Viktor PetrovSete semanas se passaram desde a noite em que Helena me convidou para dormir ao seu lado novamente. A cada dia, nosso vínculo parecia se fortalecer mais, e a chegada dos nossos bebês se aproximava rapidamente. Estávamos preparados, com os quartos prontos, tudo que eles precisariam, pelo menos, era o que pensávamos.Era uma madrugada tranquila quando senti um toque suave me acordando. Abri os olhos e vi Helena, seu rosto uma mistura de medo e urgência.—Viktor!—ela disse, sua voz trêmula. —Minha bolsa estourou. Precisamos ir para o hospital.Por um momento, fiquei paralisado, o pânico se instalando em mim. Em seguida, saltei da cama, ajudando-a a se levantar.—Tudo bem, vai ficar tudo bem.—disse, tentando acalmar a mim mesmo tanto quanto a ela. Peguei a mala que já tínhamos preparado e ajudei-a a descer as escadas com cuidado.No carro, minha mente estava a mil. A cada gemido de dor de Helena, meu coração apertava. Ela apertava minha mão com força, e eu fazia o possível
Helena ManciniA cerimônia de formatura estava em seu clímax. Eu estava sentada na primeira fila ao lado de Viktor, meu marido, sentindo uma mistura de orgulho e nostalgia. Parecia que foi ontem que segurei Adriano e Alice pela primeira vez em meus braços. Cada passo dessa longa trajetória estava vivo em minha memória, como se tivesse acontecido há poucos momentos.Lembro-me das primeiras palavras de Adriano, que foram: "papai", e de Alice, que teimava em dizer "mamãe" primeiro. Era como se já desde cedo eles demonstrassem suas personalidades. Alice era determinada, teimosa, sempre disposta a enfrentar qualquer obstáculo, uma verdadeira réplica minha. Adriano, por outro lado, tinha a destemida bravura de seu pai. Nunca temeu nada, nem mesmo ao cair várias vezes ao aprender a andar,a pedalar ou qualquer esporte que ele participava, sempre se dedicava a ser o melhor em tudo.O reitor anunciou os nomes de Adriano e Alice, e eu senti meu coração quase explodir de emoção. Viktor apertou a
Alice Mancini PetrovA formatura havia sido perfeita. Josh estava ao meu lado, compartilhando cada momento de felicidade comigo. Quando ele me pediu em casamento, senti como se meu coração fosse explodir de alegria. No dia seguinte à formatura, ficaríamos noivos oficialmente. Era o começo de uma nova fase em nossas vidas, e eu mal podia esperar.Depois da festa, voltamos para casa. Deitei na cama, mas a excitação do dia me impediu de dormir. Depois de alguns minutos, decidi que precisava falar com Adriano. Peguei o pote de sorvete de menta com chocolate, o favorito dele, e fui até o quarto do meu irmão.Bati levemente na porta e entrei sem esperar resposta. Adriano estava sentado na cama, olhando pensativo pela janela.—Ei, trouxe seu sorvete favorito.— disse, mostrando o pote.Ele sorriu e fez um gesto para que eu me sentasse ao lado dele.—Obrigado, Alice.—Por que você ficou tão distante na festa?— perguntei, entregando-lhe uma colher. —Parecia que estava em outro mundo.Adriano su
Adriano Mancini PetrovDepois de uma longa e tumultuada viagem, finalmente aterrissamos no Brasil. O voo foi uma mistura de emoções, mas a presença de Mônica, a aeromoça brasileira, deixou tudo mais interessante. Assim que o avião parou e os passageiros começaram a desembarcar, avistei Mônica se preparando para sair. Senti uma onda de coragem e decidi não deixar essa oportunidade escapar.— Mônica, antes de você ir, eu gostaria de me desculpar pelo comportamento no avião e agradecer por toda a ajuda. Foi um voo agitado, mas você lidou com tudo de uma maneira impressionante.Ela sorriu gentilmente, mostrando que havia deixado qualquer mágoa para trás.— Está tudo bem. Foi um voo e tanto, mas faz parte do trabalho.— Eu sei que provavelmente você está cansada, mas se não for pedir muito, eu gostaria de convidá-la para jantar comigo. Gostaria de conhecer mais sobre você e, quem sabe, começar nossa interação de forma mais amigável desta vez.Mônica hesitou por um momento, mas parecia con
