RAVEN— Cedrick, dói... eu não aguento mais, Alfa — imploro ofegante quando ele finalmente me solta, bufando irritado.Minha boceta pulsa e se contrai, depois de ter se segurado duas vezes, prestes a se liberar.Viro a cabeça pra trás e o vejo ajoelhado atrás de mim, também ofegante, com a mão apertando a base do pau grosso, cheio de veias, avermelhado e pingando desejo viscoso.Me dá prazer saber que ele também estava se torturando.Ele passa a outra mão pelos cabelos molhados, jogando-os pra trás até os ombros. Sexy, quente… ele sabe muito bem o quanto está gostoso e o quanto me tem nas mãos.As letras tatuadas por dentro do braço musculoso dele chamam minha atenção, porque toda vez que vejo esse desenho, uma tristeza invade meu peito. Sei que essa tatuagem foi feita pra ela, pra quando encontrasse sua companheira… Mas agora é diferente. Algo novo foi adicionado.Leio surpresa."Este Alfa só terá uma fêmea verdadeira em toda a sua vida. Só uma dona pode prender meu coração. E essa m
15 DIAS DEPOIS…RAVENEstou na carruagem ao lado de Cedrick e preciso confessar que estou extremamente nervosa, quase a ponto de roer as unhas, mas tenho que me acalmar. Tenho que fazer isso porque eu sou a peça principal desse plano arriscado.A paisagem vai passando e, pouco a pouco, as terras do Rei dos Alfas nos recebem.Já faz um mês, e é hora do início do torneio entre matilhas.— Fica calma, não se apavora. Também não vai ser chegar e cortar cabeças. Vamos ficar aqui por uma semana e vamos fazer tudo durante o banquete, como combinamos com todos — Cedrick se inclina ao meu lado e sussurra baixinho.Assinto e deixo que ele aperte minha mão com mais força, me transmitindo sua coragem e firmeza.— Cedrick, você não acha suspeito o Rei fazer esse torneio? Sabendo o quanto alguns o odeiam… juntar tantos Alfas fortes no castelo… ele não teme uma rebelião? — pergunto.— Aquele homem é um arrogante, o poder inflou o ego dele de um jeito que você nem imagina. Sabe por que ele convida os
RAVEN— Raven — Marco me olha surpreso e chama meu nome.Vejo como ele solta o braço da Verena imediatamente, mas já é tarde, eu vi, e está óbvio que estão juntos — o que, sinceramente, não me importa.Porém, essa maldita ligação de companheiros é uma merda, porque, sem querer, meu coração começa a acelerar com a proximidade do meu mate.— Marco. Verena — cumprimento com classe, olhando os dois de frente. Eu não sou mais a Raven de antes.— O que está fazendo aqui? O Rei agora deixa suas escravas participarem de festas tão exclusivas?Vejo como ela olha com inveja pra minha roupa e minhas joias finas e caras. Tudo foi presente do meu Alfa, e hoje estou vestida com o que tenho de melhor.O desprezo nas palavras dela é evidente.— Vejo que não perdeu o jeito, querida irmã. Continua seduzindo homens… pelo visto, conseguiu se enfiar no bolso do Rei.Essa idiota acha que acabei capturada pelo Rei.— Primeiro: não sou sua irmã, então nunca mais me chame assim — só me dá vontade de vomitar.
