Com a transfusão de líquidos, Maia parecia completamente exausta. O sorriso nos seus lábios era amargo, refletindo toda a tristeza que ela sentia.— Ju, na noite passada, eu tive um sonho... — Sua voz estava fraca. — No sonho, uma criança chorava e me pedia para não desistir dela, prometendo que seria boazinha...Ao dizer isso, Maia, que raramente se emocionava, engasgou-se por um instante. Seus olhos se encheram de lágrimas antes que ela continuasse:— Mesmo assim, eu escolhi deixá-la. Ju, você acha que fui cruel demais?Até o momento em que não estava deitada na mesa de cirurgia, Maia ainda parecia estar tudo bem, como se nada tivesse acontecido. Mas, assim que se deitou, todas as lembranças que ela tentava evitar vieram à tona, e a dor intensificou aquela tristeza sufocante.Somente agora Maia começava a perceber que, por um breve momento, havia sido mãe de uma criança.Juliana apertou a mão de Maia, num gesto de conforto, e respondeu com uma voz suave:— Sua decisão foi a certa. E
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