YANAH O grande dia da viagem está chegando e Alina me ajuda com as malas. No sábado passo a manhã inteira falando o quanto ela é a melhor irmã do mundo. E lógico, não poderia faltar Késsia para me ajudar com a escolha das roupas que devo levar, ela passa o dia comigo e Alina, me ajudando a embarcar nessa loucura gostosa, porque Otton é isso. Como Alina passou a noite toda trabalhando, no dia seguinte não quero a acordar! Abraço Ykaro, dou um beijo leve no rosto da Alina para ela não acordar e a campainha toca. Deve ser o motorista do Otton, ele me ajuda com as malas e então vou para o aeroporto. Ao chegar, vejo Otton me esperando na sala de embarque. Ele está tão perfeito me esperando. Ele é o homem mais chato e mais gostoso desse mundo, o abraço porque estava com saudades dele. O que vai ser de mim após essa viagem? Tenho certeza que voltarei mais apaixonada por ele, o que esperar do Otton? Não sei, simplesmente não sei, é a resposta que dou para mim. Quando entro no avião
OTTON Tinha planos para ir jantar e levar Yanah para conhecer a cidade que ela tanto ficou admirada e pensativa. Pela primeira vez eu quis saber o que se passa na cabeça da Yanah. Mas não a levei a lugar nenhum, quis mesmo foi esquentar o frio no seu corpo quente e ficar numa banheira descansando com ela por cima de mim, me enchendo de carinho como nunca ninguém me deu nessa vida, uma noite regada a vinho. Sinto-me tão envolvido com Yanah que lembro que não usamos preservativo. Olho para ela que sorri para mim. — Por que está me olhando desse jeito, Otton? — Yanah pergunta. — Yanah, você toma algum método contraceptivo? — Pergunto e Yanah olha para o lado. — Uso, Otton. Para te deixar mais tranquilo, você não será papai, já tomei o meu comprimido hoje, amanhã tomarei outro. — Yanah, vai se magoar porque fiz essa pergunta? — Jamais. Você já falou coisas piores para mim, o que é uma pergunta como essa? Se não quer um bebê inesperado, não vai ter. — Então me beije,
YANAH Vivo um dos mais marcantes momentos da minha vida ao lado do Otton, tento me controlar a todo instante para não transparecer que estou apaixonada por esse homem que já deu um sinal que não quer ser pai, o que me deixou um pouco triste ao ver ele relatar isso. Fingi a naturalidade de uma pessoa que não está preocupada com isso, mas só o meu coração sabe como estou. Após o nosso banho de banheira bebemos mais um pouco e vamos dormir, deito sobre o peito do Otton lamentando por não conseguir controlar esse sentimento por ele. O encho de carinho e beijinhos aproveitando cada instante do lado dele. No dia seguinte acordo cedo e vou admirar a vista da varanda enquanto respondo mensagens da Alina e Késsia, até porque não falei com ninguém ontem depois que cheguei. Após responder às duas fiquei pensativa, olhando para o nada. Eu odeio ficar assim, para melhor falar não sou assim. Hoje é o aniversário do Otton e não tenho dinheiro para lhe presentear com nada, que vergonha meu Deus.