RAVENNa verdade… eu não quero que Cedrick saiba sobre Marco.Primeiro, porque me envergonho do meu passado — mesmo sem ter culpa — e segundo, e mais importante ainda, porque isso colocaria nossos planos em risco.Eu sei que, assim que Cedrick descobrir que ele é meu companheiro, vai querer arrancar a cabeça dele.Não pode haver brigas dentro do palácio, só no ringue do torneio, e muito menos assassinatos premeditados. Isso faria com que Cedrick fosse preso e caísse nas mãos do cruel Rei.Agora mais do que nunca, não posso deixá-lo ser provocado. Ele não pode se arriscar por causa desses dois desgraçados.Quando tomarmos o trono e o perigo passar, eu mesma vou me livrar desse laço maldito. Se Marco não quiser me dar minha liberdade por bem… eu vou carbonizá-lo. Ponto.— Amor, eu estava conversando com uns conhecidos, mas já estava voltando — o vejo vir com passos largos e decididos até mim, passando o braço possessivo pela minha cintura e me puxando pro seu lado.Merda… quero ver como
RavenCaminhei pelos corredores dessa mansão enorme.Minhas mãos tremiam e suavam de nervosismo.Meu corpo ainda estava coberto de feridas, principalmente as do abdômen, que quase tiraram minha vida.Eu estava a caminho de ver meu salvador, o homem a quem devo estar viva hoje. Mas, acima de tudo, o único homem que pode me dar vingança e redenção.Fui conduzida até uma sala enorme e, no final, quase como se estivesse num trono, o vi sentado, revisando alguns papéis sobre uma mesa gigantesca.Só de estar na presença dele eu já me sentia intimidada. Ele é um Alfa puro. Mas eu... eu também não sou qualquer coisa, não mais. Então, busquei coragem dentro de mim e caminhei até o Alfa Walker.— Disseram que você pediu uma audiência comigo, que era algo muito importante — ele disse com aquela voz profunda, sem nem levantar os olhos do que estava lendo.— Eu tenho uma proposta pra te fazer — soltei depois de engolir em seco, e minha loba me dava forças, mesmo que a pressão do Alfa a mantivesse
Raven1 MÊS ANTES...As lágrimas caíam dos meus olhos sem que eu conseguisse evitar, meus nós dos dedos estavam brancos de tanto apertar o lençol, tentando cobrir meu corpo machucado, enquanto a vergonha e o nojo de mim mesma me consumiam.— Para de chorar como se eu tivesse te estuprado à força. Foi você quem veio com as próprias pernas se enfiar na minha cama.— Já chega dessa atitude de mártir, você tá começando a me irritar — ouço aquela voz cínica, enquanto ele se veste aos pés da cama e me olha com aqueles olhos tão odiosos e desprezíveis.— Então... minha irmã... você prometeu libertá-la... — digo, suplicante, enxugando as lágrimas que não param de cair, e o nó na minha garganta mal me deixa falar.— Vamos ver isso depois — ele responde como se não fosse nada, mesmo depois de já ter me prometido que não a entregaria como oferenda, se eu finalmente cedesse ao seu assédio.— Depois, não! Alfa, você prometeu que tiraria ela da seleção se eu... se eu me entregasse pra você... como
Raven— Não. Eu fiz isso pela minha irmã — respondi, fechando os olhos em agonia.Disse que não, porque não foi um estupro da maneira convencional, mas de certa forma, ele me forçou, me empurrou pra isso, porque, embora eu tenha caminhado sozinha até aquele quarto, eu tinha implorado muitas vezes pra ele não escolher a Verena, me ajoelhei e supliquei.Ela nem tinha completado 18 anos, ainda era menor de idade, minha mãe morreria por causa da doença no coração.Até me ofereci, num momento de desespero, pra ser o tributo no lugar dela, mesmo que isso significasse uma vida de escravidão, pior do que a morte. Mas ele só me olhou com desprezo e fez aquela proposta horrível.Disse que, se era pra ser a put4 do Rei Alfa como tributo, que era melhor ser a put4 dele.Esse sempre foi o objetivo dele, desde o primeiro momento em que colocou aqueles olhos obsessivos e nojentos em mim.Ele só se aproveitou do meu desespero.— Você podia ter esperado eu voltar, teríamos encontrado uma solução, eu t
RavenCabeça baixa, aguentando e aguentando, só por um gesto de boa vontade, só pela esperança de agradar à mulher que eu chamava de mãe.Eu sempre ficava responsável pela Verena. Na verdade, ela é só alguns meses mais nova que eu, nem é tão pequena assim. Mas bastava um fio de cabelo dela se estragar, e os castigos caíam sobre mim.Eu era a irmã mais velha e tinha que cuidar dela, garantir que nada acontecesse.Pra isso, sim, eu servia como irmã. Mas quando chegavam os brinquedos, os doces, os cosméticos, os vestidos e as roupas, tudo de melhor sempre era pra ela.Eu ficava com os brinquedos e roupas que ela descartava ou que não serviam mais.Nunca achei injusto. No meu coração, sempre soube que era a adotada, a falsa, e ela era a filha verdadeira.E eu era grata, mesmo pelo pouco que me dessem.Fazia o impossível pra não ser rejeitada, pra me encaixar naquela família, nessa matilha... que, no fundo, nunca me aceitou de verdade.Mas eu também não tinha pra onde correr.Sou como um r