Vincenzo D'AngelisColoquei Enrico na cama que minha sogra estava dormindo com cuidado, deixei o rodeado de travesseiros para que ele não caia, cada movimento meu sendo calculado para não perturbar o sono profundo do meu filho. Eu não queria sair dali, não queria deixá-lo, mas sabia que precisava. Meu peito apertava ao pensar que, em breve, ele poderia não ter o mesmo conforto, a mesma segurança.Quando me virei, Antonella estava ali, com seus olhos marejados, ainda absorvendo a conversa que acabamos de ter. Eu podia ver a dor no olhar dela, mas também a determinação, uma força silenciosa que sempre me fez amá-la ainda mais. Ela não disse nada, mas seus olhos me imploravam para que eu não a deixasse. Que eu não os deixasse.Ela se aproximou de mim, seus dedos gelados tocando levemente o meu ombro, e eu não resisti. A dor da despedida, o medo do que viria, fez meu coração acelerar. Eu sabia que o perigo estava lá fora, mas neste momento, aqui, com Antonella, eu queria me esquecer disso
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