OTTON Yanah é tudo o que eu precisava na noite do meu aniversário, ela me traz paz, me faz rir, me deixa feliz sem ser aquela companhia pesada. Esses últimos dias têm sido intensos e os vivo sem pensar no amanhã ao lado dela e ensino isso a Yanah. Mas a minha vinda aqui não foi só a passeio, vim a trabalho também e Yanah entendeu super bem isso. A deixo no hotel e trabalho essas últimas horas que nem um louco na tentativa de chegar cedo para levar ela numa boate para aproveitarmos a noite, sair também para dançar, afinal faz tempo que não danço e até isso Yanah despertou em mim. Após finalizar mais um dia de trabalho, chego no hotel quase 9 horas da noite. Entro devagar para ela não perceber a minha presença, Yanah está sentada na varanda e chamo por ela. — Yanah, você parece que amou a vista dessa varanda. — Digo sorrindo. — Boa noite, Otton, chegou e eu nem vi! É linda a vista daqui. O seu dia foi bom? — Yanah pergunta, vindo me abraçar. — Foi ótimo, vamos sair para dança
YANAH Fiquei muito pensativa após a vinda da bruxa loira aqui no hotel, pontos de interrogação ficaram na minha cabeça durante toda a tarde, quase não consegui almoçar. Uma dúvida ronda a minha cabeça: se conto ou não conto para Otton que Evelin veio aqui me importunar e me humilhar, mas papel de vítima não combina comigo. Penso, penso e chego à conclusão de não falar sobre Evelin, afinal preciso saber quem está falando a verdade. Passo a tarde inteira sozinha, converso um pouco com Alina por chamada de vídeo para mostrar detalhes de onde estou e Késsia liga também, mas não conto a elas o que aconteceu mais cedo aqui. Fico o restante da tarde lendo, outras vezes mexendo no celular, e sento na varanda do hotel até a noite. Otton chega animado me convidando para sair. Totalmente desanimada, finjo estar bem para Otton não perceber nada da minha tristeza. Vou imediatamente escolher a roupa para sair com ele e, enquanto me arrumo, Otton vai tomar banho. Me preparo toda, faço uma
OTTON Amanheci abraçado ao corpo nu da Yanah. Beijo as suas costas e ela se remexe na cama, amo cheirar os seus cabelos. Me levanto e ela fica deitada na cama. Amanhã bem cedo retornaremos à nossa realidade. Olho o meu celular e tem mensagens do Jonathan me convidando para almoçar, fico de respondê-lo mais tarde. Vou ao banheiro fazer a minha higiene, quando chego ao quarto Yanah está arrumando algumas coisas na sua mala. — Bom dia, preciso te lembrar que só vamos viajar amanhã? Por que está arrumando essa mala agora? — Pergunto curioso. — Eu sei disso, Otton só estou me organizando, trouxe muita coisa, estou me antecipando. — Yanah, você quer almoçar comigo? — Pergunto. — Quero almoçar aqui no quarto mesmo, se não se importar — Yanah fala sem olhar para mim. — Tudo bem, se arrume, agora vamos descer para tomar café lá em baixo. — Dou um beijo na sua boca. Yanah não fala nada e vai se arrumar. Em alguns minutos descemos juntos, começo a comer e percebo que ela qu
YANAH Acordo com Otton beijando as minhas costas, amo os seus carinhos, mas hoje estou com vontade de voltar para casa – essa que já foi muito criticada por mim, mas lá é meu lar onde sinto-me segura. Enquanto Otton vai ao banheiro levanto-me em seguida e arrumo a minha mala pensando em como vou embora. Quero abraçar Alina, ver o meu irmão e Otton me lembra que só vamos amanhã. Mas uma vez finjo que está tudo bem e vamos tomar café da manhã. Ao chegar no salão do hotel sentamos e quase não consigo comer nada. Ao levantar o meu olhar, vejo quem eu menos queria ver: a tal da Evelin. Ela ao nos avistar vem até a nossa mesa acompanhada de um rapaz que nunca vi na vida. Quando os dois se aproximam olho para Otton, é visível o desconforto e a cara de surpresa dele. Sei que tudo isso é porque estou do seu lado, o mesmo não queria ser visto comigo, e a prova vem quando o seu amigo Jonathan pergunta quem eu sou. Essa é a resposta que estou esperando para por um final em tudo, e Otton respo
OTTON Antes de viajar, bebo uma bebida quente, lembrando da Yanah. Fico sem entender como chegamos a tal ponto. Até ontem tudo estava perfeito, agora me encontro sozinho e todo o meu descanso foi para o ralo. As palavras da Yanah ainda ecoam no meu juízo, falando que se apaixonou por mim, pondo tudo de pernas para o ar na minha vida. Ligo para Késsia para saber notícias da Yanah, mas ela não me atende. — Droga, só falta Késsia não falar mais comigo devido à Yanah. — Resmungo enquanto bebo. Olho para a cama e uma lembrança da Yanah vem à minha cabeça: ela sorrindo, seu corpo dançando colado ao meu. Baixo a cabeça pensativo sobre que fiz com ela. Depois que Yanah se vai, fico com uma sensação: o que eu vou fazer e como vou ficar após essa viagem, que querendo ou não me marcou? Pelo amor e carinho que recebi dela, o nosso rompimento foi tão de repente que estou ainda em choque sem acreditar. Pensando bem, foi melhor assim. Horas passam-se vou embora também, não fazia mais sent