POV’s Annabelle.
Cabana. 21:45 NOITE- Sábado.. Mel agarrou no sono, retiro sua cabecinha do meu colo, saindo de fininho para não despertá-lá. Posiciono-me o ursinho de pelúcia ao lado dela, enquanto a fito. É tão estranho.... é tão indiferente para mim, não saber como agir como uma mãe normal. Fico tentada em dá um beijo na testa da minha filha de boa noite, mas desisto, quando Richard aparece no cômodo. — Está procurando a maneira de como vai machucá-la, Annabelle?— o tom rouco provoca-me, lhe reprimo através do olhar. — Como é que é? Está se ouvindo? Repreendo de como reage, enxergando o enorme sarcasmo escancarado em sua face cínica. — Estou trazendo apenas os fatos!— cruza-se os braços.— Você não ama ninguém. — E você muito menos.— respondo.— Você morre de inveja que a Mel dá atenção somente a mim. Se você fosse embora, ela não sentiria sua falta. Jogo, rindo tão alto, para que o som da minha risada acabe fazendo-o perder a cabeça. No entanto, não se descontrola, seu semblante permanece tranquilo. — É mais fácil ela sentir a minha falta, do que a sua, Annabelle. Você é extremamente tóxica. — Quer apostar?— estendo a mão, com sorriso confiante nos lábios. — Perderá aposta, por isso que não perderei o meu tempo jogando. Ele dá as costas. — Na verdade está com medo, Richard. — o paro.— Se a nossa filha te amasse, ela sentiria a sua falta, mas nem isso você é capaz de causar nela. Seus olhos se cruzam aos meus, demonstrando o quão incomodados estão. É notável a raiva que expressa ao encarar-me. — Eu aceito o desafio.— Richard fala.— Mas com uma condição: Caso você perca essa aposta idiota, dará tanto a pestinha, como o bebê que está na sua barriga para minha mãe criar. Gargalho, nem um pouco abalada pelos seus planos diabólicos. — Você tem 9 meses, Richard, para fazer a Mel dizer uma única: "papai, eu te amo" — emito um tom fino ao debochar.— Caso perca essa merda, terá voltar para o hospício, o lugar que nunca deveria ter saído. — Combinado, querida.— apertamos a mão um do outro.— Estou muito animado para sermos uma família normal. Sua postura calculista gera um clima tenso, quando os nossos rostos se aproximam. — Talvez será um pouco entediante, viver uma vida monótona.— envolvo os meus braços em volta do pescoço dele.— Não podemos largar os nossos hobbies de lado. Seus lábios tocam aos meus, dando um selinho. A troca de olhares se intensificam, quando Richard toca na minha mão, fazendo carinho. Seu olhar sedutor predomina, e entreabro os lábios, hipnotizada pela imensidão dos seus olhos. — Tem razão, coração.— concorda, abrindo um sorriso galanteador, enquanto acaricia o redor da minha bochecha suavemente. — Eu sempre tenho razão, lindo. — Sabe o que eu tô com vontade de fazer agora?— seu tom rouca sussurra no meu ouvido, e me arrepio com a intenção maliciosa da sua mente. — O quê? — Te beijar. — E tá esperando o quê? — Que você implore. — Eu não sou uma das suas vítimas para implorar, meu bem. Eu sou a sua mulher.— disparo, entre risos. — Talvez isso aqui, não seja um romance como os outros. Mas nós dois, nos entendemos muito bem, Richard. E quem tem que implorar por mim, é você. E na hora seus lábios grandes se colam aos meus bruscamente, sem dá-me nem tempo de relutar. Sua língua pede passagem, inicando um beijo rápido, com euforia. Retribuio, mordiscando o seu lábio inferior e ouvindo-o gemer. Ele me preensa na parede, sem interromper o beijo que damos. Existe uma atração física que temos, que faz o meu corpo deseja-ló. Sua mão desce para minha cintura, enquanto a outra se mantém posicionada na minha cabeça. Enquanto as minhas unhas afiadas puxam alguns fios do seu cabelo. Richard distruibui beijos pelo meu pescoço, que com certeza ficará a marca. Arfo, de olhos fechados. Quando as coisas vão esquentando, ele interrompe o clima para dizer: — Não podemos ir para o quarto, sem antes fazermos aquele negócio.POV’s Annabelle. Cabana.00:45 DA MADRUGADA- domingo..Esfrego a minha mão na pia, consecutivas vezes. — Vai demorar quanto tempo nesse banheiro, Annabelle?