITE- Sábado..

Mel agarrou no sono, retiro sua cabecinha do meu colo, saindo de fininho para não despertá-lá. Posiciono-me o ursinho de pelúcia ao lado dela, enquanto a fito.

É tão estranho.... é tão indiferente para mim, não saber como agir como uma mãe normal.

Fico tentada em dá um beijo na testa da minha filha de boa noite, mas desisto, quando Richard aparece no cômodo.

— Está procurando a maneira de como vai machucá-la, Annabelle?— o tom rouco provoca-me, lhe reprimo através do olhar.

— Como é que é? Está se ouvindo?

Repreendo de como reage, enxergando o enorme sarcasmo escancarado em sua face cínica.

— Estou trazendo apenas os fatos!— cruza-se os braços.— Você não ama ninguém.

— E você muito menos.— respondo.— Você morre de inveja que a Mel dá atenção somente a mim. Se você fosse embora, ela não sentiria sua falta.

Jogo, rindo tão alto, para que o som da minha risada acabe fazendo-o perder a cabeça. No entanto, não se descontrola, seu semblante permanece tranquilo.

— É mais fácil ela sentir a minha falta, do que a sua, Annabelle. Você é extremamente tóxica.

— Quer apostar?— estendo a mão, com sorriso confiante nos lábios.

— Perderá aposta, por isso que não perderei o meu tempo jogando.

Ele dá as costas.

— Na verdade está com medo, Richard. — o paro.— Se a nossa filha te amasse, ela sentiria a sua falta, mas nem isso você é capaz de causar nela.

Seus olhos se cruzam aos meus, demonstrando o quão incomodados estão. É notável a raiva que expressa ao encarar-me.

— Eu aceito o desafio.— Richard fala.— Mas com uma condição: Caso você perca essa aposta idiota, dará tanto a pestinha, como o bebê que está na sua barriga para minha mãe criar.

Gargalho, nem um pouco abalada pelos seus planos diabólicos.

— Você tem 9 meses, Richard, para fazer a Mel dizer uma única: "papai, eu te amo" — emito um tom fino ao debochar.— Caso perca essa merda, terá voltar para o hospício, o lugar que nunca deveria ter saído.

— Combinado, querida.— apertamos a mão um do outro.— Estou muito animado para sermos uma família normal.

Sua postura calculista gera um clima tenso, quando os nossos rostos se aproximam.

— Talvez será um pouco entediante, viver uma vida monótona.— envolvo os meus braços em volta do pescoço dele.— Não podemos largar os nossos hobbies de lado.

Seus lábios tocam aos meus, dando um selinho. A troca de olhares se intensificam, quando Richard toca na minha mão, fazendo carinho. Seu olhar sedutor predomina, e entreabro os lábios, hipnotizada pela imensidão dos seus olhos.

— Tem razão, coração.— concorda, abrindo um sorriso galanteador, enquanto acaricia o redor da minha bochecha suavemente.

— Eu sempre tenho razão, lindo.

— Sabe o que eu tô com vontade de fazer agora?— seu tom rouca sussurra no meu ouvido, e me arrepio com a intenção maliciosa da sua mente.

— O quê?

— Te beijar.

— E tá esperando o quê?

— Que você implore.

— Eu não sou uma das suas vítimas para implorar, meu bem. Eu sou a sua mulher.— disparo, entre risos. — Talvez isso aqui, não seja um romance como os outros. Mas nós dois, nos entendemos muito bem, Richard. E quem tem que implorar por mim, é você.

E na hora seus lábios grandes se colam aos meus bruscamente, sem dá-me nem tempo de relutar. Sua língua pede passagem, inicando um beijo rápido, com euforia. Retribuio, mordiscando o seu lábio inferior e ouvindo-o gemer.

Ele me preensa na parede, sem interromper o beijo que damos. Existe uma atração física que temos, que faz o meu corpo deseja-ló. Sua mão desce para minha cintura, enquanto a outra se mantém posicionada na minha cabeça. Enquanto as minhas unhas afiadas puxam alguns fios do seu cabelo.

Richard distruibui beijos pelo meu pescoço, que com certeza ficará a marca. Arfo, de olhos fechados. Quando as coisas vão esquentando, ele interrompe o clima para dizer:

— Não podemos ir para o quarto, sem antes fazermos aquele negócio.

Continue lendo no Buenovela
Digitalize o código para baixar o App

Capítulos relacionados

Último capítulo

Digitalize o código para ler no App