Capítulo 4

Uma semana depois:

Deixar o Paul me beijar e não fazer nada pra impedi-lo, foi loucura, eu sei, mas não resisti. Uma semana depois do beijo e eu estou fazendo de tudo para não cruzar com ele nos corredores da empresa e até agora nem sempre tem dado certo, pois vez ou outra nos vemos no corredor. Seria loucura eu beijar o Paul outra vez depois de tudo que ele está fazendo comigo, ameaçando minha carreira. Tenho feito muita coisa produtiva para a página que mudou completamente desde a minha chegada. Confesso que adorei o novo Layout, tudo! Ah, e minha sala está tão linda, o Landon foi um amor por isso. Durante o final de semana ela mandou uma equipe pra fazer a decoração da sala e quando cheguei aqui na segunda me surpreendi.

Eu agradeci muito a ele por isso, mas ele disse que se fosse pra mim trabalhar aqui que pelo menos eu me sentisse confortável e em um lugar só meu.

O telefone toca em minha mesa e é a nova secretaria do Paul dizendo que ele solicita minha presença em sua sala. Passo uns minutinhos arrumando alguns detalhes da página e me levanto, saio da minha sala e caminho até a sala do Paul. Dou duas batidas na porta e em seguida ouço ele mandar entrar. Abro a porta e entro. Dou uma olhada rapida na sala que é grande, e bem decorada, muito bonita. Caminho em direção a mesa do Paul onde ele parece concentrado em seu computador. Ele está vestindo uma camisa social preta com as mangas arregaçadas, e realmente ele malha pois é bastante musculoso... fico imaginando como seria ser agarrada por aqueles braços... ele me olha por alguns segundos e seus olhos descem por todo o meu corpo, me despindo. Fico quente, não sei como ele consegue me deixar dessa maneira apenas me olhando, eu odiava esse CEO arrogante, e com o risinho cínico que estampava seu rosto, ele sabia muito bem o que causava em mim.

— Marshall, você vai viajar amanhã pra Londres. — meu coração para por um momento tentando compreender o que ele está falando.

— Como é que é? - Pergunto e não consigo disfarçar o pânico evidente em minha voz.

— Nós vamos pra Londres, temos algumas obras para realizar lá e precisamos de você para fotografar, colocar no site sobre o andamento.

Eu não posso ir pro Reino Unido, não quero pisar meus pés lá, se meus pais souberem.. eu não posso ir de jeito nenhum eles vão saber que eu fracassei. E quando souberem, vão dizer 'eu avisei' e eu prefiro morrer a ouvir isso

— Oliver, não. - Ele estreita os olhos em minha direção.

— Como não, Marshall? Você trabalha para mim e se estou dizendo que você vai é porque vai.

— Eu não posso ir.

— Você vai! Se me der licença, eu tenho trabalho a fazer. — paro por um segundo me perguntando se vale a pena implorar, decido que não vale a pena perder a dignidade que ainda tenho.

Me viro e saio da sala. Caminho até minha sala e entro, me sento na minha cadeira e perco todo o foco. Tudo bem, nós vamos pra Londres e meus pais não vão descobrir nada, mas infelizmente os holofotes tem que estar em todo lugar que o Paul está então não sei se será possível. Nunca parei pra pensar no quanto a mídia pode ser  prejudicial... e agora, eu só espero não me tornar vítima dela.

***

Como pode a cada dia uma pessoa ficar mais bonita? Pois então, com a Annie é assim. Analiso-a por alguns segundos. Hoje ela está usando uma calça azul petróleo, uma blusa com um decote em v e um blazer também azul marinho. Nos pés  está usando um scarpin preto e seus cabelos pretos brilhantes estão soltos.

— Marshall, você vai viajar amanhã pra Londres. — falo e vejo ela ficar pálida.

— Como é que é? — ela fala visivelmente nervosa.

— Nós vamos pra Londres, temos algumas obras para realizar lá e precisamos de você para fotografar, colocar no site sobre o andamento. — digo analisando seu comportamento.

— Oliver, não.

— Como não, Marshall? Você trabalha para mim e se estou dizendo que você  vai é porque vai. - Falo sem muita paciência, afinal, eu estava cheio de trabalho a fazer, e apesar de querer desafiá-la, eu tinha que trabalhar.

— Eu não posso ir. — ela fala num fio de voz.

— Você vai! Se me der licença, tenho trabalho a fazer. — falo mais rude do que o necessário.

Vejo ela me olhar como se quisesse suplicar, mas apenas se vira, abre a porta e sai da sala.

A Annie é uma mulher muito misteriosa, tá na cara que esconde algo, primeiro aquele episódio com o Cameron, que eu ainda não descobri e agora esse horror visível a Londres. Chegou a hora de descobrir o que essa jornalista esconde. Pego o telefone na mesa e disco o número do meu amigo e detetive, ele atende no terceiro toque.

— Fala, Paul.

— Iae, Max. Preciso que você descubra tudo sobre a vida de uma mulher.

— Mais uma de suas conquistas, cara? — ele fala em brincadeira.

— Depende do que você descobrir.

— Pode falar de quem se trata e o que quer saber.

— Annie Marshall... — ele me interrompe.

— Caralho, a jornalista? Paul se estiver afim dela você está ferrado, quem é louco de ficar com uma jornalista?

—  Para de falar bobagem, Max, e sim é a jornalista, quero saber tudo sobre ela até o tipo sanguíneo, não deixe passar nenhuma informação.

— É pra isso que você me paga. Pra quando quer?

— O mais rápido possível. — digo, nos despedimos e desligo.

Em breve eu descobriria o que a Annie escondia, e porque de tanto nervosismo da sua parte quando citei que viajariamos para Londres. Não foi algo premeditado, mas agora, eu estava muito ansioso para saber. A jornalista certinha e atrevida também escondia segredos, quem poderia imaginar, não?

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