Estava sentada na minha cama do hotel, perdida em meus pensamentos, quando ouvi uma batida na porta. Me levantei com cautela, curiosa para ver quem poderia ser a essa hora da noite. Ao abrir a porta, fiquei surpresa ao encontrar Chiara do outro lado, forçando um sorriso.一 O que você está fazendo aqui? - Perguntei, minha voz carregada de surpresa e desconfiança.Ela deu de ombros, tentando parecer despreocupada. 一 Eu só queria fazer companhia. Posso entrar?Hesitei por um momento, sentindo uma pontada de desconforto diante da presença dela. No entanto, antes que pudesse responder, Chiara já estava empurrando a porta, entrando no quarto sem ser convidada.一 Eu não a convidei.Chiara apenas sorriu de forma cínica, ignorando o meu protesto enquanto se acomodava em uma cadeira próxima.一 Você sabe, Larissa. - começou, sua voz suave e provocativa 一 Alessandro e eu temos uma conexão muito especial. Ele nunca vai ficar com você. Ele mesmo me disse que faltam só dois meses e meio para esse
Respirei fundo enquanto finalizava os últimos detalhes do design do novo projeto de creme para a pele. Havia trabalhado incansavelmente para garantir que cada aspecto do produto fosse perfeito, desde a embalagem até a identidade visual da marca. Finalmente satisfeita com o resultado, levantei e fui até a sala do Sr. Oliveira.一 Ah, Larissa, que bom que você está aqui. - disse o Sr. Oliveira com um sorriso falso no rosto. 一 O projeto está pronto?Assenti com confiança. 一 Sim, Sr. Oliveira. Estou pronta para apresentar o design final.O Sr. Oliveira assentiu e levantou-se, indicando que o seguisse até o escritório de Alessandro, onde a avaliação final seria feita.Ao entrarmos na sala, me deparei com Alessandro sentado atrás de sua mesa, ao lado de um homem alto e bem vestido que reconheci imediatamente como Diogo, o melhor amigo dele. Senti uma onda de desconforto ao vê-lo ali, sabendo que sua presença só complicaria as coisas.一 Boa tarde, Alessandro. Boa tarde, Diogo. - cumprim
Saí do banheiro no momento em que vi pela janela, o carro de Alessandro deixando a garagem. Respirei fundo, limpando as lágrimas que teimam em escorrer pelo meu rosto. Odiava toda essa situação, todos esses sentimentos que ainda tinha por ele. Queria poder não me importar com o que faz ou deixa de fazer, mas o coração é besta, não escuta a razão. Fui até a janela do quarto, vendo que as rosas já tinham sido retiradas dali. Peguei o cartão no bolso e o reli, tentando sentir um pouco de paz no coração. Caminhei até o closet e peguei o meu livro, que tinha a capa falsa e coloquei o cartão dentro. Alessandro poderia acabar com as rosas, mas eu não iria permitir que ele destruísse completamente a minha vida. Esperei até a hora de me arrumar e ir para o clube. Depois de tomar banho, encarei o closet em busca de algo para vestir. Quase não tinha nada aqui para sair, até que meus olhos bateram na peça com pedrarias. O tirei do closet, sentindo um sorriso surgir em meu rosto. Nunca usei
(Larissa)Abri os olhos com dificuldade, sentindo uma dor de cabeça latejante e uma sensação de enjoo se espalhando por todo o meu corpo. Pisquei algumas vezes, tentando me orientar no ambiente desconhecido ao meu redor. A luz que atravessava a janela indicava que já era manhã, mas a lembrança da noite anterior parecia um borrão em minha mente embriagada.À medida que minha visão se ajustava, reconheci os móveis familiares do apartamento de Diogo. Uma onda de lembranças inundou minha mente, trazendo de volta os eventos da noite anterior. Me lembrei de como Diogo me acompanhou durante toda a noite, cuidando de mim enquanto me afundava em um mar de bebidas e emoções.一 Minha cabeça… - Resmunguei, forçando meu corpo a se sentar na cama. Olhei ao redor, sentindo o cheiro masculino no quarto inteiro e meu coração errar as batidas no momento em que descobri que esse era o quarto de Diogo. Que essa era a cama de Diogo. 一 Oh, meu Deus! Dei um pulo da cama, fazendo minha cabeça doer mais a
