O gesto dela fez com que Marcelo franzisse profundamente a testa, recolhendo a mão e perguntando friamente:— Sou tão assustador assim?Esther apenas olhou para ele, sem conseguir dizer uma palavra.A repulsa dela o incomodava profundamente, e Marcelo, com um rosto extremamente frio, deu a ordem para ela sair:— Se não tem mais nada, pode sair.Esther demorou um pouco para se recuperar do susto que tinha acabado de levar.Depois de engravidar, parecia que tudo tinha mudado, ela não permitiria que ele machucasse seu filho.Esther se levantou, recuou alguns passos e, respeitosamente, disse a Marcelo:— Farei bem o que você me pediu, Presidente Marcelo, não se preocupe! — Depois de falar, ela saiu do escritório sem olhar para trás.As palavras dela deixaram Marcelo com um semblante de desagrado no rosto,; quanto mais pensava nisso, mais irritado ficava.Depois de um tempo, Gilberto entrou e lembrou:— Presidente Marcelo, a reunião ainda está acontecendo...— Saia! — Marcelo rosnou....Es
— Nicole.A menina chamada Nicole tinha cabelos longos, dava uma sensação de fragilidade, muito magra e tímida.Com uma constituição física parecida, mas a aparência muito semelhante à de Sofia, ela tinha uma beleza pura e inocente, o tipo que os homens não conseguem resistir.A dona do estabelecimento apresentou ela a Esther:— Esta é a nossa nova garota, de aparência bonita, ainda em treinamento, nunca trabalhou antes. Ela vem de uma área rural, a mãe está doente em casa e precisa urgentemente de dinheiro. Seu histórico é bem limpo.Esther achou que ela era perfeita.Ingênua, bonita, capaz de despertar o instinto de proteção nos homens.Deve ser o tipo que Marcelo gosta.— Ela será perfeita. — Disse Esther.Nicole ainda não sabia por que a chamaram, seus olhos mostravam medo, um pouco nervosa, gaguejou:— O que vocês querem fazer? Acabei de chegar, mas eu não vendo meu corpo, não vou fazer esse tipo de coisa.Esther podia entender sua confusão, não iria forçá-la, disse gentilmente:—
— Essa garota é bonita e jovem, que homem resistiria a esse tipo de tentação?Diana estava um pouco preocupada, os homens deste mundo não são imunes ao desejo. Ao ver uma garota tão jovem, por mais disciplinados que sejam, sempre haverá um pouco de impulso masculino.Na situação atual, Esther já não tinha outro caminho a seguir.— Eu não tenho escolha. — Esther apenas forçou um sorriso. — Mesmo assim, eu preciso fazer isso, ou me arrependeria por não tomar essa decisão hoje.Ela não se atreveria a arriscar com a vida da criança em risco.Diana não sabia exatamente o objetivo dela, mas se ela estava agindo assim, certamente tinha suas razões.Ela não perguntou.Se Esther quisesse falar, contaria para ela.Mas elas haviam se reconciliado há poucos dias, e agora isso estava acontecendo, tinha que ser algo sério.Ela sentia pena da amiga.Se não fosse por Marcelo, ela ainda seria muito feliz.Diana apenas deu um conselho:— Mas tome cuidado, não só com Marcelo, mas também com essa garota.
