A DÁDIVA DO LOBO
A DÁDIVA DO LOBO
Por: LUCIANA SILVAH
PRÓLOGO

É o chegar do crepúsculo, agora a lua nova banha as selvas escuras e sombrias por todo o vale, ventos arrepiantes a estremecer as montanhas, vejo vultos escuros e ouço vozes por todo lado, mas não vejo ninguém. Como cheguei até aqui? Eu não sei.. Estou perdida e confusa, tenho o que parece ser lapsos de memórias, mas não sei de quem são essas lembranças, pois nunca estive aqui antes.

Tenho a terrível sensação de está sendo perseguida desde o momento que eu entrei aqui, eu vejo olhos vermelhos a me espreitar por entre as árvores, sinto um medo enorme e arrepios por todo o meu corpo, tento afastar-me dali insistentemente, porém, não sei onde estou e nem para onde ir.

Ouço um grito agonizante que abala meu coração, parece que algo me toma, vejo alguma coisa, de inicio não identifico o que é, mas basta olhar com mais atenção e logo vejo algo nitidamente... parece que é um.... Não acredito.…, meus olhos não querem acreditar no que eles veem e por isso teimam e se recusam a crer no que está em sua frente , mais aquilo é mais do que real, pois é um Fantasma à banhar-se na luz da lua; não paro para admirá-lo, tamanho é o meu pavor, eu continuo a andar ligeiramente e por entre os arbustos vejo novamente, olhos a me seguir pela floresta, acho que são lobos ferozes e famintos a me espreitar, tenho uma sensação de morte, será que eu irei morrer, sem ao menos saber como cheguei aqui?

Vejo uma jovem a correr por entre as árvores e uma bruma surge atrás dela, parece que ela foge de algo que está a persegui-la, vejo seus olhos assustados como se estivessem pedindo socorro, minha respiração está ofegante, não posso ajudá-la, pois noto que os lobos continuam a me seguir pela floresta, tento me afastar deles , mais a frente vejo uma criatura que estava a se alimentar do sangue de outra jovem, pobre inocente, sua face encontra-se totalmente pálida creio que não esteja mais viva, ao me deparar com aquela cena corri o mais rápido que pude, mas não adiantava, eu sentia que o perigo estava por todos os lados, ouvia passos atrás de mim, estava sem saída, de um lado demônios e de outro lobo Ferozes, a imagem daquela jovem não saía da minha mente, enquanto eu corria desesperada tentando me afastar da morte, não conseguia sequer ouvir minha própria respiração, tamanho era o desespero, enquanto corria tropecei em um tronco de uma árvore e caí por entre as folhas que cobria a chão da floresta, quase desmaio, minha visão estava turva, vejo vultos a se aproximar de me pensei, “Este é o meu triste fim”.

Quando minha consciência se esvairia, senti que alguém erguia meu corpo, o que será? Quem será? Vou morrer, pensava, mas não deu tempo para mais nada, pois eu apaguei.

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