(Larissa)Eu suspirei, sentindo a tensão se acumular nas têmporas enquanto massageava a lateral da cabeça. A dor estava piorando, provavelmente pelo tempo que eu já passava encarando a tela do computador e tudo o que vem acontecendo. Fechei os olhos por alguns segundos e respirei fundo, tentando afastar o incômodo.O som do celular vibrando sobre a mesa me fez abrir os olhos. Peguei o aparelho sem pressa, mas meu coração deu um pequeno salto ao ver que era o número do meu pai.— Pai? - atendi rapidamente, esperando ouvir sua voz.Mas não era ele.— Senhora Larissa? - uma voz masculina, formal, respondeu do outro lado da linha. — Seu pai está internado e precisamos que alguém o acompanhe. Ele pediu para chamá-la.Minha respiração travou.— Internado? Mas... ele já estava bem melhor! O que aconteceu?— Ele precisou passar por uma cirurgia - o homem explicou. — Vai precisar ficar internado por três dias e precisa de um acompanhante.Meu coração disparou. Eu sabia que meu pai ainda não e
Depois de um tempo sentada ao lado da cama do meu pai, decidi tomar um banho. O hospital era particular, e o quarto dele era espaçoso, com um banheiro privativo e uma poltrona reclinável para acompanhantes. Precisava tirar aquele peso do cansaço da viagem e da tensão do dia.A água quente escorria pelo meu corpo, mas não levava embora minhas preocupações. O que aconteceria a partir de agora? Eu precisaria reorganizar tudo para acompanhar meu pai no tratamento. E Alessandro? Ele sequer percebeu minha ausência?Suspirei, terminando o banho. Vesti uma roupa confortável e voltei para a poltrona ao lado da cama do meu pai. Já passava da madrugada, e o silêncio do hospital me envolvia.Encostei a cabeça no apoio da poltrona e fechei os olhos. O sono veio aos poucos, e antes de apagar completamente, um pensamento insistente passou pela minha mente: Alessandro não ligou, não mandou mensagem, não perguntou onde eu estava. Provavelmente, nem notou que eu tinha viajado.Talvez estivesse ocupad
A tensão no carro era sufocante. O silêncio entre mim e Alessandro estava carregado, como se a qualquer momento pudesse explodir. E, claro, ele foi o primeiro a romper o silêncio.— Por que diabos você chamou aquele cara para cuidar do seu pai? - Sua voz era firme, mas carregava uma ponta de irritação.Cruzei os braços, já antecipando onde essa conversa iria dar.— Porque eu confio nele e sei que meu pai está em boas mãos.Senti o olhar de Alessandro pesar sobre mim, mas continuei olhando para frente. Ele apertou o volante com tanta força que seus nós dos dedos ficaram brancos.— E como você soube que ele era enfermeiro? Desde quando vocês se aproximaram assim? - Seu tom ficou mais ácido, carregado de desconfiança.Aproveitando o sinal vermelho, ele se virou para mim, os olhos escuros analisando cada detalhe do meu rosto, como se estivesse tentando arrancar uma verdade escondida.— Me diz, Larissa… Você tá tendo um caso com aquele enfermeirozinho?Revirei os olhos, soltando um riso ir
Afastei essas lembranças indesejadas da minha mente e me vesti, escolhendo um vestido simples e descendo para encontrar Margarida já pondo o jantar.Ultimamente, ela não colocava mais dois lugares e sempre esperava a hora para saber quem chegaria.一 Obrigada, Mah. - Disse quando deixou o prato na minha frente.一 Posso pedir um favor para a senhora? - Olhei para ela acenando em confirmação. Madalena parecia nervosa enquanto continuava. 一 Meu sobrinho, Eric, veio para Centropolis em busca de um emprego mas até agora não encontrou nada. Sei que pode ser pedir demais, mas como o jardineiro aposentou, estive pensando nele assumir o cargo até acharem alguém mais qualificado.一 Ele já