As duas riram.Diana ainda tinha uma reunião para ir, então, depois de conversarem um pouco, cada uma seguiu seu caminho.Esther não voltou para casa, sua mente estava vazia, sem saber no que pensar. Sem rumo, acabou vagando até sua antiga escola de ensino médio.Já fazia mais de dez anos desde que ela frequentou o ensino médio.Com o desenvolvimento da sociedade, a escola havia mudado muito. Foi renovada, a estrutura aumentou, e várias novas construções foram adicionadas.Mas a pedra na entrada, após o passar dos anos, continuava a mesma, com o nome "Colégio Luz do Futuro" gravado nela.Foi sua escola de ensino médio e o lugar onde encontrou Marcelo pela primeira vez.Ela sempre se lembraria do dia 13 de agosto, quando quase morreu.Foi na entrada da escola, na saída do meio-dia, quando ela e a maioria dos colegas saíam do portão, que alguns sequestradores encapuzados, carregando grandes mochilas e armados, apareceram.Naquela época, a situação era mais caótica, as armas eram proibida
Naquela época, ela tinha uma crença: encontrar o jovem que a salvou, não ficar presa nas sombras sem conseguir sair.Ela tirou um semestre de folga e, ao retornar à escola, procurou em toda parte aquele jovem.Finalmente, soube que ele estudava na melhor escola da cidade e se chamava Marcelo.O nome dele não era Enrico, mas ele era chamado de Enrico.Ela achou isso muito estranho.Mas poderia ser apenas um apelido.Ela se esforçou muito e conseguiu entrar na mesma escola que ele.Mas ela apenas o observava de longe, nunca o perturbava.Ele, que jogava basquete.Ele, que tinha excelentes notas.Ele, cuja família era muito rica.Tão excelente, que ela achava que não estava à sua altura, então apenas o observava silenciosamente.Mesmo quando ela passava por ele, ele não a olhava, já havia esquecido a garota que ele salvou.— Esther.Esther estava relembrando o passado, com um misto de amargura, perigo e amor, mas foi interrompida por uma voz.Ela se virou e viu Luiz se aproximando de long
— Você é muito gentil, retribuir à minha cidade natal é uma honra, ainda mais sendo minha obrigação com a minha comunidade. — Luiz respondeu.O Diretor Murilo estava satisfeito, seu aluno era bem-sucedido, o que também trazia prestígio à escola.Esther, após começar a trabalhar, quase não havia visitado a escola.Os encontrando, não pôde sair, apenas ouvindo em silêncio a conversa dos dois.Luiz doou cinquenta milhões para a escola, e ela o admirava por isso. Mesmo estudando no exterior, ele não havia esquecido suas raízes.Se fosse outra pessoa, tendo sucesso lá fora, não voltaria.— Esther, ouvi dizer que você está no Grupo Mendes. — O Diretor Murilo de repente olhou para Esther.Esther ficou surpresa.O Diretor Murilo perguntou com preocupação:— Você está bem?Esther, surpresa, perguntou:— O professor Murilo sabia disso?Ele tinha muitos alunos, era impossível lembrar o que cada um fazia.O Diretor Murilo disse:— Me encontrei com o presidente Marcelo algumas vezes, e ele menciono
Talvez ele estivesse preocupado com ela. Mas ela estava bem agora, então por que aquele olhar?No entanto, o que a surpreendeu foi que ele sabia disso no segundo ano.— Parece que a notícia já chegou ao país M.Luiz continuou:— Naquele ano, voltei uma vez. — Esther o olhou, sem saber o que ele queria dizer, mas ele continuou. — Mas, logo voltei para o país M novamente, não tive tempo de me despedir de você.Esther disse:— Não tem problema, naquela época, não éramos tão próximos.Luiz apenas sorriu:— Sim, naquela época, nós realmente não éramos tão próximos. — E então ele mudou de assunto. — Mas agora, pensando bem, me arrependo. Se eu não tivesse ido para o exterior, talvez as coisas fossem diferentes. Quando você estivesse em perigo, eu poderia ter te protegido, não teria deixado você se machucar. Se sequestrassem a mim, não poderiam sequestrar você.— Você realmente sabe como brincar. — Ele falou meio que brincando, e Esther não levou muito a sério.— Ouvi o tio Felipe dizer que d
Ele não voltava ao país há muito tempo, o que não era comum.Esther acompanhou seus passos, os dois andando lado a lado.Luiz gostava de caminhar com ela, com um leve sorriso no rosto.No entanto, um carro passou, quebrando a tranquilidade do momento.O veículo passou bem na frente deles, e Luiz, com medo de que o carro atingisse Esther, instintivamente a empurrou para o lado, andando pela pista mais externa.Essa cena foi vista claramente por Marcelo pelo retrovisor.Ele franziu a testa, com uma expressão fria, os lábios apertados em uma linha reta, e notou a expressão relaxada de Esther.Ela parecia estar gostando de estar com Luiz.Já tinha feito isso algumas vezes pelas suas costas."Não é ela que gosta daquele homem chamado Enrico?"Luiz não se chamava Enrico.Marcelo cerrou os punhos, incomodado tanto com o homem que ela tinha no coração quanto com o homem à sua frente, sentindo uma pedra no peito deles.— Presidente Marcelo, a secretária Esther também está aqui, acompanhada de u