CAPÍTULO 48

Meus pés pareciam presos ao chão. A lógica gritava para que eu me escondesse, para fingir que nunca vi nada e proteger a mim mesma. Mas, enquanto o som de suas súplicas ficava mais alto, algo dentro de mim explodiu.

— Ei! Solte-a agora!

Minha voz saiu mais firme do que eu esperava, mas o tremor em minhas mãos denunciava meu medo.

O homem parou, virando lentamente o rosto para mim. Ele era enorme, com uma barba espessa e olhos escuros que brilhavam de malícia. A mulher aproveitou a distração e, como um relâmpago, se desvencilhou dele, correndo em disparada pelo corredor até desaparecer da minha vista.

Agora, era só eu e ele.

— Ora, ora... que cena heroica.

Ele deu um passo em minha direção, rindo com desprezo.

— E o que você vai fazer agora, princesinha? Agora eu fiquei sem minha comida. Será você a me satisfazer?

Minha garganta estava seca, e minhas pernas ameaçavam ceder, nem mesmo Azrael, no início de suas aparições, me causou tanto medo.

— Não vou deixar você fazer isso com ningu
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