Planos

Os ânimos estavam à flor da pele. Quanto mais o tempo passava, mais o silêncio na casa dos Novack era sufocante. William estava sentado na beira do sofá, o rosto pálido, as mãos apertando o celular como se fosse a única coisa que o conectava à realidade. Todos na sala sabiam que a tensão estava prestes a explodir, mas ninguém ousava dizer nada. Era como se cada um estivesse preso em uma bolha de medo e incerteza.

Isabela, no entanto, estava longe dali, numa sala escura e úmida. O frio da parede de concreto atrás dela parecia penetrar seus ossos, mas isso era o de menos. Ela estava com fome, com sede, e uma dor persistente latejava na base de seu pescoço, causada pela posição desconfortável em que estava sentada há horas. Mesmo assim, sua expressão era estoica. Seu silêncio era como uma afronta para Natalia, que a observava de longe, tentando entender como aquela mulher podia estar tão calma.

Natalia apertou os punhos, frustrada. "Essa vadia devia estar se contorcendo de medo," pensou.
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