Luna MarcondesLevanto de onde estava e dava lugar para que Marta desse colo que a sua menina precisava. Vemos o olhar amedrontado que minha amiga e a vemos consolá-la com Marcos ao seu lado, com uma cara furiosa. Observo a todos e me sento ao lado de minha mãe que sussurrou em meu ouvido.— Quero saber o que houve naquela casa assim que sai. — Sorrio para ela e concordo com a cabeça.— Diga meu amigo o que houve, por que sente a necessidade de matar meu futuro genro e seu filho? — O vemos perguntar olhando para Marcos.Meu pai olhava de minha amiga para o pai dela, vejo-a criando coragem, Henriqueta arruma a sua postura, ergue o queixo e olha diretamente para o seu pai.— Meu pai, me entreguei para o meu noivo. — Ela diz sem rodeios.Observo Silas olhar para o meu pai, que curva a cabeça envergonhado pela situação que meu irmão causou.— Marcos tentava fazer com que me sentisse melhor depois que aquele capataz tentou abusar de mim, ele foi gentil e respeitador, mas acabamos cedendo a
Luna MarcondesObservo minha mãe sair do meu quarto e fecho a porta assim que ela passa, começo a retirar a minha roupa, fico apenas com minhas roupas de baixo e percebo que minha cortina continua aberta. Caminho até a janela para fechar e percebo que ele estava na sua na janela olhando nessa direção.Sorrio ao perceber a sua atenção em mim, não sei se ele conseguirá ver, mas crio coragem de fazer o que não tive hoje cedo em sua cama. Abro um pouco mais as cortinas e me afasto da janela para que ninguém me veja.Apoio o meu pé no baú aos pés de minha cama e retiro as meias que vem até a metade de minhas coxas, deixo que elas caiam no chão. Olho em sua direção e vejo que ele estava mais próximo da janela e havia retirado a sua camisa.Gosto do que vejo, então começo a puxar o fitilho que prende o corselet. Consigo ver que ele fazia os mesmos movimentos de quando estava em cima de mim. Me aproximo do dossel de minha cama e coloco minha mão da forma como ele havia me ensinando.Massageio
António VenturiniEstava encostado na soleira da sala de jantar dos Marcondes quando meu pai mandar me chamar. Saio com Luna ao meu lado para a varanda e a vejo feliz por receber o nosso enxoval. Trocamos poucas palavras e fixo os meus olhos na pequena plantação de milho que existe na frente da casa.Havia algo se movendo em meio ao milharal, não conseguia identificar o que seria, desço um degrau para ver mais de perto. Pode ser apenas um animal ferido ou pode ser José querendo fazer alguma estupidez. Uma sensação de algo ruim se aproximando percorre todo meu corpo, peço que Luna entre e em seus olhos havia medo.Mais agora não poderia consolar a minha noiva, precisava ver se poderia ser o José que estava a espreita, minha sogra puxando Luna, olho para meu pai ao meu lado e ouvimos os passos atrás de nos, provavelmente meu cunhado e meu sogro.— O que está vendo, meu filho? — Ouço meu pai perguntando ao meu lado.Mantenho os olhos presos no meio da plantação, tentando identificar o qu
António VenturiniLuna se aproxima estendo a mão para pegar a mala que não aprecia estar muito pesada, peço para que um dos funcionários tragam o meu cavalo e vejo o olhar assustado de minha noiva.— Vamos a cavalo igual à última vez? — Ela me pergunta e apenas confirmo com a cabeça.A vejo rir, um pouco mais empolgada e vejo todos no topo da escada, acredito que já tenha se despedido de todos. Minha sogra estava chorando no alto da escada acompanhada por meus cunhados, vejo quando Luna jogou um beijo para sua família.Suspiro quando me entregam o meu cavalo, tomo impulso e monto no cavalo, dou espaço para que Luna sente-se a minha frente, quando ela já está acomodada, meu sogro passa a mala. Percebo os seus olhos se encherem de lágrimas com a despedida de sua filha, começo a nos levar em direção a nossa casa, sei que daqui a pouco todos estariam lá.— Vamos lá, minha Condessa Venturini, é hora de enfrentarmos alguns desafios. — Pego velocidade com o cavalo e olho a plantação de milho