Adriano Mancini PetrovNosso beijo se transformou em uma dança de carícias. As mãos de Mônica percorriam meu corpo com urgência, e eu explorava cada centímetro dela, como se precisasse memorizar cada detalhe. A paixão que nos envolvia era avassaladora, e não demorou para que nos entregássemos completamente.Enquanto o sol do Rio de Janeiro brilhava intensamente lá fora, dentro daquela casa, tudo estava em fogo. Suas mãos puxaram minha camisa, seus dedos ágeis desabotoando cada botão com destreza. Eu a ajudei a se livrar de suas roupas, admirando cada curva, cada linha de seu corpo. Ela era perfeita.Nosso desejo não permitia que esperássemos. A levantei nos braços e a levei até o quarto, onde a deitei com cuidado na cama. O calor do sol no Brasil parecia intensificar o calor entre nós. Sem palavras, apenas com olhares e toques, nos comunicávamos. Cada movimento era uma declaração de desejo, cada suspiro uma promessa de prazer.Fizemos amor com uma intensidade que nunca havia experimen
Mônica MartinsEu estava perdidamente apaixonada pelo Adriano, mas meus pensamentos se voltavam a dois dias atrás...Lembro-me vividamente daquele voo dois dias atrás. Eu estava na ala VIP, trabalhando como de costume em um dos voos de conexão da Rússia para o Brasil, quando um homem, cujo rosto tinha uma semelhança notável com o do Adriano, chamou minha atenção. Ele estava sozinho e tinha comprado todos os assentos ao redor.— Com licença, poderia sentar aqui por um instante? — ele perguntou, com um sotaque russo.Assenti, meio surpresa pela abordagem direta. Ele se apresentou como Viktor Petrov e, sem cerimônia, começou a mostrar fotos em seu celular. Primeiro, a foto do seu filho, e em seguida, da noiva do seu filho.— Ele está prestes a se casar. Ela é uma mulher adorável. Você, minha cara, é apenas um passatempo antes do grande evento — disse ele, com um sorriso condescendente.Meu sangue ferveu com suas palavras. Como ousava me reduzir a um passatempo? Respirei fundo para contr
Helena Mancini A raiva fervia dentro de mim enquanto subia as escadas em direção ao escritório de Viktor. Cada passo ecoava minha determinação de confrontá-lo. Cheguei à porta e a empurrei com força, entrando na sala sem bater.Ele olhou para mim, surpreso, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, despejei minhas palavras como uma tempestade.—Acha que pode esconder seus negócios sujos de mim, Viktor? Eu sei de tudo. Suas alianças com outra família da máfia, o acordo para nosso filho se casar com uma mulher que ele não ama. Você acha que pode decidir o futuro de Adriano dessa forma?Ele tentou me acalmar, mas eu não estava disposta a ouvir desculpas. —Nossos filhos merecem mais do que essa vida sombria que você está envolvido. A felicidade de Adriano não depende da sua posição na máfia ou das alianças familiares.Minha voz ecoava pela sala, carregada de indignação e determinação. —Se você não desfizer esse maldito acordo, eu mesma farei. E se você não pode continuar sendo o líder
Adriano Mancini PetrovNaquela mesma noite, após jantarmos, a levei para minha casa. A mansão estava silenciosa. Assim que entramos, a conduzi até o meu quarto. Deitamos e ficamos conversando por um bom tempo sobre nosso futuro, até que Mônica adormeceu. Fiquei observando-a por um momento, toquei sua barriga e dei um beijo em sua testa.Na manhã seguinte, acordei cedo. Ainda sonolento, fui até a cozinha onde minha mãe, Helena, e minha irmã, Alice, já estavam a postos, preparando uma surpresa especial. Era aniversário de Mônica, e eu queria que tudo fosse perfeito. Com a ajuda delas, enchemos a sala de estar com flores, joias e um bolo belíssimo.Subi de volta ao quarto, ansioso. Toquei de leve no ombro de Mônica para acordá-la. Quando ela abriu os olhos, sorri e desejei um feliz aniversário. Ela sorriu de volta, surpresa e feliz. Levantei-me da cama e a ajudei a se arrumar.Descemos juntos para a sala de estar, onde minha família estava nos aguardando. Assim que entramos, Mônica foi