— ele bate na porta, impaciente. — Não vê que eu tô ocupada?— Pô meu, estou te esperando.O escuto suspirar agoniado. Reviro os olhos, o imitando.— Acha mesmo que eu vou querer desfrutar desse seu corpicho, lindo?— uso um tom malicioso, ao espia-ló da brecha da porta.Richard mostra sua barriga bem definida, está sem camisa e seus músculos fortes, lhe deixa super sexy. Qualquer uma no meu lugar abriria facilmente as pernas para ele.— Por quê não?— o olho de relance, com sorrisinho sarcástico nos labios.– Porque estou cansada, Richard. Vejo a frustração presente em seu rosto, no exato momento que quebro suas expectativas.— Tô meia hora em pé te esperando, Annabelle. — Esperou de besta.Me retiro do banheiro, passando pela sua frente, toda me rebolando. Ele fica me secando, ao vê-me com um mini short. — Caralho, não fa
Pov's Annabelle. Domingo 7 horas da manhã. Cabana- New York. Acordei com o enjoo insuportável, caramba! Richard ficou a madrugada inteira enchendo o meu saco. — Bom dia, mamãe. — Já tomou banho, garota?— meu tom sai surpreso, enquanto esfrego os meus olhos. Mel está de vestido de florzinha, usa o seu rosa típico. Em seu cabelo loirinho há um laço. — Eu e o papai vamos ao parque. — Não me diga. É bem no exato momento que o pilantra aparece no quarto, todo arrumado. O cheiro forte do seu perfume masculino preenche o ambiente. Richard acena para mim, com sarcasmo. Faço uma careta de nojo, por ele se sentir vitorioso ao estar conseguindo ganhar aposta. — Não vai também, meu amor?— o tom rouco do próprio me alfineta, com deboche. Reviro os olhos, disfarçadamente, para fingir na frente da nossa filha que somos um casal "perfeito." — Estou enjoada, vida.— menciono o apelido carinho.— Acho que esse bebezinho não está me fazendo muito bem. — Gravidez não é doença, Annabelle.
POV’s Annabelle. Cabana. Domingo 14:30 PM. Eu achando que ia ter paz quando voltasse para a cabana.... — RICHARDDDD! — grito, atrepada em cima da cama. — O que foi, porra? — Tira esse pulguento de perto de mim, pelo amor de Deus— aponto, ouvindo o latido. – Ah, Annabelle, fala sério. Tá com medo disso aqui? Estando todo confiante, pega o animal de estimação para segurar. Mas logo o cachorro avança nele, querendo morde-ló. – Bem feito!— rio.— É só um "bichinho indefeso".— imito o seu tom de voz, sacaneando. — MELISSAAAAA. O próprio dá um grito bem alto, chamando a nossa filha que está lá na sala, colocando ração para alimentar o animalzinho insuportável que não para de latir. — O que foi, papai? — Pega esse vira-lata, e tira daqui!— com o dedo indicador aponta, ordenando.— Anda, eu tô mandando! A pequena estremece ao receber o olhar duro. A frieza de como os olhos azuis do seu pai repassam, lhe intimida. — Não precisa gritar com a criança, Richard. E nossa pequena cor