Luna MarcondesVê tudo o que aconteceu com o Conde em frente de casa foi horrível, mas ver meu noivo destruído e sofrendo por ver o pai morrer em seus braços foi dolorido demais.Me mantive ao seu lado para trazer um pouco mais de conforto, me surpreendi quando ele falou com meu pai e pediu para que ficasse ao seu lado. Não podia negar ao seu pedido, pode parecer errado, mas quero estar com ele nesse momento difícil e poder ajudar enquanto ele enfrenta os problemas que vão aparecer até que encontrem aquele capataz.Consegui convencê-lo a comer algo, Izabel já estava preocupada com ele e minha mãe mais ainda. Seus tios, havia conhecido em um momento que havíamos ido até a sua casa na cidade e ele não estava.Pedro e Cecilia Venturini são uns amores, eles decidiram nos fazer companhia essa noite, já que nosso casamento que será amanhã. Estou tão cansada que apenas quero me deitar um pouco, foi um dia complicado de diversas formas e como passamos a noite velando o meu sogro não consegui
Luna MarcondesMas para a minha tristeza, António ergue a sua cabeça e sorri, parando de fazer essa mágica que vem me enlouquecendo nos últimos dias.— Eu também quero, mas prometi ao seu pai que esperaríamos o casamento e sua amiga e sua mãe estão aguardando por você na sala para irem se arrumar, vamos levantar e poderá ir com elas para a casa de seus pais. — Sorrio e levanto ficando em sua frente.— Essa noite não poderá fugir, Conde Venturini… — Digo retirando a minha camisola.Entrando no banho para me refrescar e ouço o sorriso de António, volto para o quarto já usando algumas peças e peço ajuda apenas com o espartilho que não consegui apertar. Sinto suas mãos deslizando por meu corpo enquanto aperta o meu corpo com aquele modelador.— Pode ter certeza que não planejo fugir Condessa. — Sussurra e deposita um beijo em meu pescoço.Assim que ele termina de prender o meu espartilho, viro em seus braços, fico na ponta do pé com os olhos fixos em seus lábios, desejo que ele me beije,
António VenturiniDeixo minha noiva na companhia de sua mãe para irem para a casa delas se arrumar, enquanto tenho que ir na força policial na cidade ao lado, meu tio Pedro vai comigo e voltaremos antes da cerimônia. Já estávamos nos cavalos quando meu sogro e Marcos vinham se aproximando no deles, diminuímos o galope.— Bom dia, sogro que traz vocês até aqui uma hora dessas? — Pergunto aos dois que se aproximam.Observo Marcos sorrir e o pai dele estender a mão para meu tio que o cumprimenta com um sorriso.— Viemos conferir se não estaria fugindo do casamento cunhado! — Fico incomodado com a brincadeira de Marcos.Meu tio se diverte com a brincadeira, até tento rir, mas não consigo, sei que ele percebe meu desconforto e o vejo interceder.— Estamos indo na força policial da cidade e voltamos antes que comece o casamento. — Ouço o meu tio dizer.Meu sogro olha em minha direção e faz seu cavalo trotar perto do meu, sinto quando põe a sua mão em cima da minha e deixo escapar uma respir
António VenturiniOlho para o emissário do rei e o agradeço, guardo a carta do rei no bolso do meu casaco, mas tenho a sensação que ali não é apenas uma condolência e me passando o título oficialmente. Sinto que o rei enviou o seu emissário muito rápido, isso poderia esperar até que fosse para Madri.Mas se isso aconteceu, devo então ir até Madri para entender os negócios que o rei tinha com meu pai, porque não é simplesmente fazer vinhos para os gostos específicos do Rei. Tenho a sensação que meu pai não era apenas o fornecedor de vinhos para a corte real espanhola.Ainda com os pensamentos no que a presença do emissário do rei representa, ouço a marcha nupcial começar a tocar e todos olham para a porta que se abre. Vejo a noiva de meu cunhado entrando acompanhada de seu pai.Sabia que Luna entraria por último devido a minha importância agora para a corte, toco no ombro do meu cunhado e me afasto para que ele possa receber a sua noiva e dar início a cerimônia de seu casamento.A ceri