O sol já tinha nascido quando o garoto foi acordado pela luz solar que se fez presente no quarto com poucos enfeites e lembranças. Resmungou alguma coisa que não fora entendido pela babá presente, e reclamou mais quando o lençol fora tirado de si o deixando sem proteção contra pessoas do mundo inteiro, inclusive da babá que parou no pé da cama cruzando os braços com um olhar assassino no rosto. — Se o senhor se atrasar para a escola novamente, alguém mais poderoso de quase dois metros vai me demitir. E eu adoro o meu emprego. - Avisou ainda brava, e o garoto sentou na cama, lentamente, como todas as manhãs fazia. A olhou dos à cabeça aos pés e revirou os olhos descendo da cama — Você poderia ser menos antipático, ou pelo menos fingir que gosta de mim. — Já me declarei duas vezes. - Avisou seco, emburrado e ainda mais put0 ao ver que não adiantaria resmungar e pedir para ficar em casa naquele dia, aquela mulher não sairia do seu pé. — Mael - Parou atrás do garoto que se apoiou na
Já passava das oito quando ele abriu os olhos escutando uma leve risada ao seu redor. Poderia levantar e espantar quem quer que fosse lhe atormentando em um sábado de manhã que deveria ser o seu dia de folga, dormir até tarde e sequer pensar em trabalho. Se não fosse pelas risadas, ou os passos que estavam tentando esconder, e graciosamente esqueceria e voltaria a dormir. Ou melhor, se fosse qualquer outra pessoa, Maurício esqueceria todo o mundo e voltaria a fechar os olhos e se entregar o mundo sombrio de seus olhos. Mas não era qualquer pessoa e certamente, elas não lhe deixariam em paz. Apertou os olhos quando sentiu o colchão afundar atrás de si e não aguentou sequer um minuto quando as mãos pequenas brincaram com o longo cabelo avermelhado o puxando para que viesse a acordar. Ele virou na cama aos poucos encontrando aqueles três pares de olhos lhe encarando como se ele tivesse devendo alguma coisa. Será que ele estava? Se estivesse, não lembrava. — O que aconteceu? - Pe
A primeira noite de férias tinha que ser uma das melhores. Assim que Levi e Mael pousaram em um aeroporto particular e desceram do jatinho também particular e próprio de Levi Santiago, foram abordados pelos seguranças e o motorista que os levariam até o hotel em que iriam ficar. Sempre cheios de pose e o menor mantendo seu rosto coberto com máscara, chapéu, o maior casaco que encontrou no armário e a bolsa ao lado. E casaco grande para as férias de verão? Isso que era gostar de andar com roupas de marca e lindo como o pai, que trajava quase a mesma coisa com exceção do seu rosto coberto. Chegava até mesmo a rir de todo aquele presente que teria que ser aberto ao chegar ao quarto. Mael não tinha alergia a nada, mas era um garoto fanático pela limpeza e seu melhor amigo se chamava álcool em gel. Onde ele aprendeu a ser daquele jeito? Não fazia ideia. Ao descerem de carro, os seguranças escoltaram o pai e filho até o hotel e rapidamente para o quarto que iria ficar. Mael começou a tir
— Você não vai falar nada? - A voz fina que veio do outro lado da mesa não deixou Levi surpreendido. Sabia que o garoto estava doido para conversar sobre o que aconteceu na noite passada, mas desde que haviam voltado para o quarto, sequer tocaram no assunto do jantar. Mas é claro que o garoto queria sua opinião. Se tinha sido muito rude com quem não deveria ou se tinha agido certo, contado o que sentia e o que queria e ido atrás de seus objetivos para aquela noite que era basicamente não ficar ali. — Peguei muito pesado com aquele homem? Não devia me castigar? — A gente não pode fingir gostar de alguém para agradar outras pessoas, Mael - Contou trocando a folha do jornal e depois de lê toda a página, fechou deixando de lado. Encarou o filho que mantinha seu olhar cansado e os lábios crispados, prontos para começar novamente a dar seu show de palavras difíceis e cortar alguém. — Mas se todas as vezes que sua mãe te apresentar alguém e você agir dessa forma, irá deixá-la com raiva. Min
