– Gosto de jogos, Ellora. – Ele ria, só observando o quanto poderia ser maliciosa. – Será que consegue decorar? –
A desafiava.
– É um nome grande? Não? – Lola perguntou. E só ouviu um sim entre o sorriso, ele entendeu o que ela queria dizer com aquilo. — Interessante.
– Por quê? – Agora era Max que estava curioso.
Estava bem explícito o que ela queria dizer. Mas precisava ouvir aquela voz ganhar vida.
– Combina com você, é homem grande Maximilian. – A frase saiu como segredo, a respiração desregulada e um certo calor t
Ao final da reunião, depois de diversos argumentos, os números e resultados que Lola apresentou foram suficientes para convencer o chefe que estava na hora de ser promovida. O próximo degraus para o cargo de gerente nacional aconteceu de todas as unidades e ela provou que seria capaz, os bons resultados e toda a automação do projeto que estava sendo implantado aconteceram com perfeição e dentro do prazo. Só restava a aprovação da diretoria em conjunto para a transição.A noite, quando chegou a conseguir se isolar, só ela entendia e gostava daqueles momentos de solidão. Sozinha com os próprios pensamentos. Ficava fácil entender e pôr tudo em ordem.Logo no sábado de manhã, Ellora saiu para correr como sempre
Antes de completar 3 semanas da última vez que viu Max, enfim conseguiram escolher a data para ela ir até Londres. E mesmo com a cabeça ocupada com a mudança, projeto que assumiu e todas as atividades que envolviam a rotina, não conseguia o afastar de seus pensamentos um segundo sequer.Fazia o melhor para manter o contato, uma forma dela retribuir a atenção que recebia diariamente. Não era como da última vez que deixou alguém se aproximar e quase dominou sua vida. Max, mesmo que recente, parecia demonstrar ser verdadeiro e genuíno com seus sentimentos. Não ia tentar mudá-la.Sempre acompanhava as aparições públicas, era incrível como parecia perfeitamente desenhado para aquele cargo. De: M.Wales <mwales@kensingtonemail.com>Para: C.Munoz < ccastromunoz@gmail.com>Res: Assunto: 48h para o velho continente!? - 07/26/23 07h14Estimada, excitada e espero que ainda viva Ellora.Está aí uma frase que nunca imaginei usar para começar um e-mail.Espero que tenha sobrevivido à sua noite de tesão fora do controle. E esteja aqui daqui a 40h horas, o tempo já diminuiu.Acho que foi a sua intensidade e vontade que dCapítulo 75
Pegar o voo noturno era a melhor opção, definitivamente, chegaria de manhã em Londres, e ainda teria dormido o suficiente para o fuso horário não pesar tanto. Ainda teria tempo para finalizar algumas pendências do trabalho e enquanto Max estivesse fora. Quase tudo funcionava com perfeição.Mesmo que Max não conseguisse se livrar daquela agenda, um cancelamento em cima da hora renderia questionamento de todos e queria ter paz e tempo para recebê-la, então quem a buscava no aeroporto era Raj, que era a única pessoa em quem ele confiava no momento.Lá estava o assessor com a expressão mais séria possível, quanto se lembrava e, mesmo assim, Lola tentava se aproximar do homem moreno com barba bem aparada, duvidava se tinha algum pelo fora d
Ela era um perigo, e do tipo que gostava de se arriscar e facilmente cedia aos desejos quando vinham à tona. O surpreendeu, como se revelava diferente e mais ousada com a proximidade que tinham. Talvez fosse aquilo que quis dizer, que queria ser outra versão com ele.E ele aceitaria aquela mulher selvagem e sedenta, que com os olhos escuros brilhavam quando gemia com boa parte dele na boca.Antes de quase ficar incontrolável e aguentar as provocações da boca e mãos de Lola, parecia aceitar o desafio e provar que podia se satisfazer nos poucos minutos, como disse. Via-a abrir a embalagem rapidamente e deslizar com a boca mesmo por toda extensão dele, afirmava poder dominar e engolir por inteiro, foi a gota d’água.Max a levantava facilmente, pondo fim naquela brincadeira, a trazia para o colo de novo, des
Assim que a primeira janela de horário surgia até a próxima reunião, Max aproveitava o instante para dar uma escapada, passar em Kensington e dar um oi a Ellora, estava curioso para ver se ela conseguiria se adaptar àquele lugar estando sozinha. Ao entrar na sala de estar, já encontrava o notebook instalado na mesa. Como sempre, trabalho era a primeira coisa que ela pensava, nesse quesito tinha a personalidade de uma americana tradicional. Ao fundo, o barulho de um secador chamava a atenção, que em poucos segundos finalizava todo o ruído. O terno ficou em uma das poltronas da sala antes de seguir para o próximo quarto. Com cuidado, ia até às portas em silêncio e a encontrava saindo do banheiro com a toalha enrolada no corpo, indo em direção ao closet para se trocar. Totalmente distraída, que nem percebeu a presença dele, enquanto atravessava o cômodo. – Interessante, aí está uma cena que nunca imaginei. – Max falava baixo e com um sorriso no rosto, era bom ver ela tão à vontade
Ellora já tinha terminado tudo que precisava fazer e quase pegava no sono no sofá enquanto via seja lá o que fosse que estava passando na TV, realmente não estava prestando muita atenção. Era estranho deitar naquela cama sozinha, ainda se sentia deslocada. Então, ficou ali no espaço mais neutro que encontrou.No meio da tarde, Raj aparecia novamente com duas sacolas enormes que pareciam ser da grife Balmain.Na caixa, encontrava um vestido midi de frente única, com as costas quase tão amostra como o que usou na primeira noite que o conheceu. Tinha o mesmo tom de azul e era óbvio que ele se lembrava, tecido leve e lindíssimo. Só pela etiqueta sabia que ia servir perfeitamente. Aquele modelo era melhor do que ela pensou em trazer, assim como um casaco de a
Pouco tempo depois, estavam em uma das partes mais antigas de Londres, perto do palácio Buckingham e ainda sim era muito tranquilo por aquelas horas da noite, tinha aquele toque histórico na rua, tudo muito calmo, poucas pessoas se movimentando. Mas não deixava de ficar encantada, não conhecia nada da cidade, era Max que conduzia.Ambos desciam do carro na frente de um pequeno restaurante, que parecia escondido pela noite gelada que vinha tomando conta, talvez até voltasse a chover antes de irem embora.Mas assim que passava pela porta de braços dados a ele, sentia a atmosfera se transformar.Acolhedor, tão íntimo, sofisticado e até um toque familiar como se já conhecesse, o Maître que os recebia indicava