Pov's Annabelle. Domingo Floresta.Richard me persegue pela floresta, falando inúmeros palavrões. Estamos no meio do matagal escuro, discutindo.— Volta para cabana e vai olhar a menina!– Você que é a mãe, você que tem que olhar. A responsabilidade é sua! — Até parece.Sou prensada na árvore e ele bufa igual um animal raivoso, querendo tem algum controle sob mim. — Você tá grávida!— Richard respira fundo.— Vamos voltar para casa.— pega em meu braço.— Eu não vou.— me debruço.— Annabelle, não testa a minha paciência!— ameaça, com a mão fechada em punho. — VAMOS VOLTAR PARA CASA, CARAMBA!— dá um grito, contra o meu rosto.— Você não é o meu DONO!— aos gritos, revindo de volta.Richard põe-me em seus braços, carregando-me a força.— O QUE ESTÁ FAZENDO?— esperneio.— Me coloque no chão! Por mais que eu faça um escândalo, não me dá ouvidos, simplesmente me leva até a cabana contra a minha vontade. Quando chegamos na porta, ele me solta, quando arrebento uma mordida em seu braço. —
Cabana.23:45 PM- DOMINGO.POVS ANNABELLE Toda vez que eu e Richard fazemos as pazes.... paramos nus na cama.Ele pressiona os meus lábios aos seus, chupando com desejo. Arfo entre beijo ao senti-ló apertar seus braços em volta do meu corpo fino. Entreabro mais a boca, quando enfia a sua língua, pedindo espaço. Acabo cedendo, aprofundando o nosso beijo.Nos beijamos intensamente, sem pressa, sentindo o gosto um do outro. Há uma luxúria em cada movimento que fazemos. As minhas unhas grandes circulam em volta suas costas desnudas, arranhando-as. Enquanto isso, gemo com o ritmo das estocadas.Ouvimos o ruído da cama, conforme transamos. E quando ápice nos atingem, ele me puxa, juntando mais os nossos corpos suados. Deito a minha cabeça em seu peitoral desnudo, ouvindo o som das nossas respirações ofegantes. Richard dá um beijo no canto do meu rosto, afastando os fios do meu cabelo.— O que foi?— ele pergunta, ao notar que estou o mirando fixamente, sem piscar.— Não posso olhar para v
Pov's Annabelle. 8 MESES DEPOIS....Sei que fiz uma escolha e não me arrependo de ter a abandonado naquela cabana. Os meses se passaram, Richard e eu seguimos nossas vidas normalmente. É tão indiferente das nossas partes, não ter sequer sentido falta da menina que é sangue do nosso sangue. Acho que mais cedo ou mais tarde, acabaria nos cansando dela. E foi a melhor decisão que tomamos.Estou prestes a dar luz ao baby. Richard me convenceu em abrir mão e no contexto no qual estamos vivendo ultimamente, com certeza um recém-nascido atrapalharia nossas vidas. Então decidi que assim que ocorrer o parto, vou abandonar o bebê no hospital mesmo. Não faço a menor ideia qual o sexo da criança, não tive o menor interesse em querer saber.— Só quero colocar isso para fora logo!— reclamo, enquanto adentramos no hospital precário que fica no meio do nada.Estou começando a sentir as malditas dores. — Cadê o médico dessa espelunca?— Richard pergunta com o tom autoritário, segurando a arma de
Pov's Annabelle.Nova York.Cabana 20 horas 30 minutos, Sábado.Richard é um psicopata, não sente emoção. Quando o conheci foi num hospício, estávamos naquele lugar nojento, éramos excluídos da sociedade. Fomos considerados pelos psiquiátricos incapazes de sentirmos afeto.Quando a Mel nasceu, foi bem difícil... não tinha vínculo nenhum com a menina, cuidava dela igual um brinquedo. Choro dela me irritava, surtava muitas vezes em fazê-la parar de chorar.Tinha medo em um dos meus surtos, eu acaba a machucando, porque meu psicológico sempre foi muito fodido.— Pra onde vai?— Não é da sua conta.Richard me barra, pondo-se na minha frente. Reviro olhos. — Vai continuar me ignorando, Annabelle?— O que você acha?— dou de ombros.— Caralho, já expliquei que não foi culpa minha, acredita em mim.Suspiro fundo, ouvindo sua ladinha.— Ah é? Vou fingir que acredito!– É sério, Annabelle, acha mesmo que vou aturar outro bebê nesta porra?— seu tom se altera.— Já basta a pestinha.— Não te dou