— A Mel estava grávida? - Repetiu como se não estivesse acreditando naquelas palavras saídas pelos lábios avermelhados de Maurício — Mas ela não me contou. — Mas é claro que ela não te contou. Estava sob ameaça com todo mundo ao seu redor a mandando embora, e ainda mais aquela briga na justiça pela minha guarda, a Mel estava vulnerável, e ela fugiu por isso. Levi encarava o homem, e embora as palavras parecerem certas, não era exatamente o que ele viu naquela época. Quando a briga pela guarda de Maurício apareceu, ele se ofereceu para ajudar e ela negou, passou algumas noites e dias longes mesmo quando ele ligava e pedia para está junto. Mel tinha lhe afastado e não contou nada sobre a gravidez, ele não tem uma bola de cristal. E depois de tudo, apareceu dizendo que iria embora. O que mais tinha passado que ele não percebeu? Miranda? — Miranda… - Murmurou o nome da ex-esposa enquanto Maurício esperava pacientemente, dando uma breve olhava em seu noivo, até cair à ficha de Levi
Ter uma loja de roupas com acessórios e maquiagem, sapatos e tudo mais, não estava em seus planos, mas quando estava em casa tentando cuidar das filhas e notando que precisava realmente fazer alguma coisa que não precisasse sair de casa, muitas ideias veio a sua mente e começar uma pequena empresa, foi que pareceu mais viável. Como toda empresaria, começou com poucas coisas, apenas ali naquela cidade onde todos já a conheciam e queriam saber mais, tanto sobre as três filhas que por aonde iam, as pessoas comentavam e queria conversar. Eram animadas, astutas, divertidas, embora uma delas mal abrisse a boca. No começo, mel tinha ciúme das garotas, de como interagiam com as pessoas de fora e riam para qualquer um, com um tempo, percebeu que aquilo era um bom, uma vez que elas nunca se sentiriam sozinhas, tinham amigos, padrinhos, vizinhos, colegas até demais, e mesmo assim, tudo que acontecia, corriam para lhe contar. Eram as quatro melhores amigas do mundo e esperava do fundo do coração
O silêncio naquela sala era primordial, os olhares se trocavam a cada momento. As garotas atrás do balcão não sabiam se admiravam o homem bonito a qual entrará naquela loja, ou se notavam os olhares que Mel e suas filhas trocavam algo de mãe e filhas que nunca iria se separar, certo? Mel deu um passo à frente tentando não começar a chorar, não era para chorar e derramar um rio de lágrimas só porque o amor da sua vida tinha voltado para a sua vida, e que agora já tinha visto suas filhas e suas filhas visto o pai. Abriu e fechou a boca algumas vezes para então tomar coragem e começar: — Eu quero que vocês me esperem lá em cima um momento. Essa conversa é de adulto. - Pediu às garotas que se entreolharam e logo voltaram à mãe. — Porque eles voltaram agora? - Lara questionou — Porque temos que subir? — Isso não é um pedido, é uma ordem, e eu quero que subam agora. - Pediu novamente e as meninas assentiram e subiram na mesma hora sem olhar para trás. Mel virou em direção ao homem qu
— Você devia ao menos fingir que não está feliz por voltar para casa. – Miranda murmurou ao lado trocando olhares com o motorista no banco da frente. Voltou ao filho que mexia no celular sem dar atenção a qualquer um. — Não pode negar que você ficou feliz em passar essa semana comigo. Comprei tudo que pediu, não fomos mais a praia, até meu namorado foi embora mais cedo para que você tivesse um tempo maior comigo. — Porque tenho que esta feliz com algo assim? Você não fez mais que sua obrigação. É a minha mãe, e tem que me aturar. – Murmurou desgostoso. Não conseguia achar o limite do seu estresse. 8 dias que passou ao lado de Miranda, pareciam ter sido uma eternidade. Não deveria odiar esta com sua mãe, ou algo assim, mas a ansiedade de voltar para casa, de saber as aventuras de seu pai em busca da mulher de cabelos ruivos estava lhe matando aos poucos. — Olha meu filho... Sei que temos passado muito tempo separados, seu pai não deixa eu simplesmente te pegar qualquer dia para pass